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Neste meu pensamento, eu vou partir da seguinte indagação: toda a influência exercida no mundo Terra pela verdade contida na doutrina racionalista cristã foi completamente ignorada?

É um fato que o jornal A RAZÃO era um dos periódicos mais influentes na época de Luiz de Mattos. Mas desapareceu tudo aquilo que ele informou ao público? As cartas trocadas em forma de debates com o Cardeal Arcoverde, com o psicanalista Dr. Austregésilo, com o chefe do protestantismo no Brasil, com o líder do espiritismo, o Sr. Gustavo Macedo, que foi o antigo Frei Solanus, ex-companheiro de batina de Luiz de Mattos, quando este estava encarnado como São Bernardo, assim como também a obra Vibrações da Inteligência Universal, que transmite uma perspectiva de Deus em conformidade com a natureza, tudo isso foi apagado da memória do mundo? Não é em tudo isso que manifesta magistralmente o espírito da verdade?

Mas, ao que tudo indica, Luiz de Mattos tinha a consciência plena de que apenas por intermédio da transmissão dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, o impacto, ou a influência sobre os seres humanos em geral seria mínima, uma vez que tudo aquilo que ele e os seus seguidores transmitiram teria que ser devidamente experimentado, passando necessariamente pelo crivo da ciência e da sabedoria, para que assim fosse possível alcançar a razão, através da sua explanação. Aí sim, a influência do Racionalismo Cristão sobre todos os seres humanos seria devidamente alcançada. Foi por isso que ele afirmou o seguinte:

“Procure, pois, a mocidade estudiosa e patriota saber esperar, e tudo chegará no seu devido tempo, para glória da ciência e da humanidade”.

Isso se explica em função dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade servirem de fontes para as experiências físicas acerca da sabedoria, e somente sendo cientes acerca das fontes os seres humanos passam ao largo de todo o seu teor, pois que se trata mais propriamente de uma questão de percepção e menos de compreensão, e sendo esta singela não conseguem obviamente interpretar o conhecimento da verdade em conformidade com a experiência da sabedoria correspondente. Então os conhecimentos metafísicos acerca da verdade têm que se encontrar obrigatoriamente estribados primeiramente nas experiências físicas acerca da ciência, para que depois possam estar em conformidade com as experiências físicas acerca da sabedoria. Aí sim, a verdade pode fazer eco na consciência de todos os seres humanos, pois que tendo o respaldo da ciência e estando unida, irmanada, congregada, com a sabedoria, ambas alcançam a razão, e é esta que se reveste do fator de influência em qualquer consciência que se preze.

O presidente de Portugal, Dr. Antônio José de Almeida, já sabia do valor da experiência para a verdade, pois quando da sua visita ao Brasil, em um dos seus discursos proferidos, afirmou o seguinte para os ouvintes:

“Quase tudo que sou, o devo, fundamentalmente, à minha profissão de médico. Exercendo-a, estudando a ciência, que me deu as faculdades para exercê-la, fiquei sabendo que na vida só há uma verdade palpitante e indestrutível para todas as consciências ─ aquela que se assenta na observação e na experiência”.      

A experiência, meu amado leitor, não deve ser restrita apenas aos campos laboratoriais e profissionais, tendo que se estender a todos os campos da vida, inclusive ao campo psíquico de natureza científica, por intermédio do qual a consciência dos seres humanos pode vir à tona, fazendo-se valer em todos os sentidos.

O estudioso ganhador do Nobel que inspirou o filme intitulado Uma Mente Brilhante, sendo um médium vidente e ouvinte, serviu de instrumento para as patifarias praticadas pelos espíritos obsessores quedados no astral inferior, mas sendo um espírito um tanto quanto passivo, não animoso, optou simplesmente por ignorar o assédio constante que sofria por parte desses espíritos obsessores, fingindo que eles não existiam, como se fossem oriundos da sua própria mente, da sua própria imaginação, justamente por isso permitiu a continuação desse assédio.

Ora, tudo que os espíritos do astral inferior faziam contra mim nos ambientes em que me encontrava, eu a tudo absorvia, e nunca me rebelei contra eles, nunca partiu de mim qualquer rancor contra eles, mesmo sabendo que eles me odiavam, jamais simplesmente os ignorei, e até os absolveria em um julgamento justo. Porém, após serem devidamente avisados diretamente por mim dos males que estavam praticando, perderam de vez o seu racional defensor, uma vez que os considerei esclarecidos, já que afirmei para eles que nós, os encarnados, não mais os ignorávamos, assim como também a razão pela qual eles se encontravam presos na atmosfera da Terra, cativos do ambiente terreno, fazendo parte integrante do astral inferior. Até discurso para eles eu cheguei a proferir. O que mais poderia fazer?

E agora a verdade e a sabedoria juntas alcançaram a razão, estando todas elas contidas no Racionalismo Cristão, que agora sim, pode realmente influir em todos os seres humanos, com a verdade não mais sendo ignorada por quem quer que seja. Isto implica em dizer que com a minha explanação acerca da sua doutrina, eu venho decretar o final de uma Grande Era e determinar o início de uma nova Grande Era.

Mas não se poderá ir ao encontro da Nova Era sem haver preparado devidamente a bagagem espiritual adequada para ela. Essa bagagem espiritual terá de ser constituída dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das experiências físicas acerca da sabedoria, que alcançando a razão esclarecem aos seres humanos a imensa importância da aquisição dos atributos individuais superiores e dos atributos relacionais positivos, para que então todos possam assim adquirir a moral e a ética, respectivamente, tornando-se educados, pois que a educação é fundamental para o exercício adequado dos órgãos mentais, já que os comanda, sendo, pois, essencial para a universalização da nossa humanidade, uma vez que somente estando universalizados os seres humanos poderão finalmente encontrar a razão da existência eterna de todos os seres, adquirindo a consciência plena de que todos se encontram em demanda para Deus, em suas jornadas evolutivas.

Isso tudo implica no seguinte: se alguém for ao encontro da Nova Era sem haver adquirido a exigida bagagem espiritual, a recíproca também será verdadeira, ou seja, a Nova Era também não poderá ir ao encontro de tais desprovidos da bagagem espiritual.

Por Deus! A Nova Era tem que vir independentemente de qualquer coisa, fato ou fenômeno! Caso contrário, ela nunca viria. Todas as humanidades formam uma imensa corrente universal, por isso existe um ritmo no processo da evolução a ser seguido por todas elas, cujo ritmo a nossa humanidade tem que seguir, obrigatoriamente, por isso Jesus, o Cristo, deslocou-se da sua humanidade e se integrou à nossa humanidade. E por isso também eu vou me deslocar da minha humanidade para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para lá exercer o mesmo papel que Jesus, o Cristo, exerceu em nossa humanidade. É através do instituto do Cristo que todas as humanidades seguem o mesmo ritmo na evolução universal. Esse ritmo da evolução universal foi estabelecido por Deus.

Ninguém pode alegar que não teve a devida oportunidade para preparar a sua bagagem espiritual para ir ao encontro da Nova Era. Esta minha afirmativa teria que se estender até à exaustão, pois os espíritos que integram a nossa humanidade partiram todos de um único estágio evolutivo, assim como de todas as demais humanidades, com todos habitando o mesmo Mundo de Luz, então não tem qualquer procedência a alegação de que cada um não teve a devida oportunidade para evoluir igualmente como os mais evoluídos. No entanto, para que todos possam preparar a sua bagagem espiritual para ir ao encontro da Nova Era, basta apenas adquirir a boa vontade, esforçando-se por se espiritualizar, pois que se adquiriu a boa vontade, adquiriu também a consciência do caminho a ser seguido, e este, obrigatoriamente, tem que ser conscientizado. Se alguém falsear na sua boa vontade, vai se comprometer com a sua própria falsidade, então vai ter que responder por essa sua falsidade, quer queira, quer não.

Toda iniciativa bem planejada, que visa ao bem comum, conta com uma grande probabilidade de sucesso, e mesmo a iniciativa bem planejada que visa o bem do próprio ser humano também conta com uma grande probabilidade de sucesso, desde que não prejudique a terceiros, o que é óbvio. Por isso, eu procuro planejar bem todas as minhas iniciativas, pois por maior que seja a probabilidade de sucesso, eu procuro sempre não contar com probabilidades, já que busco em tudo os 100% de certeza, pois que a arte de planejar depende dos recursos que se encontram na experiência, por isso as minhas experiências não têm preço, pois que representam o meu tesouro maior, em face de toda a minha riqueza espiritual.

Ora, o sucesso do meu planejamento se liga diretamente à finalidade daquilo que é fruto do meu plano, sendo esta finalidade sempre revestida de relevante importância, de imenso valor para os meus semelhantes, por isso não pode jamais deixar de ser alcançada. Mas se a arte de planejar depende dos recursos da experiência, e se esta afirmativa procede, como realmente procede, o conhecimento por sua vez não pode ser olvidado, pois que ele é a fonte da experiência. Unindo-se os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que se liga diretamente ao criptoscópio, com as experiências físicas acerca da sabedoria, que se liga diretamente ao intelecto, obteremos o quê? A razão, obviamente. E esta tem que ser ligada diretamente à consciência, que por isso deve ser comum a todos, como jamais poderia ser diferente, uma vez que ela coordena o criptoscópio e o intelecto.

As grandes iniciativas só podem partir de seres humanos intensamente experimentados, o que não implica em dizer que aqueles que sejam conhecedores, por excelência, não tenham lá o seu grande cabedal de experiências, como no caso de Luiz de Mattos, para que assim possam também tomar as grandes iniciativas. Contudo, de um modo ou de outro, todos são obrigados a externar as suas próprias iniciativas, sejam elas grandes ou não, para que assim possam evitar a passividade, pois os seres humanos passivos não podem demonstrar os valores que detêm em si mesmos, em tudo aquilo que conseguiram adquirir no decorrer de todo o processo da evolução, por isso todos devem tomar a iniciativa em conformidade com os seus valores adquiridos, para que assim possam ser exatamente aquilo que realmente são, como muito ou pouco valor, não importa o quantitativo, e jamais aquilo que julgam ser, ou que pretendam demonstrar que são para os seus semelhantes.

Com todos sendo realmente aquilo que realmente são, as relações humanas poderão ser reguladas em conformidade com a realidade existencial de cada um, então a sinceridade pode enfim ser adotada em todos os setores da vida, havendo assim um salto qualitativo no novo edifício social em construção.