05.01.06.03- As parcelas do Saber humanas

Para que pudessem conviver e se adaptar aos demais seres humanos, os espíritos que se encontram encarnados neste mundo-escola desenvolveram as Ciência Humanas, que dizem respeito às atividades essenciais do espírito. Os filomáticos aceitam a definição de ciência como sendo o conjunto dos conhecimentos coordenados e relativos a um objeto determinado ou aos fenômenos de uma ordem ou classe, pois ignoram que as ciências tratam das experiências físicas acerca da sabedoria, em relação aos estudos especializados, ocupando-se dos efeitos de tudo quanto existe. Mas acontece que as ciências fazem parte integrante das parcelas do Saber, em conjunto com as religiões, que tratam dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, em relação aos estudos especializados, ocupando-se das causas de tudo quanto existe, e as religiociências, que coordenam a ambos. E tudo quanto existe se resume às coisas, aos fatos e aos fenômenos universais. Já os humanistas aceitam a definição de humano como sendo tudo aquilo que seja relativo ou pertencente ao homem.

O homem, sendo um animal racional e detentor da faculdade do livre arbítrio, é composto de espírito, partícula da Essência do Ser Total, do corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral, formado com a aquisição das parcelas provenientes das propriedades da Força e da Energia, em suas inúmeras combinações, e do corpo de luz, formado com as parcelas provenientes da propriedade da Luz, em que o corpo fluídico e o corpo de luz formam a sua alma, resultado de todo o processo evolutivo, desde a atomicidade. Considerando-se também o corpo carnal, que é o invólucro provisório de que nos utilizamos para viver aqui neste mundo-escola, que, em síntese, é formado pelos seres hidrogênios, que são os seres atômicos originários deste mundo, e pelos demais seres atômicos provenientes de outros mundos; assim como também pelos seres moleculares, pelos seres organelas, pelos seres celulares, pelos seres orgânicos e pelos seres aparelhantes, em resumo. Desta maneira, necessária e obrigatoriamente, deve o homem ser estudado, em seu todo, quando das investigações e pesquisas ao seu respeito.

Sendo a natureza humana proveniente do irracionalismo animal, em função do atavismo psíquico, onde imperam todos os impulsos ou estímulos interiores involuntários, oriundos dos instintos, que levam os seres humanos a executar certos atos e a empregar sempre os mesmos meios, sem o conhecimento do fim ou do porquê desses mesmos atos e meios, as parcelas do Saber humanas devem visar justamente a extinção dessa herança atávica, a fim de tornar humano o próprio homem, sujeitando-o às suas provações, para que ele imponha a si mesmo as condições humanas, que são de natureza espiritual, e não de natureza irracional, que é puramente instintiva.

Com a encarnação de Jesus, o Cristo, o que era divino se tornou humano, mas, infelizmente, foram desvirtuados tanto a sua imagem, notadamente pelo catolicismo, por aqueles que se julgam cristãos, como os seus ensinamentos, mas que com o enflorar das parcelas do Saber humanas, tornar-se-á realmente humano o que ainda hoje pode ser considerado como sendo ínfero, em relação ao verdadeiro humanismo.

Os espíritos que formam a nossa humanidade, portanto, os nossos meios sociais, devem manter um alto grau de solidariedade uns com os outros, mas para tanto tem que haver uma modificação geral, de natureza complexa, pois todos almejam transformar tudo aquilo que possua de feio e inútil, naquilo que seja belo e útil, no menor tempo possível e da forma menos dolorida. Porém, sem atentarem para um detalhe: têm que se empenhar esforços neste sentido. E tudo o que vem faltando a ser incorporado aos acervos das parcelas do Saber humanas para que elas permitam que os espíritos consigam tudo aquilo que almejam, encontra-se resumido em apenas no seguinte: o aflorar do Saber, por excelência; o que somente se consegue com a espiritualização da nossa humanidade, através da produção da amizade espiritual.

