A palavra cosmo é proveniente da palavra grega kosmos, cujo termo designa ordem organização, beleza, harmonia, o qual se relaciona diretamente com o Universo, em seu conjunto, em oposição ao caos, ao feio, ao desordenado, especificando toda a estrutura universal em sua totalidade, do microcosmo ao macrocosmo, que compreende as estrelas e os mundos que se encontram sob as suas égides, os quais são formados por seres, ou por coisas, em suas ordenações.
Pitágoras, que era um veritólogo, e não um saperólogo, foi o primeiro a utilizar o termo cosmo, com o intuito de referenciar o Universo, como que se referindo à sua estrutura. Já o astrônomo Carl Sagan define o termo cosmo como sendo “tudo o que já foi, tudo o que é e tudo o que será”, em que nesta definição do estudioso se pode claramente constatar que o Universo sempre existiu, estando constantemente sendo modificado, em razão da vinda de novos seres a partir do Ser Total, e dos retornos de outros seres para o Ser Total, o que implica em dizer que a sua expansão também é constante.
O termo cosmo não deve ser confundido com o próprio Universo, embora hoje os termos venham sendo utilizados pelos estudiosos como se fossem sinônimos. O cosmo diz respeito à parte organizacional, evidenciando e especificando a estrutura universal, do micro ao macrocosmo, enquanto que o Universo diz respeito ao todo. Em muitas línguas eslavas, como o russo, o polonês, o búlgaro, o sérvio, o termo cosmo assume o significado de espaço sideral, compreendendo-se assim que o significado se refere a uma das suas estruturas.
Nós podemos compreender a Cosmologia, então, como sendo o tratado do cosmo, cujo estudo deve se situar no âmbito da sua organização e da sua estrutura, para que assim possamos compreender as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais que regem toda a ordem natural do Universo.
Deve-se aqui ressaltar, que nenhum estudo cosmológico deve ser focado na criação do Universo, em razão desta criação ser fruto da imaginação, pois que o Universo não tem início, portanto, nunca foi criado, uma vez que ele se encontra contido em Deus, aliás, tudo está contido em Deus, uma vez que Ele é o Todo, e em sendo o Todo, não pode existir um princípio para a criação, a não ser sob o prisma da vinda de novos seres.
Em sendo assim, deve-se partir do princípio de que os seres sempre saltaram do seio do Ser Total, para que então pudessem promover as suas autoconstruções individuais, formando os mundos, tais como sendo as Suas partículas. E também do princípio de que as estrelas sempre existiram, sendo partículas combinadas das propriedades da Força e da Energia, formando assim todo o Universo, fornecendo as suas coordenadas, mantendo os mundos sob as suas égides. É por isso que a propriedade da Luz penetra todo o Universo.
Caso contrário, caso não fosse assim desse modo, haveriam dois princípios distintos para Deus. O primeiro, que Ele sempre foi Perfeito, Infinito e Ilimitado. O segundo, que Ele somente se tornou Imperfeito, Finito e Limitado, a partir da criação do Universo, quando das Propriedades da Força e da Energia vieram as partículas para formar as estrelas, e quando do Ser Total vieram os seres para formar os mundos. Neste caso, vale aqui a seguinte indagação: e antes disso, qual seria a utilidade da propriedade da Luz, que penetra todo o Universo? Torna-se óbvio, então, que o Universo sempre existiu.
No entanto, há que se compreender, que a propriedade da Força contém o espaço, enquanto que a propriedade da Energia contém o tempo. Em suas evoluções, os seres percorrem os seus caminhos individualmente pelo espaço, cujos caminhos lhes dizem respeito diretamente, enquanto que percorrem os seus cursos pelo tempo de modo coletivo, para que assim possam interagir uns com os outros. Isto implica em dizer, que os espaços que tiveram os seus caminhos percorridos pelos seres jamais serão percorridos por outros seres, enquanto que os tempos que tiveram os seus cursos percorridos pelos seres jamais serão percorridos por outros seres. Então se pode concluir que o Universo se encontra em permanente expansão.
Tendo por base o Saber, por excelência, assim como todas as parcelas do Saber, que se encontram interligadas umas com as outras, formando um todo, por uma simples questão de didática, de um modo simplificado, podemos considerar alguns exemplos de parcelas do Saber cosmológicas, que podem ser classificadas da seguinte maneira:
- Astronomia: é a parcela do Saber que estuda a estrutura e a organização dos corpos celestes, as galáxias, as estrelas e os mundos. Os estudiosos devem adquirir a consciência plena de que todos os corpos celestes observados se encontram realmente fora da atmosfera da Terra, que é a sua aura, para que não venham a projetá-los para o espaço sideral, como fazem atualmente com as nebulosas escuras. Esta parcela do Saber somente tomará um impulso mais vigoroso no futuro, quando os seres humanos passarem a se desdobrar para visitar outros mundos, inclusive as estrelas.
- Astrofísica: é a parcela do Saber que estuda as propriedades metafísicas e físicas dos corpos celestes, incluindo-se o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo, as composições dos mundos, para identificar os seres que lá se encontram, e assim as naturezas das suas interações.
- Etc.