Em relação ao meu pensamento ℗ 140, eu devo necessariamente esclarecer a própria natureza intrínseca que nele se encerra. Qualquer estudante de nível médio é conhecedor das figuras de estilo, que também são denominadas de figuras de linguagem, ou de figuras de retórica, que são estratégias criadas pelo pensamento criativo que o escritor ou o orador utiliza para aplicar em seu texto ou em seu discurso, a fim de produzir um determinado efeito na interpretação do leitor ou do ouvinte, conforme o caso. Para todos a figura de estilo utilizada neste meu pensamento assume a forma de uma alegoria, que é a exposição de um pensamento sob forma figurada.
No entanto, eu vou aqui descaracterizar a forma alegórica deste meu pensamento, pois que geralmente a alegoria assume a forma de uma ficção decorrente de uma mente imaginativa que transmite uma representação por imagem, para que assim possa fornecer a representação de uma outra imagem que lhe corresponde diretamente sob o mesmo aspecto, tal como se fosse um encadeamento sequencial de metáforas que significam uma coisa nas palavras e outra no sentido, que é o mesmo para ambas as representações das imagens. E assim, eu aproveito o ensejo para descaracterizar também o pensamento de Platão como sendo alegórico, conhecido por aqueles que são um pouco mais estudiosos como A Alegoria da Caverna, pois que sendo a encarnação imediatamente anterior do espírito que depois encarnou como Jesus, o Cristo, jamais poderia racionar por imagens, uma vez que ele mesmo criticou os sentidos como sendo fontes de conhecimentos, mas que, infelizmente, as ciências não procuram levar em consideração os seus sábios escritos.
É sabido que o escritor quando escreve mostra sempre a sua alma em seus textos, pois que isto já foi dito pelo grande Pe. Antônio Vieira, embora não seja realmente bem assim, como vou provar devidamente neste meu pensamento, pois, na realidade, o escritor mostra sempre o seu espírito, ou a sua inteligência, o que dá no mesmo, já que ambos representam exatamente a mesma coisa, o que ocorre por intermédio da sua própria alma, quando aí sim, pode ser realmente mostrada, mas como meio e não como fim.
Ora, o espírito é inteligência pura, por isso se diz que Deus é Espírito, ou a Inteligência Universal. Enquanto que a alma é o meio pelo qual se manifesta o espírito, ou a inteligência, daí a utilização do termo evolução espiritual, que também pode ser utilizado como evolução inteligencial, que ocorre com a aquisição constante das parcelas das propriedades da Força e da Energia, que formam o corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral, e pela aquisição constante das parcelas da propriedade da Luz, que forma o corpo de luz, por intermédio das quais o espírito ou a inteligência se manifesta, ou seja, a essência se manifesta através das suas propriedades. Então a alma é o meio pelo qual se pode comprovar a realidade da existência do espírito, ou da inteligência. Assim, quanto maior for a evolução espiritual, tanto maior será igualmente a inteligência, ou a evolução inteligencial, e tanto maiores serão as parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz adquiridas, pois que a proporção é direta, para que assim o espírito ou a inteligência possa se manifestar em conformidade com o estágio alcançado no processo evolutivo.
Ao evoluir por intermédio da propriedade da Força, o espírito desenvolve cada vez mais o seu órgão mental denominado de criptoscópio, cuja função é a percepção e cuja finalidade é captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através da produção dos sentimentos superiores. Concomitantemente, o espírito desenvolve cada vez mais os atributos superiores individuais que formam a moral, os quais irão comandar a esse órgão mental. Na propriedade da Força o espírito se manifesta por intermédio das vibrações magnéticas, em que todas elas emanam da aura que circunda o seu corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral.
Ao evoluir por intermédio da propriedade da Energia, o espírito desenvolve cada vez mais o seu órgão mental denominado de intelecto, cuja função é a compreensão e cuja finalidade é criar as experiências físicas acerca da sabedoria, através da produção dos pensamentos positivos. Concomitantemente, o espírito desenvolve cada vez mais os atributos positivos relacionais que formam a ética, os quais irão comandar a esse órgão mental. Na propriedade da Energia o espírito se manifesta por intermédio das irradiações elétricas, em que todas elas emanam da aura que circunda o seu corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral.
Como as propriedades da Força e da Energia se combinam em todos os estágios formando o Universo e fornecendo as suas coordenadas, com todas elas tendo os padrões de cores que lhes são próprias, da mesma maneira o espírito possui as suas parcelas das propriedades da Força e da Energia que adquiriu no decorrer de toda a sua evolução espiritual, que demonstra claramente a coordenada do Universo em que ele se encontra a habitar no seu Mundo de Luz, por isso ele se apresenta com o seu próprio padrão de cor em sua forma astral geométrica. Assim como todo o Universo pode ser considerado como sendo a Alma de Deus, já que Ele possui as propriedades da Força e da Energia in totum, do mesmo modo todo o universo que se estende até a coordenada universal em que o espírito se encontra pode ser também considerado como sendo a alma do espírito. Esta é uma das maneiras para se comprovar que Deus se encontra em todos nós, consoante o estágio evolutivo em que nos encontramos no decorrer de toda a nossa existência eterna e universal.
A propriedade da Força é a parte metafísica do Universo, que é representada pelo espaço, e a propriedade da Energia é a parte física do Universo, que é representada pelo tempo. As inúmeras combinações entre as propriedades da Força e da Energia formam os fluidos, o que implica em dizer que o Universo é todo fluídico, e como o espírito evolui adquirindo parcelas dessas duas propriedades, combinando-as entre si, é óbvio que essas combinações formam o seu corpo fluídico. O corpo fluídico se integra diretamente ao espírito, uma vez que ele representa todo o seu universo, que é justamente a extensão através da qual ele pode agir, daí a denominação de perispírito que também se dá ao corpo fluídico, pois que o perispírito é o seu universo, por isso se diz que Deus age indiretamente através das suas partículas, pois caso Ele agisse diretamente no Universo impediria que as suas partículas adquirissem o poder e a ação para que pudessem agir nos universos que lhes cabem, então não faria sentido a existência do corpo fluídico, ou perispírito. Em cada uma das coordenadas do Universo existem os mundos que se encontram sob a sua égide, cujos mundos podem ser denominados de astros, em que no âmbito da espiritualidade são denominados de Mundos de Luz, e como no processo da evolução o espírito vai ascendendo para os Mundos de Luz mais adiantados, à medida que vai evoluindo, todos os mundos pelos quais ele passou passam a fazer parte do seu corpo fluídico, ou perispírito, daí a sua denominação também de corpo astral.
Ao evoluir por intermédio da propriedade da Luz, o espírito desenvolve cada vez mais o seu órgão mental denominado de consciência, cuja função é a coordenação e cuja finalidade é coordenar o criptoscópio e o intelecto, através da produção da amizade espiritual e depois através da produção do amor espiritual. A amizade espiritual somente pode ser produzida pelo espírito esclarecido, ou seja, pelo espírito que conseguiu apreender em seu criptoscópio os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e que também conseguiu apreender em seu intelecto as experiências físicas acerca da sabedoria, tendo assim adquirido a plena consciência acerca do Universo, alcançando a razão da existência eterna e universal. Concomitantemente, o espírito desenvolve a sua moral e a sua ética, adquirindo cada vez mais educação, que irá comandar todos os seus três órgãos mentais. Na propriedade da Luz o espírito se manifesta por intermédio das raiações de luz, em que todas elas emanam da auréola que circunda o seu corpo de luz.
O espírito, pois, possui o seu corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral, que representa o seu próprio universo, em que as parcelas das propriedades da Força e da Energia que adquiriu se combinam em inúmeros estágios, fornecendo todas as coordenadas desse seu universo. O espírito possui também o seu corpo de luz, através do qual ele penetra cada uma das coordenadas desse seu universo. É por isso que em sua evolução espiritual a sua finalidade é alcançar a onipotência, através da propriedade da Força, a onipresença, através da propriedade da Energia, então ele não deixa de ser onipotente e onipresente no seu próprio universo, apesar dessa sua onipotência e onipresença serem relativas, pois que são próprias apenas da parte do Universo que lhe corresponde. E que em sua evolução espiritual a sua finalidade também é alcançar a onisciência, através da propriedade da Luz, então ele não deixa de ser onisciente no seu próprio universo, apesar dessa sua onisciência ser também relativa, pois que é própria apenas da parte do Universo que lhe corresponde. Então ele não pode deixar de obedecer às injunções dos espíritos que possuem maiores extensões do Universo em suas almas, que por isso possuem a onipotência, a onipresença e a onisciência em maiores proporções, daí a comprovação da necessidade da hierarquia espiritual que existe na imensa organização da nossa humanidade, em que no topo se situam os espíritos mais evoluídos que formam a plêiade do Astral Superior.