É por isso que, até hoje, as ditas ciências humanas em si, não vêm bastando para que a convivência e a adaptação dos espíritos em relação ao meio ambiente e em relação uns aos outros se completem e se realizem sem maiores restrições, pois lhes falta o alicerce maior, fundamental: a espiritualidade; que provém dos tratados superiores, através da Veritologia, da Saperologia e da Ratiologia, que são as matrizes de todas as religiões, ciências e religiociências, respectivamente, as quais proporcionam os fundamentos morais e éticos a todos, portanto, o desabrochar da verdadeira educação.

A Veritologia, originalmente mundial, mas nascida brasileira, através desta explanação do Racionalismo Cristão, tendo a sua etimologia formada da palavra latina veritas, que significa verdade, mais a palavra grega logos, que significa tratado, e mais o acréscimo do sufixo ia, é o tratado da verdade, que se realiza por intermédio do órgão espiritual denominado de criptoscópio, proporcionando a percepção e a captação dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que dizem respeito às coisas, aos fatos e aos fenômenos universais, em que através das religiões afloram os conhecimentos que dizem respeito às parcelas do Saber, tendo por base a moral, não as que hoje em dia são praticadas, que dizem respeito ao devaneio do sobrenatural, tendo como ponto de apoio a moral utilitária.

A Saperologia, originalmente mundial, mas nascida grega, tendo a sua etimologia formada das palavras gregas sapere, que significa saber, de sábio, mais a palavra logos, que significa tratado, mais o acréscimo do sufixo ia, é o tratado da sabedoria, que se realiza por intermédio do órgão espiritual denominado de intelecto, proporcionando a compreensão e a criação das experiências físicas acerca da sabedoria, que dizem respeito às coisas, aos fatos e aos fenômenos universais, em que através das ciências afloram as experiências que dizem respeito às parcelas do Saber, tendo por base a ética, não as que hoje em dia são praticadas nos relacionamentos humanos, tendo como ponto de apoio a insinceridade, fazendo surgir a ética utilitária.

A Veritologia, cuja Propriedade de Deus com a qual o ser se ocupa em primeiro plano é a Força, tem como teor da sua atividade básica os conhecimentos acerca da verdade, que engloba tudo aquilo que se pode denominar de metafísico. E a Saperologia, cuja Propriedade de Deus com a qual o ser se ocupa em primeiro plano é a Energia, tem como teor de sua atividade básica as experiências acerca da sabedoria, que engloba tudo aquilo que se pode denominar de físico, que não deve ser confundido com matéria, pois que esta não existe. O Universo, portanto, é formado pelo espaço, que é metafísico, e pelo tempo, que é físico.

A Veritologia, portanto, é a fonte da Saperologia, com esta se ocupando dos efeitos e aquelas das causas de todas as coisas, fatos e fenômenos universais, em que ambas são coordenadas pela Ratiologia, por onde se alcança o Saber, por excelência. Em corolário, as religiões são as fontes das ciências, com estas se ocupando dos efeitos e aquelas das causas de todas as coisas, fatos e fenômenos universais que dizem respeito às parcelas do Saber, em que ambas são coordenadas pelas religiociências, por onde se alcança o saber específico relativo a cada uma das parcelas do Saber.

Sem a sua fonte, a Saperologia, sob a denominação imprópria de Filosofia, sempre arcou, injustamente, diga-se de passagem, com a responsabilidade sobre todo o estudo transcendente a este mundo, tanto sobre os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, como sobre as experiências físicas acerca da sabedoria, quando, na realidade, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade sempre foram da alçada da Veritologia. E como somente agora os campos entre ambas estão sendo divididos, ou melhor, definidos, pode-se afirmar, sem sombras de dúvidas, que esse é o motivo de todo o descrédito, de toda a ironia, de todo o risinho de deboche e de todo o desprezo que vinha se observando nos seres humanos em relação ao termo Filosofia, de certo tempo atrás até aos dias de hoje.

