Eu passo cada segundo da minha vida lendo o livro da vida universal, que por ser tão volumoso contém em suas inúmeras páginas todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e todas as experiências físicas acerca da sabedoria que são necessários para que eu possa reunir as qualidades exigidas para adquirir o Saber, por excelência, onde se encontra a razão da existência eterna e universal. Esta leitura é tão dinâmica, que eu não me disponho a parar de ler um só instante, pois que tenho uma sede insaciável pelo Saber, que vai aumentando cada vez mais em proporção direta ao que eu já sei.
Em razão disso, eu fico perplexo a indagar: como é que pode existir alguém tão diferente de mim, que considera por demais volumosas as minhas obras e não se digna a lê-las por completo? Meu Deus, como é que pode ainda existir em minha amada humanidade aqueles que não adquiriram em seus espíritos a sede pelo Saber, por excelência? Como é que pode ainda existir em minha amada humanidade aqueles que se dignam a viver inertes na indolência mental, sem empregarem qualquer esforço no sentido de exercitar o corpo mental?
As respostas a essas indagações eu bem o sei, mas sempre fico a repisá-las.