℗ 0139

É sabido que Luiz de Mattos era um conhecedor, por excelência, pelo fato dele ser um veritólogo, tal como se fosse um senhor do espaço, enquanto que eu sou um experimentador, por excelência, pelo fato de eu haver sido um cientista, passando a ser um saperólogo, tal como se fosse um senhor do tempo, e depois passando a ser um ratiólogo, tal como se fosse um senhor do espaço e do tempo, pois que ambos formam o Universo, fornecendo as suas coordenadas, portanto, universalizando-me.

Em função disso, Luiz de Mattos transmite os conhecimentos metafísicos acerca da verdade através de teorias “a priori”, enquanto que eu sou obrigado a proceder com as experiências físicas acerca da sabedoria correspondentes à verdade através de teorias “a posteriori”. Desta maneira, os conhecimentos por ele transmitidos ficam devidamente comprovados por intermédio das minhas experiências, ou seja, por intermédio dos fatos. É por isso que o veritólogo maior, em sua obra Cartas ao Chefe do Protestantismo no Brasil, as páginas 133 a 135, vem afirmar o seguinte:

            “O que não provar com fatos aquilo que afirma em teoria (leia-se teorias ‘a priori’, digo eu), não deve ser tomado a sério, porque não é verdadeiro.

            …

            Fatos são fatos, querido amigo, e palavras as leva o vento. Não é bastante que o homem, por mais valente, vencedor, polemista, erudito e honrado materialmente que seja, afirme uma coisa, é preciso que prove o que afirma, visto que de palavras, palavras e palavras está farta a humanidade, e por elas tem sido grandemente lograda, iludida em todos os tempos”.