Em virtude disso, muitos estudiosos como Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Descartes, Spinoza, Malebranche, Leibniz, Kant, Francis Bacon, Berkeley, Augusto Comte, Spencer, Nietzsche, Hegel, Schopenhauer, Anatole France, Hume, e muitos outros, foram considerados como sendo filósofos, quando, na realidade, nunca o foram, sendo todos autênticos veritólogos, já que eles tratavam da Veritologia e procuravam tornar os seus conhecimentos metafísicos acerca da verdade inteligíveis por intermédio de uma saperologia, ou de uma filosofia, assim como hoje ainda é denominada, ou seja, por intermédio de uma sabedoria, e não por intermédio da própria Saperologia, quer dizer, da sabedoria em si. Por isso, os seus escritos, embora dessem origem à formação de uma doutrina ou fossem especulativos, permitiam o confundir desses veritólogos com os saperólogos.

Somente em 1910, por intermédio de Luiz de Mattos, o veritólogo maior, é que foi estabelecida uma doutrina acerca da verdade e divulgada por intermédio de uma saperologia, o que possibilitou mostrar de uma forma inteligível a verdade. Esta saperologia deu origem a uma instituição denominada de Racionalismo Cristão, que é o embrião do instituto do Cristo a ser estabelecido em nossa humanidade.

Luiz de Mattos, na qualidade de veritólogo maior, é o fundador e o codificador da doutrina do Racionalismo Cristão. Antônio Cottas é considerado o seu consolidador. E este autor, na qualidade de saperólogo, ou ratiólogo, é o explanador dessa doutrina, com a difícil, árdua e espinhosa missão de explaná-la e torná-la inteligível a todos os seres humanos, sem permitir a existência de qualquer incongruência que possibilite a mínima refutação por parte de quem quer que seja, onde nessa missão deverá ser estabelecido um corpo de sistema e uma finalidade em complemente à doutrina do Racionalismo Cristão, em que se encontra inserida a tremenda responsabilidade pela congregação entre a verdade e a sabedoria, vias pelas quais se alcança diretamente a razão.

Em resumo: o Racionalismo Cristão é o instituto de congregação entre a verdade e a sabedoria; ou, em outras palavras, é o instituto da razão.

E pelo fato de quase todos ignorarem a existência do instituto da razão, vejamos uma pequena amostra da balbúrdia e da confusão que existe nas obrigações naturais que tanto dizem respeito às atividades de relação do espírito com este planeta como nas atividades essenciais do espírito em relação ao contexto social, entre si mesmos, conforme abaixo:

Vemos na prática muitos matemáticos, físicos, químicos, biólogos, totalmente desmotivados face a reduzida oferta de emprego e a baixa remuneração obtida no exercício das suas atividades laborais inerentes. Em consequência, abandonam-nas ou se conservam na superfície dos seus estudos, sem conseguirem adentrar nos âmbitos das investigações e pesquisas, sem ânimo de mergulharem nas profundezas das águas que guardam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, que se encontram postos às suas disposições pela mãe natureza.

Vemos também muitos engenheiros sem qualquer qualificação teórica, apenas com certa prática, à frente de obras consideráveis que exigem razoável capacitação técnica. E outros, sendo impulsionados pela ânsia do lucro maior, ou até obedecendo a ordens irresponsáveis, aplicando materiais não especificados ou de menos em obras postas sob as suas responsabilidades técnicas, sacrificando assim o conforto e o bem-estar material dos seus semelhantes, e, algumas vezes, pondo em risco até a vida dos mesmos.

Vemos ainda muitos administradores, ignorantes por completo de uma saperologia da administração, a visarem, única e exclusivamente, o lucro, como se este fosse a única finalidade dessa grandiosa parcela do Saber, desvalorizando assim os recursos humanos postos à sua disposição, ao reduzir os ganhos e os benefícios básicos para a digna sobrevivência dos seus colaboradores, considerando, equivocadamente, que a autoridade do cargo que ocupam lhes concede tal direito, ou, pior ainda, considerando, ilusoriamente, que são os verdadeiros proprietários dos bens e direitos postos à disposição de todos neste mundo, os quais, a Providência Divina, em sua sabedoria suprema, temporariamente lhes outorgou para deles poderem fazer uso com parcimônia e critério, visando o progresso material de toda a nossa humanidade, através da distribuição da riqueza.