Todos sabem que a Onipotência, a Onipresença e a Onisciência são os atributos pertinentes a Deus e que elas se aplicam em todo o Universo. Mas o espírito se encontra em demanda para Deus, pois que ele é a Sua partícula, o ser do Ser Total, a criatura do Criador, e que por isso possui as Suas mesmas Substâncias. Então ele possui também a onipotência, a onipresença e a onisciência, e que elas se aplicam ao universo que lhe corresponde. Entretanto, todos esses atributos têm que se fazer valer em qualquer parte do Universo em que o espírito se encontre, desde que restritos às coordenadas que lhe correspondem, em que este mundo se situa entre essas coordenadas, mesmo que ele esteja ligado ao corpo carnal, uma vez que esta ligação se dá por intermédio dos cordões fluídicos, e estes se estendem até ao Mundo de Luz em que ele habita, que representa a última coordenada que diz respeito ao seu próprio universo, por isso ele pode transcender a este mundo e se situar em coordenadas universais mais distantes que a deste mundo, que se encontra sob a égide do Sol, para que lá possa fazer valer realmente aquilo que ele é na realidade: espírito, ou inteligência.
Os seres humanos são todos espíritos, são todos inteligências. Então as comunicações entre eles devem ser de espírito para espírito, de inteligência para inteligência, e não de cérebro para cérebro, ou de corpo carnal para corpo carnal, como assim querem os fisiologistas, a não ser naquilo que se torna estritamente necessário para a vida de encarnado, desde que em conformidade com a natureza. Assim, eles devem transcender a este mundo e empregar o máximo esforço possível para que possam se situar em coordenadas universais mais distantes, pois que elas naturalmente lhes correspondem, para que assim possam proceder com acuidade às comunicações entre si, seja de que maneira for, entre as muitas que existem, em que aqueles que detêm um maior valor em si devem proceder às suas comunicações com os demais principalmente através dos seus escritos, formando os seus próprios textos, em função das suas perenidades.
Deixando a inferioridade e a negatividade de lado, pois que elas não interessam a este pensamento, quando no teor dos textos se sobressai a verdade, pode-se afirmar que o leitor está recebendo as vibrações magnéticas do escritor, através da produção dos seus sentimentos, e quando nos textos se sobressai a sabedoria, pode-se afirmar que o leitor está recebendo as irradiações elétricas do escritor, através da produção dos seus pensamentos. Porém, quando no teor dos seus textos se sobressai a razão, que coordena a verdade e a sabedoria, pode-se afirmar que o leitor está recebendo as raiações de luz do escritor, através do elemento anterior de produção do ser humano, no exercício da sua atividade básica, que é a amizade espiritual, ou então através do elemento final de produção do ser humano, no exercício da sua atividade básica, que é o amor espiritual.
No entanto, ainda não existem textos que tratem do amor espiritual em nossa humanidade, pois todos os textos que tratam do amor se referem apenas ao amor entre o homem e a mulher, desde que haja o verdadeiro companheirismo, ou então ao amor familiar, desde que hajam os laços afetivos, em que ambos são simples arremedos do amor espiritual, enquanto que os textos que tratam do amor entre os seres humanos são todos utópicos, pois que ninguém conhece a Jesus, o Cristo, o espírito que demonstrou a existência do amor espiritual, ninguém se conhece a si mesmo, conforme ele ensinou a todos nós, quando disse que devemos nos conhecer primeiro a nós mesmos, como todos são cientes deste seu ensinamento, e ninguém possui a mínima noção acerca de Deus, das Suas Substâncias, que são as mesmas substâncias dos espírito, e também de todos os demais seres, com a exceção da propriedade da Luz, que é própria dos espíritos, sendo todos esses textos apenas imaginados, nada concebidos, pois não carregam ideias. Então ninguém ainda conseguiu formular uma verdadeira ideia acerca do amor espiritual, principalmente porque ninguém ainda é espiritualizado o suficiente para tanto, com a exceção dos militantes da doutrina do Racionalismo Cristão, que, no entanto, não são espiritualizados também o suficiente para tanto, pois que nem mesmo acerca da verdade que procuram seguir eles ainda não possuem uma ideia acertada acerca da sua natureza intrínseca, pois, caso tivessem, teriam adquirido a consciência que é a sabedoria que deveriam seguir, e não a verdade, em conformidade com os seus próprios escritores, que afirmam que os seres navegam no oceano da Sabedoria que se encontra em Deus, e se encontrando em Deus, parte da Sua Sabedoria se encontra em nós mesmos, em conformidade com a proporção em que Deus se encontra em cada um, notadamente nos espíritos mais evoluídos.
E, do mesmo modo, ainda não existem textos que tratem da amizade espiritual em nossa humanidade, pois todos os textos que tratam da amizade se referem apenas à amizade mundana, que é própria da atmosfera pesada e deletéria do planeta em que todos os seres humanos se encontram convivendo uns com os outros, presos ao seu ambiente, cativos do mundo em que temporariamente se encontram a habitar, por isso existem muitos tipos de amizade que ligam os seres humanos uns aos outros, mas que logo esses laços se desfazem ao menor sinal de constrangimento, de desgosto, de contrariedade, de insatisfação, de aborrecimento, de desejo não realizado, e de outros sinais que se caracterizam pelo mesmo gênero, dados os desvios de pensamentos advindos da imaginação, a intolerância e as intuições inferiores, em razão desses laços de amizade serem fracos, desfazendo-se constantemente pelo fato de não serem perenes, e mesmo os seres humanos que demonstram as amizades mais puras pelos seus amigos, não se encontram unidos a estes por laços perenais, com raríssimas exceções, em relação aos mais evoluídos. Quem mais expôs em seus textos alguns traços da amizade foi Aristóteles, mas mesmo assim ele não chegou a abordar nesses seus textos a produção da verdadeira amizade, que é a amizade espiritual, transmitindo apenas os diversos tipos de amizade mundana, descrevendo-as em suas naturezas.
É também sabido, pois que é por demais elementar, que quando o escritor escreve os seus textos ele mostra sempre o seu “eu” através de figuras, que são as letras, que por sua vez formam as inúmeras palavras que existem, formando outras figuras, inclusive as figuras de estilo, que é o assunto em pauta neste meu pensamento. Eu sou um escritor, por excelência. Mas como mostrar através dessas figuras representadas pelas palavras todo o meu “eu”? Ora, em quase todos os casos a leitura se faz por intermédio da visão dos olhos da cara, os quais captam as imagens formadas pelas figuras que formam as palavras, que passam por todo o processo cerebral e vai se instalar diretamente no verdadeiro corpo mental do leitor, ou seja, em seu espírito, ou em sua inteligência, por intermédio da sua própria alma. Então o texto representa uma comunicação direta de espírito para espírito, de inteligência para inteligência, o que ocorre sempre por intermédio das suas próprias almas. Assim, toda a comunicação entre os seres humanos é de natureza espiritual, ou de natureza inteligencial, com ela se realizando por intermédio da aura, que circunda o corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral, o que ocorre através das vibrações magnéticas e das irradiações elétricas, ou então se realizando por intermédio da auréola, que circunda o corpo de luz, o que ocorre através dos raios de luz. Em corolário as comunicações cérebro a cérebro, ou então as comunicações corpo carnal a corpo carnal, não existem, sendo apenas uma mera ilusão, pois que ambos são formados por outros seres, que são alheios aos seres humanos.
Mas se a nossa humanidade ainda não possui a mínima noção acerca das suas vibrações magnéticas, que devem ser todas oriundas da produção dos seus sentimentos superiores, e das suas irradiações elétricas, que devem ser todas oriundas dos seus pensamentos positivos, através da aura, é óbvio que ela também não possui a mínima noção acerca das suas raiações de luz, que devem ser todas oriundas da amizade espiritual, em primeiro plano, e do amor espiritual, em segundo plano, pois que este é o estágio mais avançado das raiações de luz, portanto, o estágio superior, mas que ambas as raiações de luz ocorrem através da auréola. Mas cabe à nossa humanidade produzir a amizade espiritual, em primeiro plano, pois que ela ainda não se encontra preparada para produzir o amor espiritual, em segundo plano, em função do estágio evolutivo em que atualmente ela se encontra, tendo que consolidar a produção da amizade espiritual por séculos e séculos, até que se encontre devidamente preparada para que possa produzir o amor espiritual.
