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Eu estava pensando em Jesus, o Cristo, e em Luiz de Mattos, quando então me veio à mente uma das afirmativas de Antônio Cottas em relação a esses dois grandes espíritos, a qual se encontra contida em sua obra Cartas Doutrinárias – 1991, a página 10, quando ele faz uma comparação entre ambos, dizendo o seguinte:

“A doutrina, pois, tem que ser analisada e julgada pelo que encerra o livro Racionalismo Cristão, e neste nem há referência a Luiz de Mattos, nem a Jesus. Se deste se fala, é fazendo narrativas. Logo, a doutrina, é um conjunto de princípios tidos como certos, por serem eles estudados e baseados nos conhecimentos das leis da atração e evolução.

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Concordará com o nosso ponto de vista, se, como nós, souber ver as coisas como elas são, e sempre livre de ideias preconcebidas ou misticismo.

Para nós, Luiz de Mattos é Luiz de Mattos e Jesus é Jesus!

Porém, se formos a julgar dos feitos de um e de outro dentro da esfera humana, Luiz de Mattos suplantou a Jesus. Este se evidenciou perante o mundo por que foi crucificado e aprouve um imperador romano se servir do seu nome para criar uma religião (leia-se credo, digo eu) de Estado, donde nos surgiu no século III a religião (leia-se credo, digo eu) católica.

Entretanto, Luiz de Mattos lutou desde 1910 a 1926, firmou princípios e disse verdades, que Jesus não pôde fazer nem dizer”.

É mais do que louvável a grande admiração que Antônio Cottas tem por Luiz de Mattos, pois ele sempre foi o seu fiel companheiro, desde encarnações passadas, como nos conta a história de Portugal, que depois verificarei mais detalhadamente para que assim possa afirmar com mais convicção a todo esse companheirismo que sempre existiu entre ambos.

No entanto, infelizmente, ainda falta ao valoroso consolidador da doutrina do Racionalismo Cristão a força de um intelecto mais robusto, para que por seu intermédio consiga avaliar com mais precisão a grandeza espiritual superior de Jesus, o Cristo, em relação a toda a nossa humanidade, incluindo os seus dois expoentes, que são Luiz de Mattos e este explanador. Ora, o próprio Luiz de Mattos afirmou que Jesus, o Cristo, é o homem padrão, e não ele mesmo, então não tem o que se discutir em relação à sua superioridade. São vários os aspectos que demonstram isso, senão vejamos alguns deles:

Jesus, o Cristo, é um dos dois expoentes da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, tendo sido o seu Antecristo antes de se deslocar para a nossa humanidade. Sendo essa humanidade mais evoluída que a nossa. Então, como comparar o seu estágio evolutivo com o de Luiz de Mattos?

Em patamares tão elevados alcançados na evolução espiritual, os encargos espirituais assumidos são diretamente proporcionais às posições hierárquicas que os espíritos ocupam na organização das humanidades, por conseguinte, as suas missões são muito mais destacadas. Em decorrência, a missão assumida por Jesus, o Cristo, foi muito superior à missão assumida por Luiz de Mattos, embora ambas tivessem sido de fundamental importância para a espiritualização da nossa humanidade. E também é de se constatar, que os espíritos que se encontram em tal amplitude de desenvolvimento espiritual, jamais falham em suas missões, dadas as suas importâncias fundamentais para o progresso dos seres humanos.

O próprio Antônio Cottas, em sua obra Cartas Doutrinárias – 1960, a página 42, afirma o seguinte:

“Luiz de Mattos veio para fundar o Racionalismo Cristão e prosseguir na obra de Jesus. Precisava de independência material e, aos vinte e seis anos, a possuía, mas, enojado pelo que observava nas práticas religiosas (leia-se credulárias, digo eu), tornou-se livre pensador crítico, não acreditava em Deus nem em Jesus, como eles eram apresentados”.

Então, se Luiz de Mattos veio prosseguir na obra de Jesus, o Cristo, é porque o iniciador de todo o processo Racionalista Cristão foi o próprio Nazareno, tendo sido ele o pioneiro de tudo quanto temos neste sentido, cá no mundo Terra. É como se Jesus, o Cristo, tivesse lhe ordenado o seguinte:

“O principal está feito, eu sou o Cristo e iniciei toda a obra racionalista cristã, agora vá e prossiga com a obra”.

Então Luiz de Mattos veio e prosseguiu com a obra, tendo realizado satisfatoriamente a sua tarefa, cumprido com a sua parte. No entanto, cabia ainda a mim, a tarefa de concluí-la, para que assim a verdade e a sabedoria sendo unidas, irmanadas, congregadas, pudessem alcançar a razão. Quem é, então, o artífice maior, Jesus, o Cristo, Luiz de Mattos ou Pamam? É óbvio que é Jesus, o Cristo, tendo Luiz de Mattos e Pamam exercido os dois papéis secundários, mas de fundamental importância para a nossa humanidade. Cabendo a Luiz de Mattos o seu prosseguimento, e a Pamam a conclusão da obra.

Jesus, o Cristo, então, é o arquiteto do edifício que forma o Racionalismo Cristão, Luiz de Matos e eu somos as duas pilastras-mestras em que ele se assenta. Mas, na realidade, Jesus, o Cristo, é o grande elaborador do plano de espiritualização da nossa humanidade, enquanto que Luiz de Mattos e eu somos os seus dois eixos-diretores.

No entanto, torna-se fácil se saber o porquê de Antônio Cottas haver afirmado que Luiz de Mattos suplantou a Jesus, o Cristo, no contexto da esfera humana, pois ele pensa, aliás, equivocadamente, que Jesus, o Cristo, não cumpriu com a sua missão neste mundo, ou melhor, não conseguiu concluí-la, pelo fato de haver desencarnado prematuramente. Mas acontece que ele encarnou para provar a existência do instituto do Cristo, para, a partir desse evento, poder-se estabelecer o Racionalismo Cristão no seio da nossa humanidade. E essa missão foi rigorosamente cumprida, aliás, muito bem cumprida.

Por outro lado, os seus ensinamentos não estavam ao alcance de um intelecto qualquer, mas sim apenas ao alcance do intelecto do nosso Antecristo, pois que para ele foram dirigidos diretamente, eu posso assim afirmar. Quem duvidar desta minha afirmativa, basta apenas comparar as interpretações dos seus ensinamentos existentes por esse mundo afora, com as minhas interpretações contidas nesta minha obra explanatória do Racionalismo Cristão, que se refere à finalidade, no capítulo que diz respeito à Cristologia, quando então poderá comprovar se os seus ensinamentos realmente foram ou não dirigidos diretamente para mim.

A lição que fica de tudo isso, refere-se ao fato de que nenhum espírito pode suplantar a outro que lhe seja superior em evolução. No entanto, tem que se levar em consideração a época em que cada um encarnou. Mas mesmo assim, apesar de Jesus, o Cristo, haver encarnado há dois mil anos atrás, ninguém o suplantou em termos de missão.

E além do mais, e aqui vem a importância de tudo isso, Jesus, o Cristo, somente interferiu diretamente em nosso meio, aqui neste mundo-escola que foi destinado à nossa humanidade, naquilo que foi absolutamente indispensável, que requereu incondicionalmente as suas ações, através da sua própria presença, procurando ao máximo delegar as tarefas para os espíritos que integram a nossa humanidade, notadamente os espíritos de luz que formam a plêiade do Astral Superior.