O espírito, quando encarnado, deve se esforçar de todas as maneiras possíveis para que consiga perscrutar a alma daquele que escreve, identificando o grau de evolução do seu espírito, para que assim consiga compreender e interpretar aquilo que ele está pretendendo transmitir, em conformidade com as suas aspirações de natureza superior, tanto dele como do escritor, que obviamente devem ser dirigidas para o bem comum de toda a nossa humanidade.
Eu já me esforcei o suficiente em minhas encarnações pretéritas para conseguir lograr a esse intento. Por isso, quando me encontro a ler uma obra de um determinado autor, a visão da minha contemplação dessa obra pode ser comparada com o ouvido de um maestro que se encontra a escutar uma apresentação musical de uma orquestra, em que esta comparação é fornecida apenas para ajudar na compreensão do leitor.
Sempre quando à medida que a minha leitura vai se desenvolvendo, eu consigo identificar plenamente o tom adotado e seguir totalmente o ritmo cadenciado da escrita do autor, inclusive acompanhando todas as suas modulações, e, se ele sai do tom, eu posso permanecer no seu mesmo tom, se ele atropela o ritmo, eu posso cadenciá-lo, portanto, se ele desafina, eu posso afiná-lo. Mas tudo isso em conformidade com as intenções do autor, as quais devem ser coadjuvantes com as minhas aspirações, que se forem benéficas poderão ter os meus ajustes necessários, mas se forem maléficas, que fique ele lá com os seus próprios malefícios, que não me interessam nem um pouco.