Assim, caso o leitor ainda não tenha o seu corpo mental desenvolvido o suficiente, ou seja, o seu criptoscópio e o seu intelecto, que se manifestam através da sua aura, e a sua consciência, que se manifesta através da sua auréola, à altura daquilo que o escritor intenciona transmitir, esforçando-se por escrever o seu texto, não irá conseguir jamais alcançar a interpretação fidedigna do texto desse escritor que se encontra a ler, considerando aqui que a própria leitura não passa de uma mera ilusão representada pelas figuras das palavras, que em si mesmas devem ser totalmente desconsideradas, para que então possam ser diretamente consideradas as vibrações magnéticas, as irradiações elétricas e as raiações de luz do escritor, que são as manifestações do seu próprio espírito, o valor da sua própria inteligência que se manifesta, portanto, o valor do seu próprio “eu”, que por isso não devem se dirigir à imaginação do leitor, mas sim à sua concepção, para que assim tanto a sua aura como a sua auréola possam receber com a máxima clareza tudo isso que irá se alojar em seu próprio espírito, fazendo-o evoluir através da interação espiritual, ou aumentando a inteligência que ele mesmo representa, pois que tanto faz esta como aquele. O texto, então, é apenas um dos meios existentes neste mundo para que se possa realizar diretamente com mais precisão a comunicação de espírito para espírito, de inteligência para inteligência, por intermédio das auras e das auréolas que se encontram nas almas tanto do escritor como do leitor.
Através da sua aura o escritor produz as suas vibrações magnéticas e as suas irradiações elétricas, através da elaboração dos seus textos. E através da sua aura o leitor recebe as vibrações magnéticas e as irradiações elétricas do escritor, através da leitura dos seus textos. A aura do leitor, então, recebe as vibrações magnéticas e as irradiações elétricas do escritor que vão se alojar diretamente no seu corpo fluídico, fazendo com que o seu espírito se recorde das reminiscências que se encontram em seu perispírito, em conformidade com as coordenadas do seu próprio universo que estão contidas em seu corpo astral, mas que ele esqueceu em sua vida de encarnado, pois que preso a este mundo, cativo do planeta em que ora se encontra temporariamente a habitar, não conseguiu desprender o esforço necessário para transcendê-lo, em busca de percorrer o próprio universo que por direito lhe pertence, aonde se encontram as suas próprias reminiscências. Esta transcendência é diretamente proporcional ao estágio evolutivo em que o leitor se encontra, o que implica em dizer que a sua grande meta é se libertar definitivamente deste mundo, deixando de ser cativo do seu ambiente, e percorrer aos poucos o universo que lhe pertence, que lhe é de direito, ao qual ele fez jus por mérito próprio, em todas as suas coordenadas, não com o corpo carnal, transformando os seres que se encontram neste mundo em aeronaves espaciais, pois que isso é em vão, mas com o seu corpo e a sua luz astrais, em espírito, ou em inteligência.
Através da sua auréola o escritor produz as suas raiações de luz, por intermédio da elaboração dos seus textos. E através da sua auréola o leitor recebe as raiações de luz do escritor, por intermédio da leitura dos seus textos. A auréola do leitor, então, recebe as raiações de luz do escritor que vão se alojar diretamente no seu corpo de luz, fazendo com que ele se recorde das reminiscências que se encontram no seu corpo de luz, em conformidade com as coordenadas do seu próprio universo que estão contidas em seu corpo astral e que a sua própria luz astral consegue penetrar, mas que ele também esqueceu em sua vida de encarnado, pois que preso a este mundo, cativo do planeta em que ora se encontra temporariamente a habitar, não conseguiu desprender o esforço necessário para transcendê-lo, em busca de penetrar e se situar no próprio universo que por direito lhe pertence, ao qual ele fez jus por seu próprio mérito, reconhecendo-o por inteiro.
E ainda, através da aura, ao produzir as suas vibrações magnéticas e as suas irradiações elétricas, o escritor se comunica diretamente com o leitor. A aura do leitor, então, recebe as vibrações magnéticas e as irradiações elétricas do escritor, que sendo mais evoluído que ele, encontra-se em coordenadas universais mais distantes do que aquelas que pertencem ao universo do leitor, e que por isso ele sozinho seria impraticável alcançá-las, ensejando a que ele possa contemplar cada vez mais a essas coordenadas mais distantes, à medida em que ele for se situando nas coordenadas mais distantes do seu próprio universo, para que assim ele possa ir se conhecendo a si mesmo, através do seu próprio universo, e também reconhecendo que existem espíritos superiores que possuem universos bem mais extensos que o seu próprio universo, certificando-se então de que existe uma imensa hierarquia na organização da nossa humanidade. E assim, o leitor tende a estender o universo que lhe pertence, esforçando-se por se situar em coordenadas ainda mais distantes e que não pertencem ao seu próprio universo, procedendo desta maneira a uma aceleração gradativa da sua evolução espiritual, desde que tenha adquirido a boa vontade para tanto.
E mais ainda, através da auréola, ao produzir as suas raiações de luz, o escritor também se comunica com o leitor. A auréola do leitor, então, recebe as raiações de luz do escritor, que sendo mais evoluído que ele, ilumina com a sua própria luz astral todas as coordenadas que pertencem ao universo do leitor, e mais aquelas que ele conseguir contemplar, para que assim ele possa conceber a formação do Universo, formulando uma ideia mais precisa da sua imensidão, através da extensão do universo que se encontra contido na alma do próprio escritor. E não somente isto, o escritor também ilumina com a sua luz astral o próprio mundo em que o leitor se encontra temporariamente a habitar, preso ao seu ambiente, cativo do planeta, penetrando com a sua luz astral as menores coisas que nele se encontram, por mais ínfimas que sejam, para que assim consiga libertá-lo desse ambiente, com ele deixando de ser um cativo do planeta, fornecendo-lhe um ponto de partida para que ele possa enfim percorrer o próprio universo que lhe pertence e estendê-lo ainda mais, bem mais, desde que adquira a boa vontade necessária e empregue o esforço devido que corresponde a essa sua boa vontade.
Neste caso, a única alternativa que me resta é me utilizar de toda a arte de escritor que consegui adquirir em toda a minha existência como espírito, como inteligência, cuja arte foi adquirida com o máximo de boa vontade, através de um esforço inaudito e de um sacrifício ingente, diga-se de passagem, para que assim todos também venham a proceder para que possam adquirir as suas próprias artes, e por intermédio desta minha arte de escritor tornar o leitor um verdadeiro médium vidente. Mas de que maneira, com toda a minha arte de escritor, eu posso tornar o leitor um verdadeiro médium vidente? Não é tão difícil assim, pois que posso fazê-lo da seguinte maneira:
É sabido que a mediunidade da vidência é própria para se ver através dos olhos da cara as almas dos espíritos, pois, em verdade, os seres humanos não sabem diferenciar aquilo que seja o espírito daquilo que seja a alma, aliás, na realidade, eles não sabem nem o que seja um e nem o que seja o outro. No entanto, como os seres humanos não são esclarecidos acerca da espiritualidade, a mediunidade da vidência neles se manifesta sempre através da visão dos corpos fluídicos dos espíritos quedados no astral inferior, que podem assumir várias formas, das mais horripilantes às figuras de pessoas, através desses seus corpos fluídicos. Assim, raras são as vezes em que a mediunidade da vidência se manifesta através da visão dos espíritos que integram o Astral Superior, como são os exemplos clássicos de Joana D’Arc, que via e ouvia as suas “santas”, e de Afonso Henriques, que viu e ouviu a Jesus, o Cristo, acompanhado de uma plêiade de espíritos superiores, mas os médiuns videntes esclarecidos que militam na doutrina do Racionalismo Cristão conseguem também essas visões superiores.
No entanto, todas essas visões se referem diretamente ao perispírito, ou ao corpo de luz, e não propriamente ao espírito, que sendo inteligência não pode se representar por intermédio de uma visão de tal natureza, daí a imensa dificuldade em sua identificação, em sua visualização. Ora, o espírito é pura inteligência, por isso tem que ser contemplado, e não simplesmente visto, por isso essa contemplação tem que ser realizada diretamente de espírito para espírito, ou seja, diretamente de inteligência para inteligência, sendo a alma apenas um meio para que se possa alcançar a essa finalidade. Em sendo assim, o foco em questão que estou querendo expor neste meu pensamento é a mediunidade da vidência contemplativa, em sua finalidade, e não a mediunidade da vidência da visão, em seu meio, daí a minha descaracterização da figura de estilo alegórica e a criação de uma outra figura de estilo.
Estando neste mundo, nós podemos contemplar q Deus? É óbvio que sim. Afinal, Deus em Sua Onipresença não se encontra em toda parte? Para tanto, basta apenas apurar a visão e contemplar toda a natureza que nos cerca, pois é natureza que se encontra a verdadeira Palavra de Deus, como assim procedeu superiormente Luiz de Mattos, sob o seu ponto de vista do maior veritólogo da nossa humanidade, ao escrever a sua grande obra Vibrações da Inteligência Universal, em que demonstra claramente a sua contemplação a Deus. Mas essa visão pode ser ainda mais apurada, ao se observar todos o esplendor do firmamento, pois que o Universo é a Alma de Deus, e tudo aquilo que penetra o Universo é a Luz de Deus. Então tudo aquilo que representa a Onipotência, a Onipresença e a Onisciência do Universo diz respeito diretamente ao Espírito de Deus, que por isso podemos denominar apropriadamente o Todo de Inteligência Universal.
