Eu gostaria de explanar mais profundamente o que seja o medo, desde a sua origem, passando pelas diversas situações em que ele se manifesta nos seres humanos, o que se deve fazer para enfrentá-lo, quais os procedimentos necessários que se deve adotar para superá-lo, como se devem iniciar as atitudes para se obter a coragem, como cultivá-la no âmago do espírito e alcançar as suas maiores extensões possíveis nos limites de um ser humano.
No entanto, encontro-me um tanto impedido de proceder a essa explanação tão útil aos seres humanos, pois não tenho a mínima noção do que seja o medo, apenas faço uma ideia do que ele representa no contexto das suas evoluções, notadamente no contexto da nossa humanidade. É óbvio que isto se trata apenas de uma alusão para o que adiante eu vou expor.
Vejamos agora o que o poeta Catulo da Paixão Cearense, que por sinal era maranhense, em uma das suas mais belas poesias, intitulada Ontem ao Luar, escreve sobre a paixão e o amor, quando em seu poema diz o seguinte:
“Ontem ao luar,
Nós dois em plena solidão,
Tu me perguntaste
O que era a dor de uma paixão.
Nada respondi.
Calmo assim fiquei.
Mas fitando o azul do azul do céu,
A lua azul eu te mostrei,
Mostrando a ti,
Dos olhos meus correr senti,
Uma nívea lágrima
E assim te respondi,
Fiquei a sorrir,
Por ter o prazer
De ver a lágrima nos olhos a correr.
A dor da paixão não tem explicação,
Como definir o que só sei sentir,
É mister sofrer para se saber
O que no peito o coração não quer dizer.
Pergunte a luar travesso e tão taful,
De noite a chorar na onda toda azul,
Pergunte ao luar, o mar, a canção,
Qual o mistério que há na dor de uma paixão.
Se tu desejas saber o que é o amor,
E sentir o seu calor,
Num amaríssimo travor do seu cursor,
Sobe um monte à beira mar ao luar,
Ouve a onda sobre a areia a lacrimar.
Ouve o silêncio a falar da solidão,
Do calado coração,
A penar a derramar os prantos seus.
Ouve o choro perenal,
A dor silente universal,
E a dor maior que a dor de Deus.
Se tu queres mais saber a fonte dos meus ais,
Põe o ouvido aqui na rósea flor do coração,
Ouve a inquietação da merencória pulsação,
Buscar a saber, qual a razão,
Por que ele vive assim tão triste a suspirar,
A palpitar desesperação,
A teimar de amar um insensível coração,
Que a ninguém dirá
No peito ingrato em que ele está,
Mas que ao sepulcro
Fatalmente o levará”.
Em analogia à paixão citada no poema, eu posso indagar o seguinte: como explanar o que não sei sentir? Mas se alguém desejar saber o que é a coragem, e sentir o seu labor, em toda uma encarnação, imagine experimentar realizar a maior coisa que se quer fazer, sendo ela a menor coisa que se sabe fazer, esperando o tempo que for preciso, fazendo tudo o que for possível, mas finalmente a fazendo, dependendo diretamente dessa realização o futuro de bilhões e bilhões de espíritos que integram a nossa humanidade, assim como também bilhões e bilhões de espíritos da humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, e também dependendo dessa realização os bilhões e bilhões de espíritos pertencentes a cada uma das outras humanidades seguintes.
Então esse alguém vai ter uma pequena noção do que seja realmente a coragem, e a razão pela qual Antônio Cottas e Luiz de Souza afirmaram que a minha era sem limites. Verá também o que é bom para a tosse, ou com quantos paus se faz uma jangada, como popularmente se diz, para que não deixe a peteca cair em suas mãos, ao não olvidar dos seus deveres e obrigações a serem cumpridos neste mundo.
E não somente tem que ter uma coragem sem limites, mas também tem que assumir uma tremenda responsabilidade, não circunscrita ao âmbito material, que também se encontra incluso, mas abrangente ao âmbito espiritual, cuja propagação percorrerá a extensão indefinida da corrente formada pela nossa humanidade e por todas as demais humanidades que nos seguem na esteira evolutiva do Universo, e ainda a corrente a ser formada pelas próximas humanidades que no futuro ainda deverão ser constituídas. Razão pela qual eu vim para este mundo para o que vim, e não para aquilo que os outros queiram ou esperam que eu tenha vindo, o que explica perfeitamente as minhas experiências científicas na vida.
