℗ 0193

PRINCÍPIOS:

  1. O espírito que se julga detentor do saber, ao pensar no conjunto de tudo aquilo que sabe, passa também a pensar no conjunto de tudo aquilo que ainda não sabe, a este dando pouca ou nenhuma importância, embora sem possuir qualquer noção ao seu respeito, e àquele dando muita ou a máxima importância, demonstrando pouco ou nenhum senso de parâmetros, relevando assim tudo aquilo que ainda não sabe e que deve aprender. Este espírito praticamente de nada sabe, pois que pouca ou nenhuma importância dá a tudo aquilo que ainda deve aprender, o que o leva a não se esforçar em seu aprendizado, a não ser com a intenção de demonstrar a todos que sabe.
  2. O espírito que realmente é detentor do Saber, por excelência, ao pensar no conjunto de tudo aquilo que sabe, jamais passa a pensar no conjunto de tudo aquilo que ainda não sabe, pois é ciente de que não possui uma noção relevante acerca de tudo aquilo que não sabe, apenas foca a sua mente em determinados assuntos que sabe que deve aprender, convicto de que realmente vai aprender, pois que no Universo todos os assuntos se encaixam naturalmente uns aos outros, em que os menos complexos precedem aos mais complexos, em um encadeamento admirável e deslumbrante, ensejando a que o aprendiz possa ir constatando em escala crescente que todo o seu aprendizado vai se tornando cada vez mais fascinante. Este espírito praticamente de tudo sabe, embora considere que pouco sabe, pois que dá a máxima importância a tudo aquilo que ainda deve aprender, o que o leva a se esforçar cada vez mais em seu aprendizado, sempre com a louvável intenção de fornecer cada vez mais do seu acervo aos seus semelhantes, por considerar sempre pouco o acervo que tem para fornecer, sendo assim que ele vai adquirindo cada vez mais a boa vontade.