Quando o leitor se encontra a ler os meus textos, as figuras formadas pelas palavras que neles se encontram contidas possuem as imagens que são próprias e específicas para a mediunidade da visão que se manifesta através dos seus olhos da cara, que são afins entre si, justamente para que assim possam se ligar diretamente as minhas palavras com a mediunidade da visão dos olhos da cara do leitor, por isso as imagens são restritas apenas às próprias palavras e captadas por esse tipo de mediunidade de vidência, então este tipo de mediunidade de vidência pode ser considerada como sendo de alma para alma.
No entanto, os verdadeiros sentidos que as minhas palavras carregam em meus textos e que se apresentam ao leitor não representam simplesmente as imagens próprias dessa mediunidade de vidência, por isso elas não são dirigidas diretamente aos olhos da cara e nem devem ser captadas e alojadas diretamente em sua imaginação já formada, que ainda se encontra no corpo mental do leitor, pois que elas dizem respeito à minha concepção acerca do meu próprio universo, por isso elas carregam ideias, e não imagens, que assim devem ser captadas e alojadas diretamente na concepção do leitor, que já deve se encontrar em formação no seu corpo mental, através da sua própria alma, ou do seu próprio universo.
E como estas minhas ideias não devem se dirigir diretamente de nenhum modo à parte inferior do corpo mental do leitor, que forma a sua imaginação, mas sim diretamente à parte superior do corpo mental do leitor, que forma a sua concepção, ele assim pode conseguir conceber o que estou transmitindo diretamente para ele, para que então possa formular as suas próprias ideias a respeito destas minhas próprias ideias que estou transmitindo diretamente para ele, esforçando-se ao máximo por harmonizar a sua concepção com a minha, e também esforçando-se ao máximo por harmonizar as suas ideias com as minhas, pois que a concepção e as ideias formuladas devem ser comuns a todos os espíritos em relação aos assuntos que são específicos para uma determinada coordenada universal, consoante o estágio evolutivo em que se encontra o leitor, o qual irá determinar a sua interação comigo nessa mesma coordenada universal, pois que estando ambos nela postos não pode haver discrepância de nenhum modo. E estando interagindo comigo, estará também interagindo com Luiz de Mattos e com todos os espíritos que se encontram integrando o Astral Superior.
A partir do momento em que o leitor começar a conceber, formulando as suas próprias ideias a respeito das minhas, ele já estará apto para abandonar a fase da imaginação em que ainda se encontra, vivendo através dela no âmbito da irrealidade, e adentrar na fase da concepção, em que realmente deve se encontrar, vivendo através dela no âmbito da realidade, aonde poderá fazer valer realmente todo o seu corpo mental, para que então possa desenvolvê-lo o máximo que puder, desde que tenha adquirido a boa vontade para sopitar os seus atributos inferiores individuais e adquirir os atributos superiores individuais, para que assim possa formar a sua moral, assim como também a boa vontade para sopitar os atributos negativos relacionais e adquirir os atributos positivos relacionais, para que assim possa formar a sua ética, esforçando-se ao máximo para alcançar a esse desiderato. Tendo alcançado a esse desiderato ele já poderá se considerar como estando totalmente educado, portanto, espiritualizado.
É assim, e somente assim, que o verdadeiro leitor dos meus textos poderá evoluir cada vez mais, tanto espiritualmente como materialmente, assim por dizer, pois que a matéria não existe, conscientizando-se de que é espírito, e não simplesmente corpo carnal, um simples invólucro para que possa estar a viver neste mundo, que é inteligência, e não simplesmente massa encefálica, um simples meio para que o corpo carnal transmita as informações para a alma, através da aura e da auréola, que irão se alojar diretamente no seu espírito, estando já ciente de que ele é inteligência, que do mesmo modo que a minha inteligência a sua também se encontra em demanda para a Inteligência Universal, uma vez que são os atributos, tanto os individuais como os relacionais, que comandam a sua inteligência, tendo os seus órgãos mentais que obedecer prontamente a esses comandos. Assim, os desenvolvimentos dos órgãos mentais passam a ser diretamente proporcionais aos desenvolvimentos dos atributos que lhes correspondem.
Com o desenvolvimento cada vez maior da sua moral, o leitor também vai desenvolvendo cada vez mais o seu criptoscópio, cuja função é a percepção e cuja finalidade é captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, o que ocorre por intermédio da produção dos sentimentos superiores, pois ele sabe que é se utilizando da sua moral que os espíritos de luz se elevam ao Espaço Superior e realizam tudo isso. E também sabe que é através das vibrações magnéticas que os espíritos transmitem aquilo que produzem, o que ocorre por intermédio da aura. Então o leitor, ao conseguir adquirir a boa vontade e empregar o máximo do seu esforço por evoluir, poderá se encontrar apto para receber a essas minhas vibrações magnéticas de natureza superior, para que assim possa evoluir cada vez mais por intermédio da propriedade da Força, estendendo cada vez mais o espaço que corresponde ao seu próprio universo, que é o Espaço Superior em relação a este mundo.
Com o desenvolvimento cada vez maior da sua ética, o leitor também vai desenvolvendo cada vez mais o seu intelecto, cuja função é a compreensão e cuja finalidade é criar as experiências físicas acerca da sabedoria, o que ocorre por intermédio da produção dos pensamentos positivos, pois ele sabe que é se utilizando da sua ética que os espíritos de luz se transportam ao Tempo Futuro e realizam tudo isso. E também sabe que é através das minhas irradiações elétricas que os espíritos transmitem aquilo que produzem, o que ocorre também por intermédio da aura. Então o leitor, ao conseguir adquirir a boa vontade e empregar o máximo do seu esforço por evoluir, poderá se encontrar apto para receber a essas minhas irradiações elétricas de natureza positiva, para que assim possa evoluir cada vez mais por intermédio da propriedade da Energia, estendendo cada vez mais o tempo que corresponde ao seu próprio universo, que é o Tempo Futuro em relação a este mundo.
E com o desenvolvimento cada vez maior da sua moral e da sua ética, tornando-se cada vez mais educado, o leitor vai desenvolvendo cada vez mais a sua consciência, cuja função é a coordenação e cuja finalidade é coordenar o criptoscópio e o intelecto, portanto, a verdade e a sabedoria, alcançando a razão, o que ocorre por intermédio da produção da amizade espiritual, pois ele sabe que é se utilizando da sua educação que os espíritos se situam nas coordenadas do Universo mais distantes e realizam tudo isso. E também sabe que é através das minhas raiações de luz que os espíritos transmitem aquilo que produzem, o que ocorre por intermédio da auréola. Então o leitor, ao conseguir adquirir a boa vontade e empregar o máximo do seu esforço por evoluir, poderá se encontrar apto para receber a essas minhas raiações de luz de natureza universal, estendendo cada vez mais o seu próprio universo, no qual este mundo Terra se encontra contido, totalmente integrado a ele.
Assim, através da sua boa vontade e na justa medida do seu esforço empregado para alcançar a esse desiderato, o leitor vai aos poucos adquirindo os atributos superiores individuais que irão formando a sua moral, estendo cada vez mais o seu espaço, e aos poucos adquirindo os atributos positivos relacionais que irão formando a sua ética, estendendo cada vez mais o seu tempo, portanto, educando-se em escala progressiva, estendendo o seu próprio universo na mesma proporção direta. E assim, quanto mais ele vai se educando, tanto mais vai desenvolvendo o seu criptoscópio, percebendo e captando os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, produzindo os sentimentos superiores, através das suas vibrações magnéticas, que emanam da sua aura; tanto mais vai desenvolvendo o seu intelecto, compreendendo e criando as experiências físicas acerca da sabedoria, produzindo os pensamentos positivos, através das suas irradiações elétricas, que emanam também da sua aura; e tanto mais vai desenvolvendo a sua consciência, coordenando cada vez mais o seu criptoscópio e o seu intelecto, por conseguinte, coordenando os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as correspondentes experiências físicas acerca da sabedoria, que unidas, irmanadas, congregadas, dão como resultado a razão, produzindo a amizade espiritual, através das suas raiações de luz, que emanam da sua auréola.
Deus é formado de Substâncias, que se dividem em Essência e Propriedades. O Ser Total é a Essência, o Espírito, por isso Ele é a Inteligência Universal. As Suas Propriedades da Força e da Energia formam o Universo. A Sua Propriedade da Luz penetra todo o Universo.
