13.01- A exegese

Em sendo uma tábula rasa, eu não era detentor dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e nem das experiências físicas acerca da sabedoria que pudessem me proporcionar escrever sobre o Racionalismo Cristão. Entretanto, eu tinha que continuar a minha jornada de explanador da doutrina racionalista cristã, por isso procurava escrever qualquer coisa que me viesse à mente, fosse lá o que fosse, mesmo que os assuntos não procedessem uns dos outros, pois para mim o importante era escrever algo, não importando a sua natureza.

O meu primeiro escrito dizia respeito ao meu despertar, que veio a se agregar a esta minha obra como sendo a sua primeira parte, depois eu escrevia a segunda parte, que foi a luta em busca da sabedoria e da verdade. Anexei o meu primeiro discurso como racionalista cristão como sendo a terceira parte. Sem qualquer inspiração para continuar escrevendo, aproveitei uma comunicação dada por Luiz de Mattos e anexei como sendo a quarta parte. Ao escrever uma carta para o jornal O POVO, solicitando a publicação de questionário sobre o Racionalismo Cristão, aproveitei a oportunidade e anexei como sendo a quinta parte. O jornal atendeu à minha solicitação e publicou o questionário, o qual foi anexado a esta minha obra como sendo a sexta parte. Para mim era gritante a diferença entre o alto e o baixo espiritismo, então resolvei escrever algumas linhas a respeito, aproveitando a oportunidade e anexando como sendo a sétima parte. A falta de erudição e os entraves normais à continuidade dos meus escritos, fez com que eu decidisse escrever sobre as minhas dificuldades, que eu denominei de Considerações Gerais, que sendo anexado a esta minha obra, passou a integrar a oitava parte.

E assim, aos trancos e barrancos, como se diz popularmente por aí, eu ia progredindo lentamente no meu afã em escrever sobre a doutrina racionalista cristã, até que um dia recebi um telefonema interurbano do meu irmão Kelsen, hoje desencarnado, que atualmente é o presidente da filial do Racionalismo Cristão de Campinas-SP. Conversa vai, conversa vem, até que repentinamente ele me falou sobre o Discurso do Método e Meditações da 1ª. Filosofia de Descartes. Não era coincidência, nem mera obra do acaso, pois que ambos não existem. Ele estava sendo intuído pelas Forças Superiores para me fornecer essa preciosa informação acerca daquilo que me encontrava realizando.

Deveras emocionado, pois que já estava a seguir esse método, pedi para ele que aguardasse um pouco na linha, enquanto corria para pegar lápis e papel. Ao retornar, pedi para que ele repetisse palavra por palavra tudo aquilo que antes me havia dito, anotando cada uma delas com bastante satisfação.

Eu não tive dúvidas, anexei o Discurso do Método e Meditações da 1ª. Filosofia de Descartes como sendo a nona parte desta minha obra relativa ao Método. Começava a se fazer a luz nos meus escritos, pois a partir desse momento eu pude então compreender que estava seguindo um método que havia sido estabelecido por um grande espírito, embora esse método tivesse lá as suas características não muito afeitas à compreensão, pois somente eu pude compreendê-lo porque o estava seguindo rigorosamente.

Essa é a prova provada de que as Forças Superiores agem no sentido de fazer valer plenamente o plano de espiritualização da nossa humanidade, uma vez que até os dias de hoje nenhum outro ser humano foi capaz de seguir a esse método cartesiano, a não ser este que vos escreve, por ser o explanador do Racionalismo Cristão.