A coragem é um atributo individual superior da mais suma importância para compor a formação da inteligência do espírito, uma vez que ele sempre deve fazer valer a sua coragem para tomar as suas decisões na vida, principalmente nos momentos mais decisivos, no momentos mais críticos, nos momentos mais graves, considerados como sendo supremos em sua vida, pois que a coragem comanda os seus órgãos mentais sempre quando é requisitada, fazendo com que eles trabalhem em toda a sua plenitude para discernir as ações que deverão ser praticadas, então ela molda a conduta do espírito, direcionando-o rumo ao caminho a ser por ele seguido, já que através dela se pode alcançar sempre uma finalidade que seja nobre, jamais uma finalidade que seja vil, pois que a coragem se liga com a nobreza, enquanto que a covardia se liga com a vilania.
Um grande espírito somente pode realmente sê-lo tendo a coragem suficiente para praticar as suas ações em conformidade com toda a sua grandeza, mesmo que no contexto dessas suas ações ele venha a ser enquadrado como sendo pequeno, não importando tal enquadramento, pois que essa é uma pequenez sui generis, caracterizando-se como sendo os riscos que se corre na experiência, que para ser colhida o espírito tem que relevar tanto a sua grandeza como a sua pequenez, em prol de si mesmo e dos seus semelhantes.
Somente o espírito que realmente tem valor, que realmente é grande, sabe também ser pequeno quando é preciso, pois ele age em conformidade com as circunstâncias, uma vez que a finalidade a ser alcançada é o que deve de fato lhe importar, enquanto que o pequeno se conserva na sua pequenez, uma vez que é carente de finalidade, que geralmente é irrelevante ou vil.