O ser humano é formado das mesmas substâncias, que igualmente se dividem em essência e propriedades, pois ele é uma partícula do Ser Total. O ser é a essência, o espírito, por isso ele também é inteligência. As suas propriedades da Força e da Energia formam o seu universo individual, que é parte do Universo. A sua propriedade da Luz penetra todo esse universo que lhe é próprio. Mas o corpo carnal não faz parte do ser humano, por isso ele é um invólucro provisório para que o ser, o espírito, a inteligência, possa habitar temporariamente a este mundo, para evoluir e fazer com que os seres que aqui se encontram também evoluam, pois que a meta é transformar este mundo em um Mundo de Luz. Pode-se perfeitamente assim compreender que Deus se encontra em todos nós, sem que haja qualquer exceção. E tanto mais nós evoluímos estendendo o nosso universo, tanto mais Deus se encontrará em nós.
Desta maneira, sendo ciente de que Deus se encontra em si mesmo, a principal meta do leitor é se conhecer a si mesmo, primeiramente como espírito, como inteligência, para que depois possa conhecer a sua própria alma, em primeiro plano as suas parcelas das propriedades da Força e da Energia que fez jus por merecer, que formam o seu próprio universo, e depois as parcelas da propriedade da Luz que também fez jus por merecer, que lhe permite penetrar todo o universo que lhe é próprio. E assim ele pode se conhecer a si mesmo.
O próximo passo do leitor é se esforçar ao máximo para que através deste esforço consiga conceber o estágio evolutivo em que se encontra, ou seja, a dimensão do seu próprio universo e todo o esplendor da sua luz astral, que lhe permite penetrar todo esse seu universo, que lhe é próprio. A seguir, ele deve empregar o mesmo esforço no sentido de mensurar a dimensão do seu próprio universo em relação aos universos dos demais seres humanos, para que assim consiga definir com precisão quem lhe é inferior, por possuir um universo menos extenso, e quem lhe é superior, por possuir um universo mais extenso.
Entretanto, cabe aqui um adendo que é de fundamental importância para a mensuração dos universos que correspondem aos demais seres humanos em relação ao universo do próprio leitor. Todos os seres humanos ainda vivem na fase da imaginação, por isso quando aqui neste mundo eles formam os seus próprios universos com base nas suas próprias imaginações, representando tudo através de imagens, que não existem, por isso vivem no âmbito da irrealidade da vida, pois que ainda não adentraram na fase da concepção, formulando ideias a respeito dos próprios universos que lhes correspondem, o que implica em dizer que todos esses universos não existem, sendo todos frutos da ilusão, pois que a ilusão é própria da imaginação. Assim, o que vale para cada um é o seu próprio “eu”, pois tudo tem que estar de acordo com os seus próprios anseios, com os seus próprios desejos, com as suas próprias satisfações pessoais, que representam os seus próprios interesses pessoais. Esses seres humanos raciocinam, invariavelmente, em conformidade com esses próprios universos que criaram neste mundo apenas para si, pois ignoram completamente que o Universo é um só, e que ele está contido em Deus, e que o universo que corresponde a dois ou mais espíritos que se encontram no mesmo estágio evolutivo deve ser o mesmo universo, comum a todos eles, pois que este universo faz parte integrante do próprio Universo, o que implica em dizer que Deus se encontra contido nesses espíritos na mesma proporção, sendo por isso que os espíritos da mesma categoria habitam o mesmo Mundo de Luz.
Então não se pode jamais entrar em discussão para se saber quem é mais evoluído do que quem, para se saber quem é superior a quem, pois aquele ser humano que ainda não conseguiu se conhecer a si mesmo tende sempre a se achar o mais importante, superior a todos os demais, mais merecido que todos os demais, como sendo especial até, como muitos declaram que são seres humanos especiais, e isso é um sinal de uma grande inferioridade espiritual. Neste caso, o recomendado é que os seres humanos que forem se conhecendo a si mesmos, procurem reconhecer aqueles que lhes são superiores, pois apenas através deste reconhecimento é que eles poderão manifestar as suas verdadeiras superioridades.
Assim, ao contrário do mundo Terra, a hierarquia espiritual em nossa humanidade deve ser estabelecida de baixo para cima, e não de cima para baixo, uma vez que a partir daquele ponto de reconhecimento ela vai se estabelecendo à medida que cada ser humano for reconhecendo o seu próprio valor, o que permite que ele reconheça o maior valor do seu semelhante, pois somente aquele que realmente tem valor pode conseguir dar o justo valor que se encontra em seu semelhante, enquanto que aqueles que têm pouco valor se consideram mais valorosos que os demais, em função das suas próprias inferioridades.
Pode-se concluir assim, que somente o ser humano que possui o real valor espiritual poderá conseguir obedecer a quem detém ainda mais valor no âmbito da espiritualidade, pois que a consciência da obediência reflete a luz da escala de valores que existe em cada espírito, por isso não é atributo que se imponha por parte do mandante, uma vez que o atributo da obediência é o primeiro passo para se adquirir o atributo de mandante, pois que este é um legítimo e autêntico mandatário, aquele que recebeu o verdadeiro mandato, a autorização que Deus lhe confere para praticar em Seu nome determinados atos, cuja credencial é apresentada por intermédio da extensão mais estendida do seu próprio universo, estando ambos posto no Universo de quem verdadeiramente autorizou, chancelando assim a sua credencial.
Apenas a título ilustrativo, todos sabem que o Papa se considera o ministro do deus bíblico aqui na Terra, e que todos os arrebanhados do catolicismo assim também o consideram. Onde, porém, encontram-se as suas credenciais? Em lugar nenhum, pois ele não as possui. Cadê o seu mandato auferido pelo deus bíblico? Ele não tem, pois que o seu mandato é exercido por simples tradição. O seu universo faz parte do verdadeiro Universo, que deve ser comum a todos? Não, pelo fato de ser sobrenatural, portanto de não existir, o que implica em dizer que o seu deus bíblico também não existe. E eu posso comprovar tudo isso da maneira mais fácil possível. Olhem para a estrelas que se encontram no meu universo, todas elas são as combinações das propriedades da Força e da Energia que se encontram em meu perispírito; olhem para os mundos que se encontram sob as suas égides, todos eles são formados por seres que se encontram sob a minha responsabilidade e de outros espíritos superiores; olhem para este mundo em que se encontram temporariamente a habitar, ele faz parte integrante do meu universo, por isso eu consigo penetrar todas coisas e iluminá-lo com a minha luz astral. E agora a pergunta final: quem neste mundo é o verdadeiro ministro de Deus, o Papa, em que o seu deus bíblico apareceu a Abraão, Moisés, etc., e que por isso faz parte deste mundo, ou este simples escriba, que mostra toda a extensão do seu universo, que contém este mundo?
Ora, a escrivaninha em que o Papa julga guardar o tesouro que possui representa o negrume, pois que é a cor da fé credulária depositada no deus bíblico, de natureza sobrenaturalística, representada pela ilusão do seu próprio universo imaginativo que aqui neste mundo ele criou para si mesmo, demonstrando assim a coordenada universal aonde se encontra o seu próprio Mundo de Luz, em sua pouca distância, por isso ele não se encontra representando o seu verdadeiro universo, daí a sua pouca extensão. Enquanto que o escrínio em que eu julgo guardar o tesouro que possuo representa a luz puríssima, pois que é a cor da minha fé racional em Jesus, o Cristo, portanto no verdadeiro Deus, representada pela realidade do meu próprio universo concebido e idealizado, que aqui neste mundo eu estou demonstrando, ao explanar a doutrina do Racionalismo Cristão, demonstrando assim a coordenada universal aonde se encontra o meu próprio Mundo de Luz, em sua imensa distância, por isso eu me encontro representando o meu verdadeiro universo, daí a sua larga extensão, tanto em relação ao universo do Papa, como em relação aos dos demais seres humanos, que em sua grande maioria também têm os seus universos mais extensos que o universo do Papa.
Todos os espíritos possuem o seu livre arbítrio.
Aqueles que decidirem optar por percorrer as coordenadas do universo criado pela imaginação papal, de natureza puramente sobrenaturalística, que estejam à vontade para que possam adorar, temer, glorificar, reverenciar e, ao mesmo tempo, amar, se é que considerem possível, ajoelhando-se aos pés desse seu deus bíblico, de Jeová, que apareceu a Abraão, a Moisés e outros, todo empavonado, utilizando-se do seu corpo fluídico para assim tomar a forma de pavão. Então que rezem e assistam missas até ao extremo da estupidez, na ânsia por viverem para sempre ao lado de Jeová, pois que muitos outros jeovás se encontram à espera desses espíritos credulários que optaram por esse credo e outros, estando todos quedados no astral inferior, que é o local para onde ao que tudo indica irão, após a desencarnação.
