Para os juristas, o Direito é considerado como sendo normas impostas coercitivamente pela sociedade. Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que além das normas em forma de lei, que são espaciais, o Direito também é regido por princípios, que são temporais, e por preceitos, que são universais. Assim, o Direito é todo regido por leis espaciais, princípios temporais e preceitos universais, em que nele, logicamente, deve haver uma doutrina, um sistema e uma finalidade.
Todas as coisas que existem são regidas por leis espaciais, princípios temporais e preceitos universais, dos seres atômicos aos seres humanos, sem que jamais deixem de estar submetidos a essas leis, a esses princípios e a esses preceitos.
Os seres infra-humanos seguem as suas trajetórias evolutivas rigorosamente sob o controle das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais, estando todos sob a regência dos pensamentos positivos advindos da alta espiritualidade, que zelam pelas suas evoluções, apesar dos pensamentos negativos produzidos pelos seres humanos interferirem, sobremaneira, em suas transformações neste mundo, tendo por base as ações dos espíritos obsessores.
No caso dos seres humanos, ocorre praticamente da mesma maneira, pois todos seguem as suas trajetórias evolutivas rigorosamente sob o controle das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais, mas sem que estejam sob a regência dos pensamentos advindos da espiritualidade, pois que eles adquiriram as faculdades do raciocínio e do livre arbítrio, então são eles mesmos que zelam pelas suas próprias evoluções, já que são todos espíritos.
E não poderia jamais ser diferente, pois estando todos os seres humanos seguindo as suas trajetórias evolutivas rigorosamente sob o controle das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais, anula-se completamente qualquer possibilidade de se haver injustiça em todo o contexto universal, com a justiça imperando em todos os seus recantos da sua imensa extensão, inclusive neste mundo-escola em que encarnamos para evoluir.
A explicação para isso é relativamente simples, desde que se parta do fundamento de que as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais são provenientes da Inteligência Universal, que em Sua Sabedoria Suprema jamais poderia permitir que qualquer ação humana não estivesse abrangida por leis, princípios e preceitos.
Assim, quando as ações humanas se encontram em conformidade com as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, os seres humanos tendem a agir com inteira liberdade, altivos, superiores, independentes, em que a coragem e a sinceridade permitem que eles ajam às claras, que se manifestem com autenticidade e personalidade, declarando com veracidade e sem temor tudo o que fizeram, pois que estão seguindo os rumos ditados pela moralidade e pela eticidade, dando satisfações apenas às suas consciências, pois que sabem a razão correta das suas condutas, principalmente quando estão amparados pela verdade e pela sabedoria, quando então a razão se manifesta plenamente.
Todos esses seres humanos tendem a seguir as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais relativos a este mundo-escola. É por intermédio desses seres humanos que aos poucos nós podemos apreender as leis, os princípios e os preceitos gerais que devem nos reger enquanto encarnados estivermos neste mundo-escola.
Por outro lado, quando as ações humanas se encontram em desconformidade com as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, os seres humanos tendem a agir como se fossem cativos, rebaixados, inferiores, dependentes, em que o medo obriga a que eles ajam às escondidas, que se manifestem com insinceridade, negando com falsidade tudo o que fizeram, pois que estão seguindo os rumos ditados pela amoralidade e pela aneticidade, dando satisfações apenas aos seus desejos intemperados, que os levam ao cometimento dos mais variados tipos de crimes, sem darem a mínima satisfação às suas consciências, que com o decorrer do tempo passa a ficar insensível, embrutecida, enegrecida, embora sempre saibam acerca da natureza desviada das suas condutas, mas que não dão a mínima importância ao fato, desde que consigam a satisfação desses seus desejos intemperados. Neste caso, todos estão sujeitos ao Código Penal do Universo.
De qualquer maneira, todos esses seres humanos estão submetidos às leis e aos princípios relativos a este mundo-escola, os quais dizem respeito a cada uma das nações. É por intermédio desses seres humanos que aos poucos podemos apreender as leis, os princípios e os preceitos penais que devem nos reger enquanto encarnados estivermos neste mundo-escola.
Assim, as leis, os princípios e os preceitos gerais que devem nos reger como um todo, assim como os penais, devem ser apreendidos das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais que dizem respeito a este mundo-escola, em conformidade com o nosso estágio evolutivo, devendo ser distribuídos em códigos, segundo os assuntos pertinentes aos quais se destinam, os quais regem uma nação, em conformidade com a sua Carta Magna.
Essas leis, princípios e preceitos que irão nos reger, devem ser estabelecidos obviamente que regulando as condutas dos seres humanos, mas com a ênfase total no sentido de dirigir e orientar a essas suas condutas rumo à evolução espiritual, tendo que ser elaborados com base nas expectativas do povo, que anseiam por normas justas e coerentes, que realmente sejam o espelho da justiça, a qual deve se aplicar a todos os cidadãos, de uma única maneira, e não de maneira diversa.
Para tanto, todos os servidores públicos dos três poderes, quer ocupem os seus cargos por intermédio do voto popular, quer ocupem por intermédio de concurso público, têm que ser também submetidos a eles sem qualquer regalia, como cidadãos comuns que são, sendo as suas autoridades exercidas apenas quando em serviço, nos horários normais de expediente.
À medida que as nações forem evoluindo, tanto mais as leis, os princípios e os preceitos que as regem irão se aperfeiçoando cada vez mais, até que elas consigam formar uma única Nação Mundial, com todos os seres humanos seguindo as mesmas leis, os mesmos princípios e os mesmos preceitos relativos a este mundo-escola, por intermédio de um único Estado Mundial, cuja amizade espiritual deverá estar consolidada em seu seio, com todos praticando a solidariedade fraternal de modo espontâneo, sem qualquer compulsoriedade.
Estando assim maduros e preparados, este mundo merecerá ter o seu próprio Cristo em seu seio, quando então poderão ser estabelecidos as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais neste mundo, os quais somente poderão preponderar realmente com base no amor espiritual.
Então o Direito, na realidade, não são normas impostas coercitivamente pela sociedade, mas sim, leis e princípios estabelecidos atualmente pela sociedade para serem seguidos espontânea e conscientemente pelos seres humanos, até que consigam estabelecer as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais.