Eu me encontrava em um barzinho de conhecidos chamado Casa Rosada, de propriedade de dois irmãos, bebericando umas cervejas, quando um dos amigos que estavam à mesa se levantou, despediu-se e foi embora. Alguns instantes depois eu percebi que ele havia esquecido um livro sobre a mesa, cujo esquecimento não foi obra do acaso. Algum tempo depois, eu fui embora e levei o livro comigo, para devolvê-lo na primeira oportunidade. Ao chegar em casa, pus o livro sobre a mesa, tomei banho e fui dormir.
No dia seguinte, após o jantar, percebi que o livro ainda se encontrava sobre a mesa, tomei-o em minhas mãos e me pus a folheá-lo, era A História da Filosofia, escrito por Umberto Padovani e Luís Castanhola. De início considerei o prefácio um tanto ininteligível, então pulei para o primeiro capítulo, quando então os escritos passaram a fazer eco na minha compreensão. Sendo ainda uma tábula rasa, mesmo assim consegui fazer valer o poder da minha compreensão, advinda das minhas encarnações passadas, principalmente da última, quando encarnado como Ruy Barbosa, assim então passei a criticar o livro, considerando aquilo que procedia daquilo que não procedia, mesmo sem qualquer erudição.
Ora, eu já havia considerado haver anexado nove partes do método cartesiano que estava seguindo, então resolvi partir para a décima parte, tentando escrever a esta décima parte do método, mesmo sem qualquer preparo para o assunto, uma vez que o meu universo estava restrito à obra que havia lido, o que já considerava grande coisa. Eu tentava escrever a Verdadeira História da Filosofia tomando por base aquilo que os autores escreveram, esforçando-me por ressaltar aquilo que procedia daquilo que não procedia, mas logo de início percebi que todo o meu esforço era em vão, eu teria ainda que estudar muito para lograr a esse intento.
Somente depois de muito estudo foi que eu consegui escrever a verdadeira história da Filosofia, não sob este título, porém alterando o termo Filosofia para Saperologia, que é o mais adequado, tomando por base o plano de espiritualização da nossa humanidade, que se divide em duas grandes eras, a Era da Saperologia, que teve início com Hermes, no Egito, a primeira encarnação de Jesus, o Cristo, em nossa humanidade, quando então essa grande era teve o seu final decretado pelo próprio Jesus, o Cristo, que estabeleceu o início de uma nova grande era, a Era da Verdade, grande era esta que está sendo decretada o seu final por este explanador do Racionalismo Cristo, que assim pode estabelecer o início de uma nova grande era, a Era da Razão.