E o mais engraçado de tudo isso é que eu ainda sou tachado de doido, de perturbado, de obsedado, de irresponsável, de vaidoso, de soberbo, de vagabundo, às vezes até de incompetente, e outros adjetivos mais, tendo um dos meus próprios filhos me chamado de “bestão”, somente porque em um aniversário na casa da sua outra avó, que não a minha mãe, eu abordei levemente o assunto da espiritualidade com um dos seus amigos de infância que se encontrava presente no ambiente, ao que parece chamado de Igor, filho do Francisco e da Bonéa, amigos meus desde a adolescência, na ocasião em este mesmo seu amigo de infância, na oportunidade, estava a afirmar que era ajudante da Igreja Católica. Na realidade, o meu filho, ele mesmo, deveria tomar a iniciativa de abordar o assunto da Espiritologia e tentar absorver tudo o que eu tenho a oferecer a respeito, caso tivesse um pouco mais de senso, e não fosse apenas uma miniatura daquilo que afirmou em relação ao pai, ou seja, um simples “bestinha”, pois que filho de peixe peixinho é, consoante a sua própria afirmativa e o seu próprio linguajar, como não poderia ser diferente.
Desculpe, meu filho amado! Mas é assim que eu tenho que lhe ensinar a verdadeira vida, pois que com base na réplica das suas palavras proferidas, você seria levado fatalmente à discussão pessoal, improfícua, faltando ainda mais com o respeito devido ao seu pai, assim como faltou ao respeito nessa ocasião, já que até agora parece ignorar que as representações imaginativas, que as pessoas confundem com ideias, brigam, mas os homens não, e você ainda demonstra que não possui as representações imaginativas certas para levar a cabo a esse tipo de discussão. Além do mais, você também ainda não se encontra totalmente preparado para aguentar os trancos da vida decorrentes da falta de respeito, pois você demonstra claramente não conhecer muito bem o pai que tem.
Por outro lado, eu sei que você é profundamente responsável, sendo imensamente preocupado com o sustento da família que constituiu, colocando acima de tudo a essa sua obrigação. Por esta razão, todo o seu universo se encontra representado pela sua carreira de advogado, a qual você exerce com bastante competência, sendo um dos poucos advogados que atua com eficiência em diversas áreas. E quem está dizendo isso é o advogado que se encontra inscrito na OAH – Ordem dos Advogados da Humanidade, com o número 1, pois não foi à toa que na encarnação passada, como Ruy Barbosa, eu fui considerado o patrono dos advogados do Brasil, assim como também fui nomeado pelo Astral Superior como o patrono da nossa Grande Causa.
Mas cuidado, amado filho! Não queira açambarcar o mundo com as pernas. Lembre-se que como disse o nosso Aristóteles, a virtude está no meio, então não se situe nem muito para lá, e nem muito para cá, procurando sempre o ponto de equilíbrio, de onde você poderá observar todo o seu horizonte. Por isso, nem tanto a terra, e nem tanto o mar, cos é a função variável de um ser orientado por Jesus, o Cristo, cuja derivação deverá ser simétrica em relação às duas humanidades que deverão se interligar uma à outra, em um futuro não muito distante.
Mas não se preocupe, porque atrás de tempo, tempo vem, e chegará o dia em que você será um autêntico antecristão, devendo dedicar parte do seu tempo aos labores espirituais. Será então quando você conseguirá enxergar com precisão toda a realidade universal, tendo uma boa noção do papel que o seu pai exerceu neste mundo, então terá orgulho de haver encarnado como sendo meu filho, de haver convivido comigo, quando, a partir daí, os seus pensamentos serão dirigidos ao meu espírito, e você sentirá a contrapartida de todo o meu orgulho de havê-lo tido como filho, um mais que querido filho, cujo amor é extensível por igual ao seu irmão e à sua irmã, pois que os verdadeiros laços são espirituais, e não consanguíneos.