De igual modo, vemos muitos médicos, que por se acharem estar lidando com vidas humanas, podem tomar a pretensão de se sentirem superiores aos seus próprios semelhantes, como se fossem participantes de uma classe de seres humanos especiais, destinada a ser mais merecida que as demais, isto quando não se tornam mercenários inveterados, embora existam muitos médicos humanitários dignos de todos os aplausos. Mas todos ignoram a vida fora da matéria, portanto, ignoram completamente com aquilo que estão lidando.

Vemos muitos advogados, quase a sua totalidade, com raríssimas exceções, que ao invés de defenderem a justiça, manifestando a virtude maior da consciência humana, limitam-se, vergonhosamente, a defender interesses escusos, mesquinhos, prejudicando os interesses das outras partes, muitas vezes legítimos, sempre mentindo em relação aos fatos processuais, distorcendo propositalmente a realidade desses fatos; e que, ao se fazerem desembargadores, magistrados, procuradores de justiça, vendem a própria consciência em busca de maiores poderes ou riquezas, embora não seja a regra geral, para o bem de todos.

Vemos também muitos literatas, na busca delirante da fama e do reconhecimento público, procurando o sucesso sempre inundando as suas obras com o sexo, o poder, a riqueza, o luxo, as intrigas, as traições e os vícios, raramente ressaltando a moral e a ética, que são extremamente necessárias para os exemplos e as lições de vida contidos em suas obras.

Vemos ainda muitos artistas dispostos a entregar a própria alma ao diabo, como assim se diz comumente, para se tornarem ídolos, como se de fato o diabo existisse e a condição de ídolo fosse um atestado do talento verdadeiro. E assim, ficam a simular a prática do sexo como atores, quando não o fazem na realidade, a exibir os seios, os quadris e outras partes mais íntimas em público, vestindo-se de forma espalhafatosa, requebrando sensualmente, fazendo trejeitos mil, tudo isso sem modos, apenas para chamar a atenção do público ignorante e deveras atrasado para si, em detrimento da atenção voltada para a sua própria arte, como se tudo isso fosse mais importante do que a manifestação do próprio talento voltado para a profissão artística.

Em síntese, como exemplos, é isso, infelizmente, o que acontece na prática. Grandes espíritos, com belíssimas vocações, muitas vezes extremamente talentosos, mas que não se esforçam por adquirir uma moral e uma ética à altura das exigidas pelas suas vocações, sucumbindo aos apelos do mundo, com os atrativos mundanos passando a ser para eles tudo aquilo que se situa em primeiríssimo plano, fazendo-os enveredar por caminhos outros, rumo ao ilusório, à fantasia, ao irreal, ao seguir por uma rota tresloucada.

Muitos se descuidam quando se encontram no exercício das suas vocações, lapidando os seus talentos, por isso se tornam medíocres, mercenários, vaidosos, corruptos, ladrões, depravados, ridículos, e outros mais.

E é justamente essa debandada em direção aos atrativos mundanos, que faz desfalcar as atividades vocacionais, prejudicando as lapidações dos talentos, que são inatos. Por isso, encontram-se todos a indagar:

— E onde estão os verdadeiros artistas das atividades vocacionais?

E eu respondo assim:

— Estão em revoada por esse mundo afora. Estão por aí dando vazão aos seus instintos advindos da irracionalidade, em função do atavismo psíquico. Estão nas nuvens, flutuando na doce ilusão proporcionada por este mundo. Estão fora da realidade. Enlouqueceram!

