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Geralmente quando uma pessoa não tem muitos recursos para enfrentar uma situação difícil, ou para alcançar uma finalidade almejada, tendo que apelar somente para si, para os seus próprios predicados, há um ditado popular muito utilizado para o caso, que diz o seguinte: “Ele foi com a cara e a coragem”.

Neste caso, a utilização do termo cara pode assumir o significado tanto da inteligência como das qualidades negativas que o ser humano possui e que podem atrapalhar aquilo que ele vai enfrentar, em contrapartida com as qualidades positivas que ela possui e que podem ajudar, que no caso são relevantes, quando em conjunto com a coragem, embora ele tenha, obrigatoriamente, que levar ambas consigo, talvez com o termo deixando antever ainda o sobressair um tanto do atributo da ousadia. A coragem possui o seu real significado, que é a bravura em face do perigo, a intrepidez constatada na luta, a resolução de pautar as ações com vigor e franqueza diante dos embaraços com que se depara, a perseverança em alcançar uma meta almejada por intermédio de resoluções firmes e constantes, que afastam as vacilações diante dos obstáculos que vão surgindo à frente, fazendo com que o ser humano consiga suportar tudo aquilo que venha ser aborrecedor da alma. Mas para que o ditado ficasse completo, seria necessário lhe acrescentar a boa vontade. 

Tudo isso denota que a coragem é um dos atributos mais importantes a serem conquistados pelos seres humanos, situando-se como sendo a principal pilastra que sustenta com vigor a moral e a ética dos seres humanos. Mas não é simplesmente à cara que a coragem deve estar ligada para se alcançar alguma finalidade, levando-se em consideração que esta seja nobre, mesmo com ela assumindo o significado acima. Ora, qualidade positivas todos os seres humanos têm em seus acervos espirituais, para mais ou para menos, assim como também as suas qualidades negativas.

Então, para que toda e qualquer finalidade nobre possa ser realmente alcançada em toda a sua amplitude, é preciso que à coragem sejam ligadas diretamente a inteligência e a boa vontade, para que assim, por ocasião das ações firmes e constantes, as qualidades negativas sejam combatidas e sopitadas, e as qualidades positivas sejam incentivadas e realçadas, com a inteligência se valendo destas para o alcance pleno da finalidade almejada, tendo a boa vontade como o seu combustível.

Por isso, quando Confúcio afirmou que o seu super-homem tinha que ser provido de inteligência, coragem e boa vontade estava plenamente correto, pois que assim ele estava fornecendo os ingredientes necessários ao homem para a conquista de todas as vitórias