E agora leia o que eu escrevi na minha obra relativa ao sistema, em resposta ao grande Luiz Alves Thomaz, um dos maiores magnânimos que já vieram a este mundo, quando ele afirmou que somente seria meu amigo, caso eu respeitasse a doutrina do Racionalismo cristão, mesmo sabendo que eu era o seu explanador, para que com o ensinamento você não venha a se melindrar, pois as lições de vida são para serem aprendidas, não para melindres, e muito menos para ficar depressivo pelos atos impensados, que são passageiros, assim como foi o seu, pois nada neste mundo é capaz de me abalar, uma vez que eu vim preparado para tudo, tudo mesmo, então para tudo o que der e vier. Afinal de contas, eu sou ou não o seu pai! Afinal de contas, eu tenho ou não responsabilidades também para com você?
E como se isso não bastasse, toda a nossa humanidade sempre se encontrou no aguardo da minha vinda a este mundo, tal como se eu fosse uma “besta”, não um “bestão”, cujo termo é próprio da sua lavra, mas sim uma fera terrível, um representante do mau, aos moldes do terrível Satanás, ou mesmo o seu filho, o maior inimigo de Jesus, o Cristo, como se assim eu fosse um espírito destruidor, que viesse a encarnar para fazer a humanidade sofrer com as minhas maldades satânicas, utilizando toda a minha inteligência para o mal, quando agora já se sabe que a verdadeira inteligência, quando bem cultivada, estando apoiada nos atributos individuais superiores e nos atributos relacionais positivos, jamais pode ser utilizada para o mau.
Quanta ingratidão! Quanta ignorância! Quanto imaginação sobrenaturalística!
Toda a nossa humanidade ignora completamente que eu fiz das tripas coração, de um giro um girador, como se diz por aí, para que assim pudesse evoluir vertiginosamente, não que tal afã evolutivo tivesse como objetivo principal o meu próprio progresso pessoal, pois a minha preocupação maior sempre foi, em primeiro lugar, com a minha própria humanidade, a cujos integrantes eu já dedico um imenso amor, além de conhecê-los um por um, e depois a minha preocupação maior será com a humanidade que nos segue diretamente na esteira evolutiva do Universo, posteriormente com as seguintes, que indiretamente nos seguem nessa esteira evolutiva. Mas antes, eu ajudei primeiro a mim mesmo, conforme Jesus, o Cristo, assim ensinou.
Justamente por isso, eu agora me encontro cá novamente neste mundo terra, tendo me obrigado a mim mesmo a chafurdar na sua lama, da menos suja à mais pestilenta, mas com limites, para que assim pudesse conhecer a tudo por experiência própria, retendo tudo isso em minha própria alma, já que sou um experimentador inato, um espírito criador, por excelência, para que assim pudesse reunir as condições necessárias para tirar os meus queridos companheiros de humanidade das cavidades flexuosas em que atualmente se encontram perdidos, inclusive a esse meu próprio filho.
Se eu vim novamente a este mundo, se aqui me encontro reencarnado, realmente é para destruir, mas para destruir os falsos deuses, tais como Jeová, o deus bíblico, Alá, o deus alcorânico, e outros; os anjos e alguns santos católicos e de outros credos, que existem apenas na imaginação da minha mais que querida humanidade, pois que não passam de espíritos inferiores; a todos os credos e as suas seitas, principalmente o catolicismo do papismo, as suas seitas protestantes e o islamismo, que são os principais; para destruir as crenças, as imagens, os milagres, as preces, os sacramentos, as genuflexões, as promessas, as adorações, os temores da não salvação, a irracionalidade da fé credulária; e tudo o mais que seja avesso à prática do antecristianismo, que somente pode ser encontrado no Racionalismo Cristão.
