Eu sei perfeitamente que os seres humanos admiram profundamente as grandes inteligências dos espíritos de luz integrantes da nossa humanidade, que por se destacarem dos demais em suas áreas de atuação, tornaram-se mitos ou legendários, por isso são reverenciados e tidos como se fossem os suprassumos deste mundo.
Mas eu sei também o que estou transmitindo para a minha humanidade, só que não me considero nada disso. O fato é que, na realidade, eu me sinto como se fosse um mestre da alfabetização, que está ensinando as primeiras letras do alfabeto para os meus semelhantes, em virtude de eles já estarem preparados para serem alfabetizados. Então se torna bem mais fácil ensinar as primeiras letras. No entanto, o realmente difícil não é precisamente alfabetizar, mas sim preparar os seres humanos para serem alfabetizados, pois que eles teimam em se utilizar das palavras incorretas, preferindo sempre as incorretas, em suas renitências.
Para o bom observador, há uma imensa inversão de valores entre este mundo e o Universo, pois aqui quanto mais o mestre evolui tanto mais ele requer que os seus alunos sejam mais evoluídos, então a evolução do mestre passa a se tornar inversamente proporcional à evolução dos seus alunos, que insistem na renitência, em permanecerem estagnados no estágio evolutivo em que se encontram. Já no Universo é diferente, pois quanto mais o mestre evolui tanto mais ele requer que os seus alunos também sejam mais evoluídos, então a evolução do mestre é passa a ser diretamente proporcional à evolução dos seus alunos, que anseiam por evoluir, em se alçarem aos Mundo de Luz mais adiantados, passando para o estágio evolutivo seguinte ao que se encontra.
Moral da história: para eu espiritualizar a minha humanidade basta apenas que eu seja o Antecristo, mas para que eu espiritualize a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, torna-se preciso que eu seja o próprio Cristo.