São muitos os livros que enfeitam as prateleiras das bibliotecas, mas são poucos aqueles que realmente possuem um conteúdo digno de ser estudado, em face da imensa ignorância que ainda reina no seio da nossa humanidade, com toda essa ignorância sendo comandada pelas ciências, que medram unicamente na matéria, sem que os cientistas consigam atentar para o fato de que ela não existe, sendo apenas uma mera ilusão, e pelos credos e as suas seitas, que medram unicamente no sobrenatural, sem que os credulárias consigam atentar para o fato de que ele não existe, sendo apenas um mero devaneio.
Mesmo sendo uma tábula rasa, eu tinha a plena convicção de que o único livro que havia lido sobre a história da Filosofia, escrito pelos autores Umberto Padovani e Luís Castagnola, não retratavam com fidedignidade a verdadeira história da Filosofia, que tinha necessariamente que ser reescrita, mas os meus parcos conhecimentos, decorrentes da falta de leitura de grandes obras, somente me permitiam que eu considerasse apenas a esses autores. Daí a razão pela qual eu insisti em escrever a verdadeira história da Filosofia, tomando por base os seus escritos, tentando inutilmente separar aquilo que procedia daquilo que não procedia.
Como se pode claramente constatar, torna-se necessário o estudo de muitas obras escritas pelos grandes vultos da nossa história, para que se proceda a contento a separação daquilo que procede daquilo que não procede, pois que todas elas são maculadas pela ignorância, pela falta de esclarecimentos acerca dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que deveriam servir de fonte para todos aqueles que se dispõem a escrever.
A história desta nossa última e definitiva civilização deveria ser descrita tendo por base as grandes eras que se formaram no decorrer do tempo, por conseguinte a própria história da Filosofia, mas que mesmo assim esta não poderia deste modo ser descrita, uma vez que ela se encontrava mesclada com a Veritologia, o tratado superior da verdade, estando ainda com a sua denominação imprópria, sendo o termo correto Saperologia, o tratado superior da sabedoria, pois que da sabedoria ninguém é amigo, já que ela, em sendo adquirida, torna-se parte integrante do ser que a adquiriu, uma vez que se torna um sábio, para todos os efeitos. Sabendo-se que a Ratiologia, o terceiro tratado superior, coordena a Veritologia e a Saperologia.
Tanto a história da civilização como a história dos três tratados superiores, uma vez que estes não podem ser descritos em separado, pelo fato da Veritologia ser a fonte da Saperologia, e da Ratiologia coordenar a ambos, têm que ser descritos tendo por base o plano de espiritualização da nossa humanidade, que fez sobressair a sabedoria e a verdade em suas grandes eras respectivas, daí o fato de estarmos adentrando a uma próxima grande era, a Era da Razão, em que as nações que foram formadas ao final da Era da Verdade deverão se unir, irmanar-se, congregar-se, para formar uma única nação, a nação mundial.