É preciso que sigamos as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais. E quem mais conhece essas leis, esses princípios e esses preceitos são os grandes espíritos, aqueles que se encontram nas cumeeiras do evoluir humano, que fazem parte da plêiade do Astral Superior. Por isso, é de fundamental importância que sigamos aos seus ensinamentos, aos seus sábios conselhos, às suas necessárias recomendações. E foi o maior de todos quem assim nos falou: “Ajuda-te primeiro a ti mesmo”. Esta é a obrigação de cada um, ajudar-se a si mesmo em primeiro lugar, antes de sair por aí com o intuito de ensinar, de aconselhar, ou de recomendar o exercício das atividades vocacionais dos outros, ou mesmo o modo de vida alheio, a este quando não lhe diz respeito.

Ajudar-se primeiro a si mesmo em primeiro lugar, antes de tudo, é o primeiro passo para que o espírito possa também se conhecer a si próprio, como Jesus, o Cristo, assim também nos ensinou. E se conhecendo a si próprio, ele poderá se avaliar a si mesmo e definir se os seus atributos morais e éticos se encontram à altura daquilo que almeja seguir, ou da vocação que almeja trilhar. Medindo os prós e os contras, poderá, com sabedoria, optar por debelar primeiro os defeitos encontrados em sua alma, para, posteriormente, colocar-se à altura das atividades inerentes à sua própria vocação. Desta forma, sim, o talento flui de forma natural, insofismável, perene, inquestionável, pois estarão contornados os riscos do desrespeito ao meio ambiente e aos semelhantes, e até de si próprio, uma vez que estará exercendo o seu papel neste mundo consoante as aspirações que trouxe consigo do seu Mundo de Luz. Será, pois, um cidadão de respeito, um patriota da Terra, uma peça útil no contexto da nossa Grande Causa, e mais ainda da futura Nação Mundial.

Em razão da tremenda ignorância humana, a Saperologia, sob a denominação imprópria de Filosofia, foi aos poucos sendo relegada a segundo plano pelos seres humanos, até que chegou ao ponto culminante de ser até desprezada, quando não, até mesmo ridicularizada, quando então as ciências, que são as suas filhas legítimas, passaram a assumir a posição de supremacia neste mundo, com a comunidade científica se arvorando no direito de decidir tudo aquilo que diz respeito ao conhecimento, inclusive decidindo sobre tudo aquilo que seja ou não verificável, ignorando que tudo pode ser verificado cientificamente, assim como eu verifiquei cientificamente a espiritualidade, tanto a alta como a baixa, comprovando também a existência das encarnações, no decorrer de toda esta minha obra explanatória. E mais: que Deus também é verificável, tal como Ele se encontra organizado perante toda a nossa humanidade, uma vez que Ele se encontra em nós mesmos, consoante o estágio evolutivo em que nos encontramos, em decorrência nós tiramos de nós mesmos tudo aquilo que diga respeito ao Todo.

E em razão também da tremenda ignorância humana, as parcelas do Saber humanas são também relegadas a segundo plano pelos seres humanos, com todos eles dando a máxima prioridade para as parcelas do Saber positivas e para as parcelas do Saber infra-humanas, como se os estudiosos que estudam a essas parcelas do Saber fossem mais capazes do que aqueles que estudam as parcelas do Saber humanas, pelo fato destas não haverem obtido ainda os resultados práticos esperados por todos, enquanto que aquelas já conseguem demonstrar os seus resultados práticos.

Mas todas ainda medram na mais completa ignorância, devendo todas ser mudadas radicalmente em suas bases, pois que todas deverão ter como uma única base para os estudos o Saber, por excelência, que são proporcionados pela Veritologia, pela Saperologia e pela Ratiologia.