Se eu vim novamente a este mundo, se aqui me encontro reencarnado, é para demolir com a classe sacerdotal, que semeia a ignorância por todo o orbe terrestre e explora a ingenuidade dos seus arrebanhados, arrancando-lhes os escassos recursos com a prática do estelionato, tornando-os a todos uns verdadeiros cretinos; para demolir com a Bíblia, esse livro tido como sendo sagrado, mas que é o mais perigoso e o mais pernicioso de todos os livros, pela suas mentiralhas, por isso a classe sacerdotal o utiliza como sendo a sua principal arma quando semeia a ignorância por esse mundo afora; para demolir com todos os tipos de crimes que hoje são praticados, do simples furto até a mais alta traição da pátria, que se pode observar na corrupção já institucionalizada; para demolir com o tráfego das drogas ilícitas e com o seu consumo, que destrói as famílias e incrementa a criminalidade em todos os recantos do mundo; para demolir com a depravação proveniente do sexo avulso, desregrado e desenfreado, que gera todos os tipos de degeneração e perversão, com as mulheres se mundanizando, por conseguinte, vulgarizando-se e abandonando aos seus sagrados lares, ao se entregarem a todos os tipos de orgias, estando totalmente esquecidas do sublime papel feminino, que consiste no dever assumido em plano astral de ser esposa e promover a educação da sua prole; para demolir com os conflitos e os desentendimentos humanos, já que, aqui, neste mundo, ninguém consegue se entender, com todos tratando apenas dos seus próprios interesses pessoais, às vezes também dos seus familiares mais chegados, querendo sempre levar vantagem sobre tudo e sobre todos; para demolir com essa hipocrisia diplomática que existe entre as nações, com todas se dizendo amigas umas das outras, mas com todas elas querendo de todas as maneiras explorar ao máximo umas às outras, já que a tudo encaram sob o prisma do comércio e dos poderes bélico e tecnológico materializados; para demolir com essa politicalha vagabunda e perniciosa, em que os políticos colocam acima de tudo a conquista dos seus cargos eletivos e dos altos cargos atrelados ao poder, feitos carrapatos grudados forte e nocivamente na pele das suas vítimas, sugando-lhes o sangue, em que o progresso das suas nações, assim como o bem estar dos seus povos, são relevados ao segundo plano, pois que para eles o que realmente importa é a carreira política; para demolir com as guerras e com todos os conflitos sangrentos, pois que tais não devem mais fazer parte da natureza humana, já que somos todos irmãos uns dos outros, irmãos em essência, e não por laços consanguíneos, por isso não procede e nem se justifica qualquer ato belicoso, especialmente quando dele decorre o derramamento do sangue fraterno; para demolir tudo o mais que seja avesso à paz, a ordem, ao progresso e a harmonia da minha humanidade.
Mas se eu vim novamente a este mundo, se aqui me encontro reencarnado, não é apenas para destruir o mal e a ignorância, não é apenas para demolir com tudo o que foi construído até agora com base na ilusão da matéria e no devaneio do sobrenatural, no âmbito da imaginação, mas sim, e muito mais, para erguer de um grau a outro bem mais elevado a nossa humanidade, especialmente para construir, para embelezar o mundo e iluminá-lo com a minha luz, que foi conquistada com um esforço inaudito e um desprendimento não imaginável.
Um novo edifício social neste mundo deverá ser erguido em bases sólidas, cujas fundações terá por base a verdade e a sabedoria, com a sua arquitetura sendo o reflexo da luz da razão, cuja arquitetura eu sou o seu principal artífice, o que comprovo plenamente com a fixação dos meus ideais na face da Terra. A esse novo edifício social deverá ser dada a denominação de antecristianismo, que deverá abrigar e dar morada a todos os seres humanos que integram a nossa humanidade.
Estando sozinho cá neste mundo, contra tudo e contra todos, sem o apoio ou o auxílio de quem quer que seja, inclusive dos meus próprios filhos, que não medem palavras para me criticar, apesar de eu vir sendo aguardado como se fosse o Anticristo, mas, na realidade, sendo o Antecristo, apenas acompanhado das obras dos grandes homens, e na mão empunhando a mais poderosa de todas as armas, que é a pena, sendo ela devidamente municiada pela minha inteligência, pela minha coragem e pela minha boa vontade, que fazem de mim um super-homem, se não para os seres humanos, mas para Confúcio, uma das encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, conforme a verdade mesmo afirma, sem que jamais falte munição para a minha arma, nessa forma de pena, a qual deveria ser a verdadeira arma de todos os homens de bem; eu venho aqui indago de todos:
Quem se atreve a duvidar de mim? Quem se atreve a duvidar da realidade da minha missão neste mundo? Quem se atreve a duvidar que eu esteja revolucionando a minha humanidade? Quem se atreve a duvidar que eu esteja realmente construindo um novo edifício social para a minha humanidade? Que se atreve a duvidar que eu esteja demolindo de vez as construções erguidas com base na ilusão da matéria e no devaneio do sobrenatural, se é que a verdade já não as tenha demolido com isso de todo, além de destruir o mau e estabelecer o bem?
