12.01- A exegese

Na época em que escrevi esta parte, eu ainda não me julgava digno de explanar o Racionalismo Cristão, aliás eu nem sabia se era realmente o explanador, ou se existia um explanador, apenas estando ciente de que deveria escrever sobre a espiritualidade, em razão do meu passado atribulado, embora ignorasse que ainda teria que passar por muitas experiências científicas, com elas estando voltadas para a baixa espiritualidade, pois eu teria que comprovar primeiramente a existência do astral inferior, para somente depois comprovar a existência do Astral Superior.

Por isso eu não me julgava digno de me tornar um racionalista cristão destacado, daí a razão pela qual eu tive que apelar para as grandes mentalidades que fizeram a história da humanidade, assim mesmo apelando principalmente para Luiz de Mattos, já que os meus conhecimentos se resumiam praticamente às obras editadas pela doutrina racionalista cristã.

Entretanto, eu sabia por intermédio de Luiz de Mattos que as ciências teriam que ser modificadas, pois que todas se encontravam esteadas na matéria, que, ao que tudo indica, eu ainda não sabia da sua não existência, sendo ela apenas uma ilusão, pois ainda não sabia que a vida se iniciava a partir dos seres atômicos, mais propriamente no ser hidrogênio.

E assim, por esses meus escritos, dá-se para compreender como foi difícil o meu começo para me tornar apto a explanar o Racionalismo Cristão, uma vez que eu era uma tábula rasa, sem qualquer erudição para o desempenho de tamanho empreendimento, pois me comparava aos grandes homens que fizeram a história da nossa humanidade, e frente a eles eu me considerava um ser diminuto, daí a razão pela qual eu apelei para os seus dizeres.

Dava-me vertigem apenas em pensar como poderia modificar as ciências, que segundo Luiz de Mattos se encontrava esteada totalmente na matéria, com ele afirmando que o Universo era composto de Força e Matéria, então as ciências deveriam se estear totalmente na Força, uma vez que não deveriam se estear na matéria. Assim, ficava por demais difícil encontrar uma base para que as ciências viessem a se alicerçar, uma vez que estando esteadas na matéria, elas não deixavam de ser universais.

Somente depois de longos e demorados estudos, foi que eu pude então compreender que o Universo é composto pelas propriedades da Força e da Energia, cujas partículas dessas duas propriedades formam as estrela, nas quais orbitam os mundos que são formados pelos seres, chegando à conclusão que deveria retificar a afirmativa de Luiz de Mattos sobre a composição do Universo e que as ciências não poderiam estar esteadas na matéria, uma vez que esta não existe, não passando de uma ilusão, de uma tremenda ilusão.

Ora, a propriedade da Força contém o espaço, o magnetismo e os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, em que a Veritologia é o seu tratado superior, enquanto que as religiões, as autênticas as verdadeiras, que não podem jamais ser confundidas com os credos e as suas seitas, tratam das parcelas do Saber, formando um corpo de doutrina. Enquanto que a propriedade da Energia contém o tempo, a eletricidade e as experiências físicas acerca da sabedoria, em que a Saperologia é o seu tratado superior, enquanto que as ciências tratam das parcelas do Saber, formando um corpo de sistema. Já a propriedade da Luz penetra todo o Universo, em que a Ratiologia é o seu tratado superior, enquanto que as religiociências tratam das parcelas do Saber.