Nesse período, a inflação estava corroendo a nossa economia, prejudicando principalmente o poder de compra da classe trabalhadora, que via a sua renda mensal ficar defasada pelos constantes aumentos de preços. Preocupado com tal situação, eu me dispus a escrever sobre uma alternativa para acabar de vez com essa fera da inflação que prejudicava toda a nação brasileira, corroendo os salários dos trabalhadores.
Para mim, a opção mais lógica era verificar a tabela de preços das empresas, mensurando os seus aumentos praticados, quando então a média de aumentos deveria ser repassada aos seus funcionários, mensalmente, com um acréscimo de 10% sobre o percentual aumentado. Desta maneira, quanto mais aumentos as empresas praticassem em seus preços, quanto mais aumentaria a renda dos trabalhadores.
Deste modo, a inflação passaria a ser uma aliada da classe trabalhadora, que teria os seus salários aumentados sempre acima da inflação, com os trabalhadores chegando ao ponto de serem a favor dos aumentos dos preços dos produtos das empresas nas quais trabalhavam, para que assim pudessem ter os seus salários protegidos contra a inflação.
Em relação aos trabalhadores de empresas que não comercializavam produtos, como bancos e outras, e de prestação de serviços que não possuíam tabelas de preços, como empreiteiras, o aumento dos salários dos funcionários deveria ser realizado pela média dos aumentos dos salários dos trabalhadores que eram empregados nas cem maiores empresas que possuíam tabelas de preços.