Mas aqueles que decidirem optar por percorrer as mesmas coordenadas do Universo concebidas por Pamam, o Antecristo, tentando formular as suas mesmas ideias, que por sua vez, munido da maior das boas vontades e desprendendo o maior dos esforços, optou por percorrer as mesmas coordenadas do Universo concebidas por Jesus, o Cristo, que estejam à vontade para produzirem a amizade espiritual, que faz surgir a solidariedade fraternal, ensejando a que todos possam raiar as suas luzes uns para os outros nesta coordenada universal, que se encontra sob a égide do Sol. Este mundo, pois, caracteriza-se como sendo o ponto inicial, a coordenada universal em que ele se encontra, sob a égide do Sol, como sendo o ponto de partida para que todos os seres humanos percorram em conjunto as demais coordenadas do Universo, até que consigam transformar este próprio mundo em um Mundo de Luz. Esta é a meta da nossa humanidade.
Antônio Cottas afirma que Luiz de Mattos se encontra na mesma região do Universo habitado por Jesus, o Cristo, quando ele se deslocou da sua humanidade para a nossa humanidade. Tendo alcançado a condição de Pamam, o Antecristo, eu também vou habitar a essa mesma região. Isto demonstra claramente que Luiz de Mattos, o fundador da doutrina do Racionalismo Cristão, e Pamam, o Antecristo, o seu explanador, possuímos os nossos universos em extensões similares, que Deus se encontra em nós mesmos em maiores proporções, por isso nós somos os dois expoentes da nossa humanidade, os legítimos e verdadeiros ministros de Deus para todos os espíritos que a integram, por isso todos devem depositar as suas fés racionais em ambos, assim como também nos demais espíritos que integram a plêiade do Astral Superior, pois quanto maior for a fé racional depositada nos espíritos superiores, tanto mais fará jus à convicção desses espíritos iluminados em seus próprios espíritos, que também resplandecerão as suas próprias luzes.
Nesta minha encarnação como Pamam, o Antecristo, eu deixo tudo preparado, tudo iluminado com a minha luz astral para que todos possam segui-la com convicção, tendo assim cumprido com a minha obrigação, com o meu dever, para com a minha humanidade, ao concluir com êxito a minha missão neste mundo. E assim, eu estou livre, completamente liberto dos meus encargos para com a minha própria humanidade, pelo menos por enquanto, ou, pelo menos, pelo período de 4.000 anos. Desta maneira, eu posso continuar a seguir o meu caminho sozinho, solitário, sem a companhia de quem quer que seja, embora não mais anônimo, pois deixando para trás toda a amizade espiritual que trazia em mim mesmo, posso assim contemplar todo o amor espiritual que já trago em mim mesmo, e também contemplar todo o esplendor do amor espiritual que Jesus, o Cristo, trazia em si mesmo.
O meu universo é muito extenso, eu bem o sei, pois que a minha luz consegue penetrar em todas as suas coordenadas, por isso eu me conheço a mim mesmo, conforme o Nazareno me ensinou, quando disse: “conhece-te primeiro a ti mesmo”. Então eu sei o quanto Deus se encontra contido em mim mesmo. Porém, o universo de Jesus, o Cristo, é muito mais extenso que o meu próprio universo, pois que a sua luz consegue penetrar em todas as suas coordenadas, inclusive nas coordenadas do meu próprio universo, já que nossas jornadas evolutivas percorremos o próprio Universo, que é a alma de Deus, então a sua superioridade em relação a mim é incontestável, por isso a minha fé racional que nele deposito é inabalável, e, em contrapartida, em consegui com que ele depositasse assim a sua convicção em mim. Eu obedeço prontamente às suas ordens, e jamais digo simplesmente que vou fazer aquilo que ele a mim determinou, como prometendo fazer. Eu faço! Ele é o mandatário de Deus, o meu superior, pois que as suas credenciais são apresentadas pela imensa proporção em que Deus nele está contido, e se eu não desobedeço a ele, jamais iria desobedecer a Deus.
A minha grande meta em minha jornada evolutiva, então, é estender cada vez mais o meu próprio universo, na mesma proporção do universo de Jesus, o Cristo. E como eu deixo toda a minha amizade espiritual neste mundo, contemplando apenas o amor espiritual que já existe em mim, e também contemplando o amor espiritual de Jesus, o Cristo, parto célere em busca de produzir a esse mesmo amor espiritual, seguindo rigorosamente os passos do meu superior, esforçando-me ao máximo, fazendo de tudo para não me desviar um milímetro sequer do caminho por ele percorrido, pois que a sua luz eu posso contemplar, e ela ilumina todo o meu caminho, assim como do mesmo modo procedi para que toda a minha humanidade possa também contemplar a minha luz, com ela iluminando todo o seu caminho.
Então se Jesus, ainda como Antecristo, deslocou-se da sua própria humanidade e se integrou à nossa humanidade pelo período de 4.000 anos, a fim de elaborar um plano para nos espiritualizar, agindo diretamente no sentido da sua concretização, mas apenas o estritamente necessário para que grande parte do mérito pudesse ser da nossa própria alçada, tendo em nosso meio alcançado a condição do Cristo, para assim semear no seio da nossa humanidade o amor espiritual; eu, do mesmo modo, tendo alcançado a condição do Antecristo, vou me deslocar também da minha própria humanidade e me integrar a uma outra humanidade, a que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para assim realizar esse seu mesmo papel, e lá, do mesmo modo que ele, alcançar a condição do Cristo, semeando igualmente no seio dessa humanidade o amor espiritual.
Jesus, o Cristo, conseguiu contemplar diretamente a Deus, chamando-O de Pai, pelo que se pode contemplar toda a imensidão do seu amor espiritual, mas não se integrou a Ele, preferindo retornar para a sua própria humanidade. Entretanto afirmou para todos que integram a nossa humanidade: “Alguém só poderá chegar ao Pai através de mim”. Do mesmo modo, como o meu caminho é iluminado pela sua luz, eu sei que também vou conseguir contemplar diretamente a Deus, chamando-O igualmente de Pai, pelo que assim eu vou poder contemplar toda a imensidão do seu amor espiritual, que deverá estar também contido em mim mesmo, mas do mesmo modo eu não vou me integrar a Deus, preferindo proceder assim como ele, retornando para a minha própria humanidade, pois que agora eu sei que, ao alcançar a condição do Cristo, alguém só poderá chegar a Deus através de mim.
Mas por que eu deveria retornar para a minha humanidade e não me integrar de logo diretamente a Deus? A resposta é das mais simples e revestida da mais elementar das lógicas. Ora, se eu deixei para trás a minha amizade espiritual, a fim de estender o amor espiritual que já existia em mim até à extensão do amor espiritual do Cristo, isto não é uma questão de amor espiritual, mas sim de amizade espiritual, pois o amor espiritual se relaciona diretamente com o próprio amor espiritual, assim como a amizade espiritual se relaciona diretamente com a própria amizade espiritual, pois que são produções distintas uma da outra. Neste caso, o meu relacionamento direto deveria ser com Deus e com Jesus, o Cristo, ou, ainda, com Luiz de Mattos. Assim, se eu deixei para trás a minha amizade espiritual, é porque ela já se encontra completa em mim, totalmente preenchida em meu ser. Ora, como eu deixei a minha amizade espiritual com a minha própria humanidade, e se é ela que faz emergir a solidariedade fraternal, então eu tenho que dar uma prova incontestável da minha solidariedade fraternal para com os meus irmãos de humanidade, em que esta prova consiste exatamente em renunciar estar sozinho diretamente com Deus, em detrimento da minha própria humanidade, reintegrando-me a Ele, para estar novamente integrado com todos os meus irmãos, para que assim possa conduzi-los todos para Deus. A questão então é a seguinte: ou vamos todos juntos nos reintegrar a Deus, ou então não vai ninguém, pelo menos eu não vou, por hipótese alguma, enquanto o último dos meus irmãos não conseguir as condições evolutivas necessárias para tanto, pois eu sei que não existe uma superioridade que me obrigue a tal procedimento.
E aqui eu volto a abordar o assunto que iniciei a título ilustrativo, indagando: Quem possui mais solidariedade fraterna, o papa ou este simples escriba? Quem possui mais solidariedade fraterna, os sacerdotes ou este simples escriba? Quem possui mais solidariedade fraterna, os credulários ou este simples escriba? Quem possui mais solidariedade fraterna, os céticos materialistas ou este simples escriba? Fica assim, então, inteiramente comprovado, que ainda não existe o menor indício da amizade espiritual em nossa humanidade, pois todos esses seres humanos aceitam submissos, na maior das passividades, sem qualquer reação contrária, esse pavoroso deus bíblico perverso e metido a genocida pretender exterminar ou queimar para sempre no fogo do inferno os seus próprios irmãos, através dos sofrimentos mais dolorosos.