Que o atrevido, então, caso tenha realmente coragem para se atrever, que ponha a sua pena na mão, faça dela também uma arma, municie-a com a sua inteligência, com a sua coragem e com a sua boa vontade, ou com qualquer outro tipo de munição que esteja contida em seu espírito, e venha de lá para cá, com gosto de gás, como assim se expressa o povo, em dito popular, dando início ao ataque, caso considere que tenha o paiol de munição o suficiente para tanto, estando prevenido desde já que se trata de uma tremenda temeridade, pois fatalmente terá que digerir os seus próprios pensamentos, sendo compulsoriamente obrigado a sofrer uma indigestão mental.
Ou será que algum metido a atrevido vem duvidar de que realmente eu fui Ruy Barbosa na encarnação passada ─ considerado por Luiz de Mattos como sendo o primeiro grande brasileiro e o detentor da maior mentalidade das Américas, já que ele era o detentor da maior mentalidade do Velho Mundo, por ser português ─ e considera que eu consegui alcançar a condição do Antecristo à toa, sem o emprego de um esforço inaudito, ou não considera? Dá para compreender agora porque Luiz de Mattos e eu somos os dois expoentes da nossa humanidade? Ou ainda se faz necessário lançar mão de mais recursos explicativos?
Então, para que ninguém ouse ser assim atrevido e temerário, que todos prestem bem atenção ao que como castigo eu ora vou expor:
Como primeiro castigo, eu declaro que não existe apenas um anticristo, mas sim inúmeros anticristos que pululam por aí, nesse mundo afora de meu deus, e afirmo que todos os demais seres humanos são os verdadeiros anticristos, por não possuírem as mínimas condições evolutivas de serem cristãos, mas que muitos já possuem as condições mínimas evolutivas para serem antecristãos.
Assim, deverá ser somente através do antecristianismo, que um novo edifício social, assentado em novas bases, poderá ser construído neste mundo Terra, com todos sendo esclarecidos sobre a vida fora da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenaturalismo, reunindo as condições necessárias para que sejam realmente espiritualizados, dando uma nova direção em suas vidas, em inteira conformidade com os rumos estabelecidos pelos meus ideais, que são nobres e elevados, pois que trazidos do meu Mundo de Luz, que se situa lá nos páramos da alta espiritualidade, de onde eu posso contemplar ainda mais de perto os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, de quem neste mundo eu sou o seu maior seguidor.
Não existe neste mundo um outro rumo a ser seguido, além do antecristianismo, pois que ele é obrigatório, sem que seja contrariado o livre arbítrio de quem quer que seja, pois que deve ser em conformidade com os meus ideais que as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais deverão ser seguidos, e estes têm que ser estabelecidos e se fazerem valer neste mundo, necessária e obrigatoriamente, em total obediência ao preceito maior que rege o Universo, que é o preceito da evolução, pois que é por intermédio da evolução que todos progridem, desde quando saltaram do seio do Ser Total, do Criador.
É somente por intermédio do antecristianismo que o bem poderá aos poucos imperar no seio da nossa humanidade, com todos estando cientes de que tudo quanto existe de vida no Universo diz respeito apenas aos seres, partículas da essência do Ser Total, que vão evoluindo para poder formar as suas almas, inicialmente por intermédio das propriedades da Força e da Energia, até que evoluam o suficiente para alcançar a espiritualidade, quando então passam também a evoluir por intermédio da propriedade da Luz, adquirindo assim a todas as Propriedades de Deus, e continuando as suas evoluções, na busca pela perfeição, com o abandono paulatino da imperfeição, até que consigam o seu completo abandono, levando a todo esse acervo da imperfeição para o Criador, quando então passam a adentrar cada vez mais no âmbito da perfeição, que é Infinita em Deus.
