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Ao falar a respeito de Antônio Cottas, veio-me o pensamento de alguém ainda duvidar das minhas experiências científicas nesta minha encarnação como Pamam, como se elas não fossem importantes, ou como se fosse uma desculpa esfarrapada para que eu pudesse justificar o fato de haver chafurdado na lama infecta deste mundo. Para esses que ainda duvidam da suma importância das experiências físicas na vida dos seres humanos, sejam elas científica ou não, ou sejam de que natureza for, vejamos o que o consolidador da doutrina do Racionalismo Cristão afirma em relação a ela, em sua obra Cartas Doutrinárias de 1971 e 1972, a página 251, quando ele faz analogia com quem perdeu uma fortuna, e ainda ressalta o atributo da coragem para um novo recomeço, quando diz o seguinte:

“Não tema começar tudo de novo. Nem muito perderam, se lhes ficou a coragem para continuar a lutar de cabeça erguida e ânimo forte, para alcançarem novo triunfo. Façam tudo para conservar a casa. Isto é importante.

É lutarem, lutarem, lutarem, porque a vida é mesmo de lutas, e são estas que retemperam e engrandecem o espírito.

A história nos dá o exemplo de outros homens de grande fortuna que se arruinaram em idade ainda mais avançada, e não desanimaram. Cheios de coragem, começaram de novo, ALICERÇADOS NA EXPERIÊNCIA, único patrimônio que lhes ficou (grifo e realce meus), e recuperaram a fortuna perdida. Em nosso país, o exemplo mais ilustrativo do que dizemos nos foi deixado pelo grande barão de Mauá”.

E como se não bastasse esse seu dizer, lá se vem ele novamente para confirmar totalmente as minhas experiências científicas em relação à baixa espiritualidade, para certificar a sua existência, entre outras coisas, assim como também as minhas ações na mundanidade, para sentir em minha alma os problemas do mundo, a fim de resolvê-los, em que eu tive que chafurdar na lama infecta deste mundo para que assim pudesse cumprir a contento a minha missão, sendo por isso desqualificado pelos meus semelhantes, inclusive pelos meus próprios familiares e amigos, quando na obra Discursos de Antônio Cottas, por ocasião do aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, em 15 de janeiro de 1937, a página 65, ele diz o seguinte:

“É certo que os espíritos esclarecidos vêm para o que vêm e não para o que queiramos supor tenham vindo, não se importando com o juízo que deles façam os que o sucedam, a posteridade enfim”.

Continuando ainda a falar em Antônio Cottas, em sua obra Cartas Doutrinárias – 1991, a página 136, ele afirma o seguinte:

“Os espíritos de luz não querem saber do que fomos, mas o que somos”.

Ele faz tal afirmativa de modo realmente acertado, como que sendo intuído pelo Astral Superior, mas não explica a sua razão no âmbito da compreensão humana. Também pudera, ele não é o explanador do Racionalismo Cristão, mas sim este que ora se encontra com a sua pena na mão, pondo os seus rascunhos e pensamentos no papel, sendo ele o Consolidador.

Mas a razão dessa sua afirmativa, no âmbito da compreensão humana, pode ser devidamente explicada da seguinte maneira: tudo aquilo que nós fomos no passado e que ainda seremos no futuro diz respeito às nossas imperfeições, as nossas finitudes e as nossas limitações, pelo menos até que alcancemos o último Mundo de Luz na escala evolutiva do Universo, e atinjamos a perfeição, a infinitude e a Ilimitação, reintegrando-nos a Deus. Assim, todos os nossos erros cometidos quando imperfeitos, finitos e limitados, dizem respeito diretamente a nós mesmos e ao Criador, que serão acrescidas ao Seu Acervo.

Então, não tem razão para que os demais espíritos queiram se preocupar com aquilo que fomos, mas sim com o que somos, que é o que realmente deve interessar a eles. Por isso, estando interessados em saber o que somos, eles também devem se interessar para que deixemos de ser imperfeitos, finitos e limitados, e então possamos alcançar o mais rápido possível a perfeição, a infinitude e a Ilimitação, que se encontra em Deus, tanto para nos ajudar em nossas evoluções, como para evitar que os nossos erros futuros prejudiquem diretamente aos nossos semelhantes.