Enquanto que somente eu, sozinho, solitário, anônimo, pobre de Jó, como dizem os bíblicos, sem receber a ajuda de quem quer que seja, pelo contrário, com todos pondo as suas próprias barreiras à minha frente, e ainda enfrentando todos os demais tipos de obstáculos, mas munido com a minha inteligência, coragem e boa vontade, tendo a pena inflamada na mão como sendo a minha única arma, travo a mais dura das guerras em prol desses meus irmãos que são considerados como sendo ímpios, assim como em prol de todos os demais, afirmando que todos têm a minha mesma importância, mas não o mesmo valor, pois que o valor o espírito adquire com raciocínio, com estudo e com sofrimento, e geralmente com sofrimentos tão dolorosos, tão atrozes, tão cruéis, tão amargos, que chegam a ultrapassar até os limites humanos, tornando-se, pois, desumanos, que por isso a própria imaginação humana jamais consegue avaliar. Isso é ou não é uma verdadeira prova da amizade espiritual? Isso é ou não é uma verdadeira prova da solidariedade fraternal?
E enquanto isso, enquanto como Pamam, o Antecristo, eu pretendo renunciar estar reintegrado a Deus ao alcançar a condição do Cristo, para que através dessa renúncia eu possa me reintegrar à minha humanidade, a fim de estar em companhia dos meus irmãos para conduzi-los pelo caminho verdadeiramente cristão, com todos se reintegrando a Deus ao mesmo tempo, os sacerdotes e todos os seus arrebanhados credulários se consideram os seres humanos privilegiados, os únicos merecedores do céu, pouco se importando se aqueles que são considerados como sendo ímpios sejam extintos ou queimados para sempre no fogo do inferno. E o que fazem para que isto não venha a acontecer? Eles dizem: mas nós fazemos de tudo para convertê-los para os nossos credos, a fim de salvá-los, mas eles não querem! Quem raciocina sabe, os sacerdotes querem arrebanhar para auferir rendimentos financeiros, e os seus credulários querem arrebanhar para agradar aos seus sacerdotes, acreditando piamente nas mentiras sacerdotais, que pintou em suas mentes a cor negra da fé credulária.
Mas, afinal, como um ser humano pode conseguir optar em seguir a um único credo entre os milhares e milhares de credos e seitas que existem espalhados por esse mundo afora de meu Deus? É por isso que os sacerdotes, astuciosa e velhacamente, afirmam que os credos e as suas seitas são os inúmeros caminhos que levam a Deus, quero dizer, ao deus bíblico. Neste ponto eles concordam uns com os outros, como não poderia ser diferente, dadas as suas astúcias e as suas velhacarias. No entanto, este é o único ponto em que eles concordam, para que a seguir passem a se digladiar uns com os outros em busca de arrebanhar cada vez mais, pois que eles querem, na realidade, é dinheiro, e muito dinheiro, nada mais que dinheiro, pois que o poder credulário exercido pelos sacerdotes em tempos idos, já se foi desde algum tempo, conservando-se apenas entre os credulários por eles arrebanhados.
Mas os seres humanos sempre põem o carro diante dos bois, como se diz comumente, pois eles relevam a importância da amizade espiritual, sem também darem qualquer atenção para a importância da solidariedade fraternal, e passam a vociferar a plenos pulmões que possuem o amor cristão, e que por isso seguem a Jesus, o Cristo, quando, na realidade, não possuem o amor cristão e nem sequer possuem ainda a amizade espiritual, pois que esta antecede àquela, como assim determina a mais elementar das lógicas, pois antes do amor espiritual tem que se fazer valer no seio da nossa humanidade toda a grandeza da solidariedade fraternal, para que assim todo o mal que existe em seu meio possa ser extinto, e não os ímpios, pois não se mata o doente para se curar a doença, extingue-se a esta, como da mesma maneira o mal tem que ser extinto, para que assim possa o bem emergir em toda a sua pujança, até que este também seja extinto, pois que não mais se faz necessário para aqueles que realmente produzem o amor espiritual.
Em face de tudo isso ainda se dizem cristãos, embora tenham assassinado ao próprio Jesus, o Cristo. E ainda dizem que eu sou o Anticristo, e caso soubessem do fato da minha vinda já se haver concretizado, que já estou presente no meio de todos eles, o meu assassinato seria ainda mais bárbaro do que o assassinato do próprio Cristo. E tudo gira exatamente ao contrário da imaginação de todos os seres humanos, pois com a exceção dos militantes da doutrina do Racionalismo Cristão, todos eles são autênticos e verdadeiros anticristãos, e somente eu, considerado como sendo o Anticristo, sou o único que é autêntico e verdadeiro cristão, pelo fato de eu seguir muito de perto os passos de Jesus, o Cristo, em razão de ser iluminado pela sua luz. E mais: todos os seres humanos deverão reconhecer que são anticristãos, para que através deste reconhecimento possam se tornar verdadeiramente antecristãos, com todos sendo meus seguidores, pois somente poderão se tornar verdadeiramente cristãos quando eu alcançar a condição do Cristo e retornar para a nossa humanidade em tal condição. E ainda mais: aquele que não procurar se posicionar na hierarquia da nossa humanidade a ser formada neste mundo, deverá sofrer as consequências do látego da verdade, através de Luiz de Mattos e dos demais espíritos de luz que integram a plêiade do Astral Superior, auxiliados pelos demais espíritos que lá se encontram.
É navegando no mar proceloso da vida neste mundo que se pode reconhecer o verdadeiro valor do timoneiro, e foi conduzindo sozinho o timão do meu barco que eu consegui navegar e cruzar a esse mar proceloso deste mundo, adentrando em águas calmas e serenas, tal como sendo o primeiro a desbravar todo o Universo, pelo menos na sua parte que em mim se encontra contido, mas ampliando a sua extensão até Deus, ao contemplar com a minha visão astral os caminhos luminosos percorridos por Jesus, o Cristo. Então eu mostrei o meu verdadeiro valor de timoneiro, o único que pode conduzir a nossa humanidade para as águas calmas e serenas do Universo, em demanda para Deus, para que assim todos possam contemplar a minha luz a iluminar o caminho de cada um, assim como a luz de Jesus, o Cristo, iluminou o meu caminho. Na minha ausência, a mesma luz deverá iluminar o caminho de cada um dos seres humanos, que é a luz de Luiz de Mattos, que por determinação expressa do próprio filho de Deus, assim dito pelo fato de haver sido o único entre todos os filhos que O contemplou como Pai, nomeou-o como chefe da nossa humanidade.
Tudo isso foi posto para que eu pudesse fazer a pergunta final: qual é então a figura de estilo que utilizei no texto do meu pensamento ℗ 140? Como nesse meu pensamento a minha intenção era evidenciar, sobremaneira, a comunicação de espírito para espírito, de inteligência para inteligência, eu procuro demonstrar o caminho a ser seguido por toda a minha humanidade, assim como também o universo que se encontra contido em cada ser humano, para que todos possam se conhecer a si mesmos, em conformidade com aquilo que Jesus, o Cristo, ensinou-me, e assim todos possam reconhecer o quanto que Deus se encontra contido em si mesmos. Assim, como Jesus, o Cristo, iluminou o meu universo, eu também vou iluminar o universo de cada ser humano.
Em sendo assim, como Luiz de Mattos representa originariamente a parte metafísica do Universo, e como eu represento originariamente a parte física do Universo, eu vou buscar na óptica a figura de estilo para a minha luz que o texto reproduz nesse meu pensamento ℗ 140, assim como também para a luz do chefe da nossa humanidade, sem alterar as suas próprias denominações originais, para que então todos possam contemplá-las por intermédio das suas próprias luzes astrais, que assim continuarão sendo denominadas de figura de difração e de figura de interferência, respectivamente. Como eu sempre procuro colocar o meu semelhante em primeiro plano, e me colocar em segundo plano, com a intenção de elevá-lo, neste caso, por uma simples questão de didática, eu primeiro expus a figura de estilo do meu pensamento, que representa a minha luz astral, e depois a figura de estilo da luz de Luiz de Mattos, que representa a sua luz astral. Assim, em função da didática, eu primeiro vou explicar a figura de difração e depois a figura de interferência.