Tendo por base o Saber, por excelência, assim como todas as parcelas do Saber, que se encontram interligadas umas com as outras, formando um todo, por uma simples questão de didática, de um modo simplificado, podemos considerar alguns exemplos de parcelas do Saber humanas, que podem ser classificadas da seguinte maneira:

  1. Direito: é a parcela do Saber que estuda as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais que devem regular as relações entre os seres humanos, estabelecendo a ordem jurídica, ao que os juristas denominam de direito objetivo, proporcionando a faculdade legítima de uma pessoa poder acioná-lo, segundo os seus próprios interesses, ao que os juristas denominam de direito subjetivo;
  2. Economia: é a parcela do Saber que estuda a produção dos bens, a sua distribuição e o seu consumo, assim como a prestação de serviços e o seu consumo, investigando e pesquisando toda a atividade econômica, para proporcionar uma distribuição de riqueza que venha a ser equitativa entre os seres humanos;
  3. Administração: é a parcela do Saber que estuda a forma organizacional de uma determinada instituição, pública ou privada, com vistas a alcançar as metas estabelecidas, através do planejamento, da organização, da coordenação, do controle e do comando, para que através destes fatores os recursos humanos possam promover os seus aprendizados em dirigir as suas ações para um objetivo comum, solidário, com a máxima eficácia, tornando eficientes a essas suas ações, com os recursos econômico-financeiros estando em total conformidade com a estrutura organizacional;
  4. Sociologia: é a parcela do Saber que estuda o comportamento humano em função do meio social em que vive, estabelecendo os processos que interligam as pessoas em comunidades, associações, grupos e instituições, no que diz respeito às suas relações de interdependência;
  5. Psicologia: é a parcela do Saber que estuda a alma do ser humano em sua individualidade, investigando e pesquisando as funções dos órgãos mentais para avaliar os seus graus de desenvolvimentos, tomando por base os atributos individuais superiores que formam a sua moral e os inferiores que denigrem a sua moral, assim como os atributos relacionais positivos que formam a sua ética e os negativos que denigrem a sua ética, cujos atributos comandam os seus órgãos mentais, a fim de que possam ser corrigidas as suas deficiências, tornando-o apto para uma convivência harmoniosa com os seus semelhantes, livre de todas as influências que não sejam salutares, através do exercício da vontade, cujas correções devem ser esteadas com base na sinceridade;
  6. Antropologia: é a parcela do Saber que estuda o homem sob o contexto da nossa humanidade, de modo totalizante, abrangendo a todas as suas dimensões, como, por exemplo, dimensionando o estágio evolutivo em que a nossa humanidade se encontra, para que assim possam os valores humanos ser identificados em relação ao seu contexto evolutivo;
  7. História: é a parcela do Saber que estuda a nossa humanidade em função dos fatos ocorridos no espaço e no tempo relativos a este mundo, esclarecendo as razões pelas quais esses fatos ocorreram, levando sempre em consideração as influências decorrentes das ações do Astral Superior e do astral inferior, e, principalmente, as influências dos grandes espíritos que traçaram os rumos das vidas de todos os seres humanos, em obediência ao plano de espiritualização da nossa humanidade, e, no futuro, em obediência ao plano estabelecido para o período posterior à sua espiritualização;
  8. Política: é a parcela do Saber que estuda as estruturas e os processos de direção dos povos sob a forma de governo em que se encontram, assegurando os meios que facilitem as suas evoluções espirituais, visando sempre a ordem e o progresso, estabelecendo e salvaguardando os seus direitos civis, ao promover a justiça, procurando sempre promover o bem-estar de cada um dos governados, através dos serviços das mais diversas naturezas, que para tanto detém o poder, o qual deve ser procedido de ações salutares, tanto morais como éticas;
  9. Letras: é a parcela do Saber que estuda uma determinada língua em suas diversas variedades de expressão, em que cada palavra deve ter o seu significado próprio e específico que a ela é inerente, através de uma descrição, sem sinônimos, mas ressaltando as palavras parecidas, partindo-se do princípio de que não existem duas coisas iguais no universo, no que se inclui as palavras, visando a único entendimento das expressões, abolindo de vez com o psitacismo;
  10. Medicina: é a parcela do Saber que estuda o corpo humano como um todo, investigando e pesquisando a todos os seus componentes, a partir das organelas que formam a células, passando pelas células, pelos órgãos e pelos aparelhos, determinando as funções que lhes são inerentes, promovendo a prevenção, o tratamento e a cura das doenças, ou qualquer outro gravo à integridade física, assim como as suas erradicações.