℗ 0192

É de fundamental importância que os seres humanos adquiram a consciência plena daquilo que são, daquilo que representam no contexto de toda a nossa humanidade, para que então possam viver em conformidade com aquilo que realmente são, e não em conformidade com o meio ambiente ou em conformidade com as ações alheias, pautando as suas ações sempre em consonância com aquilo que planejaram em plano astral, quando bem mais lúcidos, quando realmente clarividentes.

Ninguém ousa discordar dos papéis que cada um tem que desempenhar neste mundo em relação aos seus semelhantes, sejam eles familiares, amigos, colegas, conhecidos, e até mesmo os desconhecidos, pois que os preceitos morais e éticos que formam a educação têm que se fazer valer neste mundo de meu Deus, custe o que custar, uma vez que tudo isso faz parte dos meus ideais a serem fixados no seio deste mundo Terra.

No que diz respeito a esses papéis que cada um tem que desempenhar neste mundo em relação ao próximo, o princípio básico de todos eles se resume ao seguinte: cumpra o seu papel e deixe que o próximo cumpra o seu. Partindo deste princípio, eu vou citar alguns exemplos resumidamente em relação a eles, sem me estender, conforme abaixo:

  1. Cada um tem que desempenhar o papel de um bom filho: na condição de filho, cada ser humano é obrigado a amar e a respeitar aos seus pais, procurando sempre atender às suas recomendações, na medida do possível, pois que geralmente os pais sempre procuram traçar os caminhos dos filhos em direção ao bem e ao progresso, apesar deste progresso ser quase sempre material, muitas vezes pendendo para o sobrenatural, em função das suas ignorâncias. Quando os pais são medíocres, quando os pais maltratam o seu próprio filho, e este percebe que não são amados, sendo até mesmo desprezados, isto não impede que este filho possa amá-los, uma vez que o papel de filho é o que deve ser exercido por ele, e o papel de pais é o que deve ser exercido por eles, então o filho não deve deixar de exercer o seu sublime papel pelo fato dos pais não estarem exercendo os deles, pois um erro não implica em outro erro;
  2. Cada um tem que desempenhar o papel de um bom pai: na condição de pai, cada ser humano é obrigado a amar e a respeitar os filhos, fornecendo os exemplos salutares de um bom chefe de família, provendo aos seus do sustento necessário, através do seu labor diário, sem jamais lançar mão de recursos escusos para que assim possa prover aos seus de um maior conforto, pois que é mil vezes preferível se viver uma vida mais humilde junto aos entes queridos, em paz com a própria consciência, do que viver com mais conforto dando maus exemplos aos próprios entes queridos, pois que a materialidade exacerbada aborrece a alma, uma vez que a pobreza tem que ser enfrentada por todos, ou nesta ou nas próximas encarnações, sem qualquer receio ou temor, pois se sabe que ela dura apenas uma encarnação, sabendo-se que Jesus, o Cristo, foi o mais pobre de todos. O pai também deve sempre adentrar ao lar, após a sua labuta diária, com o semblante descontraído, com um sorriso estampado na face, para que assim ele possa transmitir a alegria e o otimismo para os seus entes queridos, demonstrando para eles que por maior que seja a luta, nada impede o verdadeiro chefe de família de ser sempre um bravo na sua batalha pela vida, pois que se esforça sem temor por manter a sua família sempre unida e coesa. E se um dos seus filhos enveredar por caminhos outros, que não o da honra e da nobreza, sendo mesmo até malcriado e desobediente, que ele faça de tudo por regenerar a seu ente querido, mas sem perder jamais a sua compostura e a sua autoridade de pai, conservando-se sempre no seu papel, mantendo sempre a esperança que um dia o filho venha a exercer ao seu papel, do qual abriu mão para exercer o papel que mais lhe apraz;
  3. Cada um tem que desempenhar o papel de uma boa mãe: a mulher deve se conscientizar que tanto ela como o homem são espíritos, e que se ela encarnou com o sexo feminino foi para desempenhar o papel de esposa e mãe, o que implica em dizer que ela é a rainha do lar, enquanto que os homens são os reis do mundo, por isso ela possui uma maior sensibilidade e menos fortaleza muscular que o homem. A mãe que abandona o lar para se satisfazer profissionalmente está cometendo um crime espiritual, uma vez que ela, quando em seu Mundo de Luz, comprometeu-se a educar os filhos que iria gerar em seu útero, e não está cumprindo com aquilo que se comprometeu em plano astral, daí a razão de estar cometendo um crime espiritual. Nada impede que a mulher trabalhe, desde que o seu trabalho esteja situado no âmbito da feminilidade, e desde que não impeça que ela esteja na companhia dos filhos, pela manhã ou pela tarde, quando os filhos não estiverem no colégio, já que a noite é reservada para que tanto ela como o esposo estejam ambos em companhia dos filhos. Assim, e somente assim, a mulher pode ser verdadeiramente mãe, uma educadora, por excelência. E se nesse seu afã de educar aos seus filhos, algum deles sair da linha, não seguindo às suas recomendações de mãe, que ela se esforce ao máximo para colocá-lo outra vez na linha, fazendo de tudo para a sua regeneração, mas sem que nunca perca a sua autoridade de mãe, fazendo-se sempre respeitar pelo filho transviado. Mesmo que ele persista em ser um mau filho, ela nunca deve abandonar o seu papel de mãe, e, embora se esforçando sempre pela sua regeneração, deve sempre esperar com otimismo que ele venha a desempenhar o seu papel de filho, pois que esse seu trabalho de educadora nunca será em vão, uma vez que qualquer melhora no comportamento do filho é muito significativa, já que antes ele era bem pior, tendo obtido algum progresso através da mãe, e todo progresso no âmbito espiritual é sempre bem vindo para todo e qualquer espírito, uma vez que todos almejam o progresso espiritual;
  4. Cada um tem que desempenhar o papel de um bom irmão: nas famílias nascem irmãos que possuem diferentes níveis de espiritualidade, por isso todos devem se esforçar para demonstrar o mínimo de espiritualidade.