A figura de difração pode ser considerada como sendo a minha luz astral projetada para este mundo Terra sobre os anteparos dos universos de raios luminosos que correspondem a todos os seres humanos, em que a minha luz astral vai aos poucos sendo difratada quando se é contemplada a partir dos universos mais extensos para os universos menos extensos, mas que todos podem contemplar, em sua maior ou menor luminosidade, conforme sejam as suas difrações, pois que os meus textos representam a parte física do Universo, para que assim aquele que venha a contemplar a minha luz astral em sua menor difração possa por sua vez projetar a sua própria luz astral, agora com mais luminosidade, para os seus semelhantes, e assim por diante, para que então este mundo possa ficar totalmente iluminado, sendo este o nosso primeiro grande passo para torná-lo um Mundo de Luz.
Em outras palavras, para uma melhor compreensão por parte do leitor, a difração da minha luz astral ocorre quando os meus raios de luz, em suas trajetórias retilíneas direcionadas a todos os seres humanos que se encontram habitando a este mundo Terra, não conseguem penetrar nos universos daqueles espíritos encarnados que ainda habitam os Mundos de Luz considerados como sendo materializados e opacos, e que por isso não reúnem as condições necessárias para que possam deixar passar em suas auréolas os meus raios de luz, em função das sombras em que vivem. Em sendo assim, a minha luz astral tem que ser necessariamente difratada, pois que ela pode ser contemplada pelos espíritos encarnados que habitam aos Mundos de Luz considerados como sendo de luz puríssima, que reúnem as condições necessárias para que possam deixar passar em suas auréolas os meus raios de luz. Estes espíritos encarnados devem assumir o dever de propagar a minha luz astral para os espíritos encarnados que habitam os Mundos de Luz considerados como sendo diáfanos. Estes espíritos encarnados assumem o dever de propagar a minha luz astral para os espíritos encarnados que habitam os Mundos de Luz considerados como sendo brancos. Estes espíritos encarnados assumem o dever de propagar a minha luz astral para os espíritos encarnados que habitam os Mundos de Luz considerados como sendo opacos. E estes espíritos encarnados, por fim, assumem o dever de propagar a minha luz astral para os espíritos encarnados que habitam os Mundos de Luz considerados como sendo materializados.
No entanto, nada impede que a difração se dê rigorosamente nesta ordem, pois que isto depende diretamente da boa vontade adquirida e do esforço desprendido por parte dos espíritos encarnados que se encontram postos nas classes menos evoluídas. Assim, todos os espíritos encarnados podem ser difrativos, pois que a espiritualidade permite saltos em seu processo evolutivo, para que assim todos possam ser difringentes. Ora, eu mesmo encarnei como cientista, depois saltei para saperólogo e logo após saltei novamente para ratiólogo, em apenas uma única encarnação. E tudo isto em função da luz astral de Luiz de Mattos, que iluminando o meu universo, fez com que eu pudesse contemplá-la diretamente em todo o seu esplendor, pondo-me em meu devido lugar, para logo depois seguir vertiginosamente em sua direção, até que também pudesse contemplar a luz ainda mais esplendorosa de Jesus, o Cristo, que então passou a iluminar o meu caminho, pelo que do mesmo modo eu sigo vertiginosamente em sua direção. Então a luz astral de Luiz de Mattos é uma figura de interferência, que todos devem também contemplar, procurando seguir vertiginosamente em sua direção, que também é a direção da minha própria luz astral.
A figura de interferência, então, pode ser considerada como sendo a luz astral real de Luiz de Mattos, difratada por todos os espíritos de luz que integram a plêiade do Astral Superior, e também por todos os espíritos de luz auxiliares que também se encontram no Astral Superior, que todos os seres humanos podem contemplar em sua difração, interferindo diretamente na minha luz astral, mas também interagindo com ela, a fim de evidenciar toda a sua luminosidade com a diminuição gradativa das suas refrações, para que assim possa ocorrer a iluminação direta do universo de cada espírito encarnado, em conformidade com a extensão desse seu universo, tal como se fosse um imenso calidoscópio, em cuja base apontada para este mundo ocorrem as mais diferentes cambiantes de luzes, da luz puríssima direta para luz mais opaca e para a luz mais materializada, com todas se refletindo por intermédio da luz astral de Luiz de Mattos, disposta na região mais longínqua e excelsa do Universo, ensejando uma verdadeira luminosidade neste planeta Terra.
Em outras palavras, para uma melhor compreensão por parte do leitor, a interferência da luz astral de Luiz de Mattos, caracteriza-se como sendo uma superposição de duas luzes astrais, em função da sua similaridade com a minha luz astral, acrescida de outras luzes astrais, que possibilitam a produção de raios de luz com o mínimo de difração, em relação às raiações dessas luzes que se propagam pelo espaço e pelo tempo, o que possibilita a distribuição equitativa desses raios de luz em todos os universos que correspondem aos espíritos que se encontram encarnados neste mundo, desde que tenha adquirido a boa vontade para que possam receber a esses raios luminosos.
Se dizem que Jesus, o Cristo, é o filho unigênito de Deus, e que eu sou o Anticristo, o filho unigênito de Lúcifer, então que me digam quem leva o archote da amizade espiritual em uma das suas mãos estendidas para o alto, iluminando a nossa humanidade para a prática da solidariedade fraternal, tal como a estrela da manhã, ou de um novo amanhã; e na outra mão, também estendida para o alto, a lanterna do amor espiritual, iluminando a nossa humanidade para a futura produção do amor espiritual, partindo célere em sua jornada solitária para também se tornar um verdadeiro filho de Deus, não um filho unigênito, já que todos são filhos de Deus, mas o filho que realmente pode contemplar diretamente ao Pai, assim como Jesus, o Cristo, pôde contemplar e assim do mesmo modo também O chamar. Então, que todos lancem mão da sinceridade, e me respondam com a máxima franqueza: Qual é a luz que verdadeiramente ilumina toda a nossa humanidade e que se se difrata por todo o orbe terrestre? Quais é a luz que verdadeiramente ilumina toda a nossa humanidade e possibilita a diminuição gradativa de toda essa difração? Quem na realidade é o Anticristo e quem na realidade é o Espírito Santo?
Para aqueles que lançaram mão das suas sinceridades e que conseguiram responder com a máxima franqueza com as menores das difrações, a luz que agora estão contemplando é a minha própria luz, então podem continuar me chamando de filho de Lúcifer, caso assim queiram, mas não de filho de Satanás, pois que este ser é sobrenatural, portanto, não existe, e muito menos de Anticristo, pois que este ser também é sobrenatural, portanto, igualmente não existe. Em sendo assim, que me façam o especial obséquio de procederem à troca de apenas uma letra no nome que me puseram, para que desta maneira, ao invés de Anticristo, chamem-me de Antecristo, mais propriamente de Pamam, o Antecristo, pois que esta é a posição que consegui alcançar em minha trajetória evolutiva, através do raciocínio, do estudo e do sofrimento, estando neste contido dores tão cruciais, tão cruéis, tão amargas, que a maior das imaginações não consegue supor, através de um esforço ingente e de uma imensa boa vontade, que a maior das imaginações também não consegue supor.
Então se eu sou Pamam, o Antecristo, é porque fiz por merecer ocupar provisoriamente a essa elevada posição na hierarquia da imensa organização da nossa humanidade, através do meu próprio mérito, e não através de indicação, e não através de favores, e não através de interesses mesquinhos, pois que no âmbito da espiritualidade não são permitidas tais esdruxularias. Eu sou o que sou porque me conheço a mim mesmo, conforme Jesus, o Cristo, assim me ensinou. Então eu não sou o que sou em função daquilo que pretenda ser, através de um mero e condenável interesse pessoal, considerando-me mais importante que os meus semelhantes, pois que todos têm a mesma importância, mas não o mesmo valor. Em razão disso tudo, eu sou o que sou em função do meu próprio valor é meu, do valor que é meu, somente meu, pois que eu o conquistei, fazendo por merecer, e não através do valor de outrem, pois que o valor de outrem é apenas outrem, e cada um que fique com o valor que conquistou e que fez por merecer. Assim, o valor de Luiz de Mattos é apenas de Luiz de Mattos.
Eu vou me desligar da minha humanidade e me integrar a uma outra humanidade, a que nos segue na esteira evolutiva do Universo. Mas deixo todos os meus irmãos com Deus, agora plenamente organizado perante toda a nossa humanidade, e também com o Espírito Santo, agora plenamente identificado perante toda a nossa humanidade. Recomendo, pois, que todos procurem adquirir a boa vontade para que possam se esforçar para agir com vigor em busca de evoluírem cada vez mais, para que assim possam adquirir cada vez mais valor, pois que o valor do Espírito Santo e o meu próprio valor já se encontram estabelecidos no seio da nossa humanidade, servindo como exemplos para todos os seres humanos, assim como os valores dos espíritos que integram a plêiade do Astral Superior. Após 4.000 anos eu retornarei para a minha humanidade, quando então todos os seres humanos estarão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sem qualquer mistério, com todos tendo a consciência plena desta verdadeira Santíssima Trindade.