Estando espiritualizados, os seres humanos poderão tomar consciência de tudo quanto planejaram para as suas encarnações, quando em plano astral, certos das suas obrigações e dos seus deveres a serem cumpridos neste mundo, com alguns das suas missões. Então o panorama da face da Terra deverá ser totalmente modificado, pois a minha pretensão é que todos passem a produzir a amizade espiritual, o mais rápido possível, e neste sentido eu sou mais do que pretensioso, pois será por intermédio desta minha máxima pretensão que poderá surgir a prática da solidariedade fraternal entre todos os seres humanos e entre todas as nações, pois não existe um único povo de Deus, uma vez que todos os povos são de Deus, por isso devem estar unidos, ligados, entrelaçados, uns aos outros, por laços legítimos e verdadeiros, que são os laços da amizade espiritual, que é incontestavelmente fraterna, já que todos são irmãos, em essência, apenas com almas diferentes, consoante os graus de evolução, e assim, todos nós, em conjunto, formamos uma das inúmeras humanidades que habitam o Universo, e devemos, obrigatoriamente, seguir o ritmo da evolução da humanidade de Jesus, o Cristo, que a ela já se encontra reintegrado, pois que a ela já retornou, após haver nomeado Luiz de Mattos como sendo o chefe da nossa humanidade.
Como Jesus, o Cristo, formou a nação brasileira para dar o início dessa confraternização mundial entre todas as nações, com base na amizade espiritual, eu, na qualidade do primeiro grande brasileiro, sou o maior responsável por elaborar uma nova Constituição para o Brasil, com vistas a esse fim grandioso, sendo o primeiro grande passo para a formação de um Estado Mundial, pois não se pode conceber que uma única humanidade, habitando o mesmo planeta, possa ser dividida em nações de diferentes culturas, cada uma com os seus próprios propósitos, os quais são restritos a cada uma delas, pois que os seres humanos têm que formar um todo neste mundo-escola em que temporariamente se encontram a habitar, sem que um irmão jamais venha a desconhecer ao outro próprio irmão.
Então eu vou elaborar uma nova Constituição para a nação brasileira, entre outros assuntos, especificando o papel do Brasil no contexto mundial das nações, a sua contribuição para a paz, a ordem, a harmonia e o progresso de todas as nações do mundo. Quando todas as nações elaborarem as suas novas Constituições no mesmo sentido, com cada uma desempenhando o seu próprio papel no contexto mundial, em plena e total harmonia com as demais nações, o passo seguinte será estabelecer os meios necessários para que se possa formar um Estado Mundial. Para tanto as demais nações possuem os seus grandes patriotas, que sendo realmente grandes não podem discordar da lógica realista e racional que ora estou expondo, caso contrário, não poderiam ser grandes patriotas, pois os grandes patriotas querem para as suas pátrias o mesmo que os demais grandes patriotas querem também para as suas próprias pátrias.
Há que se considerar que em todo esse processo, a produção da amizade espiritual deverá se intensificar cada vez mais, por conseguinte, a prática da solidariedade fraternal entre todos os seres humanos e entre todas as nações. Quando tudo estiver realmente consolidado, eu deverei retornar da humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, após haver cumprido com o mesmo encargo que o Antecristo da humanidade que seguimos nessa esteira evolutiva universal cumpriu em nossa humanidade, quando aqui alcançou a condição do Cristo, ao encarnar como Jesus, e enfim retornou para a sua própria humanidade, após o Racionalismo Cristão ser estabelecido em nosso mundo-escola. Portanto, retornarei como sendo o Cristo da nossa humanidade.
É óbvio que eu ainda não sei a natureza da revolução que no futuro irei causar no seio da minha humanidade, pois que atualmente eu sou apenas o seu Antecristo. No entanto, há que se prever um impacto muito mais profundo, pois se somente com a produção da amizade espiritual a minha humanidade dará um salto espetacular em sua evolução, durante os quatro mil anos da minha ausência, comparados com os quatro mil anos anteriores, pode-se prever o tremendo impacto que a produção do amor espiritual do Cristo irá causar. Não se pode olvidar do fato de que a perfeição de Deus é Infinita, e de que o amor espiritual é eterno.
