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Aquele que é pensador, por excelência, tem que demonstrar na prática que realmente é pensador, e não apenas um mero intelectual que julga ser um conhecedor da vida, mas que não a conhece nem nos seus aspectos puramente materiais, e que por isso não consegue pensar com elevação, para que assim possa contribuir com a nossa Grande Causa para resolver os problemas da vida.

Para provar que realmente sou pensador, pois em mim o pensamento não dói, como nos demais seres humanos, pelo contrário, traz-me conforto e elevação à alma, quando às vezes os meus pensamentos fogem à ideia daquilo que estou a escrever, é porque estou produzindo outros pensamentos elevados, que são similares, embora relativos a outros assuntos.

Nesses momentos eu passo a ter dois rumos a seguir:

  1. Procedo aos registros dos pensamentos que me vieram à mente, para que assim eles venham a ficar registrados para a posteridade;
  2. Não procedo aos registros dos pensamentos que me vieram à mente, para que assim não venha a perder a linha de raciocínio que estava seguindo em meus escritos, pois sempre fica difícil recuperar aquilo que estava prestes a ser posto no papel, já que sou desprovido de memória.

No entanto, fico constantemente pensando sobre tudo que seja de natureza elevada, de maneira quase ininterrupta, inclusive na hora de dormir, quando às vezes me levanto para registrar alguns pensamentos, embora esta prática seja muito rara, pois se fosse constante eu não mais dormiria, apenas escreveria. Por isso, invariavelmente, eu adormeço pensando.