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Existe um ditado popular muito interessante que diz o seguinte: “Que conhecer o homem? Dê-lhe então poder ou dinheiro”. Assim como a classe sacerdotal sempre se digladiou entre si na ânsia por arrebanhar, em busca de poder e riqueza, mas hoje em dia mais em busca de riqueza do que de poder; do mesmo modo a classe política se digladia entre si em busca de votos; a grande diferença é que esta paga, enquanto que aquela recebe.

Mas a classe política paga não com o dinheiro que ela adquiriu com legitimidade, à custa do seu próprio trabalho e do seu próprio esforço desprendido, mas sim com os recursos recebidos daqueles com quem ela fica comprometida em conceder favores, normalmente concedendo a estes contratos de fornecimentos de produtos e serviços, ou mesmo outros tipos de favores ilícitos, quando chegam ao poder, como a fiscalização do imposto de renda por encomenda, em que o auditor fiscal faz vista grossa aos lançamentos contábeis que incluem a sonegação do imposto, e outros tipos de benesses. E ainda recebem propina por tudo isso, quando então a corrupção é praticada em dobro.

Esses canalhas não se envergonham desses seus modos de proceder, preferindo sempre o poder e a riqueza em detrimento da própria honra, como se esta não existisse, optando por ignorá-la. E após a desencarnação, seus canalhas, aonde vocês irão conquistar o poder e a riqueza? Se esses imbecis soubessem que o maior tesouro do espírito é o seu acervo espiritual, por certo que não agiriam dessa maneira tão estúpida. Ignoram esses espíritos de natureza inferior que terão que resgatar a todos esses seus males praticados, seja de que maneira for, geralmente de maneira bem dolorosa.