Portanto, que os seres humanos se esforcem o máximo que puderem para produzir a amizade espiritual e praticar a solidariedade fraternal, esquecendo-se completamente dessa ilusão de que amam ao próximo e ao seu deus, este sobre todas as coisas, pois tudo isso faz parte da mentiralha sacerdotal, inspirada na mentirosa Bíblia, pois os seres humanos ainda não reúnem as condições evolutivas exigidas para tanto, já que não se conhecem nem a si mesmos, quanto mais ao próximo. E o que dizer de conhecer ao verdadeiro Deus? Escutem a voz da razão, que afirma o seguinte: não se pode amar a aquilo que não se conhece.
Agora, o segundo castigo:
Como a minha humanidade ficou temerosa e com receio pela minha vinda a este mundo, acreditando ainda nas baboseiras credulárias bíblicas e sacerdotais, considerando que eu era o temido Anticristo, sem querer a minha presença na Terra, estando totalmente equivocada ao meu respeito, eu agora vou inverter completamente a situação, pois vou deixar a minha humanidade esclarecida e espiritualizada, sem qualquer temor e até com anseio pelo meu retorno a este mundo, programada para somente após 4.000 anos, convictos nas grandezas veritológicas, saperológicas e ratiológicas do Racionalismo Cristão, considerando que eu sou muito mais do que simplesmente amigo, pois que trago comigo o prenúncio do amor espiritual, como sendo o Antecristo, querendo de logo a minha presença na Terra, estando totalmente correta ao meu respeito, porém que agora ansiarão por mim como sendo o seu Cristo, o filho de Deus, mas tão filho quanto qualquer um, só que mais evoluído espiritualmente, tendo mais valor que os demais, mas não mais importância que os demais, pois que o valor é fruto da evolução espiritual.
E, por fim, o terceiro e último castigo:
De tanto me denominarem de Anticristo, antes da minha vinda, de tanto me taxarem de doido, de perturbado, de obsedado, de vaidoso, de soberbo, de vagabundo, de incompetente, e de tantos outros adjetivos mais, sendo, pois, o Antecristo, ocupando uma das duas expoências da minha humanidade, sou bem ciente da grandeza da posição que ora estou a ocupar. Mas não vou permitir que ninguém me chame de Antecristo, a não ser para se referir a uma posição que um, e somente um, espírito de cada humanidade pode assumir. Caso alguém tente se referir diretamente a mim, chamando-me de Antecristo, a não ser nessas ocasiões adequadas, sentirá em sua alma o poder do Espírito Santo ao demonstrar a desobediência. Eu sou apenas Pamam, simplesmente Pamam, e é assim que eu quero ser chamado por todos os meus semelhantes.
Quando a minha humanidade adquirir uma pequena noção acerca da grandeza e da responsabilidade do Cristo, assim como eu tenho, poderá constatar então que é para alcançar a essa posição institucional que eu estou me dirigindo em minha evolução espiritual. Quando os mais evoluídos adquirirem uma pequena noção acerca da grandeza e da responsabilidade do Antecristo, que eu trago cá comigo, poderão constatar então que é para mim, em primeiro plano, que deverão se dirigir. E quando toda a minha humanidade adquirir uma mínima noção acerca da grandeza Infinita de Deus, da Sua Ilimitação, assim como eu já tenho, poderão constatar então que é para Ele que se dirigirão, mas somente através de mim, primeiramente sendo antecristãos, e, posteriormente, com o meu retorno como Cristo, finalmente, como sendo verdadeiros e autênticos cristãos.
Mas após o meu deslocamento para a outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, todos deverão se dirigir ao Astral Superior, cientes de que Luiz de Mattos é o chefe da nossa humanidade, pois que ele já assumiu o estágio evolutivo do verdadeiro Espírito Santo, por não possuir qualquer mancha, nódoa, mácula, ou um mínimo de embotamento em sua alma.