Todos nós temos obrigações e deveres a cumprir neste planeta Terra. Mas nem todos têm uma missão a cumprir, visto que a missão é inerente somente para aqueles que já alcançaram um determinado estágio de evolução. E para que possamos honrar a todos esses compromissos assumidos em plano astral, é necessário que nos armemos com alguns elementos que irão influir de maneira decisiva no desempenho desses compromissos espirituais, principalmente no que diz respeito às suas identificações e aos seus conhecimentos em todas as suas amplitudes, e também para criarmos um estado de espírito propício para podermos iniciá-los e concluí-los.
Como primeiro elemento influenciador, temos a necessidade de nos conhecermos a nós mesmos como espíritos que realmente somos, que representa a nossa essência, como Força e Energia, propriedades que formam os nossos corpos fluídicos, que podemos denominar de perispírito ou corpo astral, e como Luz, propriedade que forma o nosso corpo de luz, em que as propriedades da Força, da Energia e da Luz formam a nossa alma, e como matéria, por assim dizer, que forma o nosso corpo material, mais propriamente o nosso corpo carnal.
O espírito, sendo a nossa essência, representa uma partícula e parte integrante do Ser Total, de Deus, do Grande Foco, da Inteligência Universal, do Criador.
A Força é a propriedade de Deus por onde nos tornamos seres religiosos ou espaciais, cuja manifestação que prepondera no ser é o poder, e por intermédio da qual desenvolvemos o órgão mental denominado de criptoscópio, cuja função é perceber e cuja finalidade é captar. A atividade básica exercida pelo ser é a religião, que tem como teor o conhecimento, cuja forma de transmissão ocorre por intermédio de teorias “a priori”, que podemos denominar de magnetismo, e cuja forma de aprender é por intermédio do estudo, sendo o espaço o seu repositório. A finalidade da atividade básica exercida pelo ser é a verdade e o principal atributo obtido é a moral, cuja natureza é permanente e cuja aplicação é individual. O elemento anterior produzido que se converte em elemento final de produção do ser no exercício da sua atividade básica é a sensibilidade, e o elemento final de produção é o sentimento. A forma pela qual o ser transmite o que produz é a vibração. A relação entre o ser e as coisas, os fatos e os fenômenos é de causa. E a finalidade do ser é atingir a onipotência.
A Energia é a propriedade de Deus por onde nos tornamos seres cientistas ou temporais, cuja manifestação que prepondera no ser é a ação, e por intermédio da qual desenvolvemos o órgão espiritual denominado de intelecto, cuja função é compreender e cuja finalidade é criar. A atividade básica exercida pelo ser é a ciência, que tem como teor a experiência, cuja forma de transmitir é por intermédio de teorias “a posteriori”, que podemos denominar de eletricidade, e cuja forma de aprender é por intermédio do sofrimento, sendo o tempo o seu repositório. A finalidade da atividade básica exercida pelo ser é a sabedoria e o principal atributo obtido é a ética, cuja natureza é temporária e cuja aplicação é relacional. O elemento anterior produzido que se converte em elemento final de produção do ser no exercício da sua atividade básica é o sentido, e o elemento final de produção é o pensamento. A forma pela qual o ser transmite o que produz é a radiação. A relação entre o ser e as coisas, os fatos e os fenômenos é de efeito. E a finalidade do ser é atingir a onipresença.
E a matéria, no modo de dizer, é apenas um elemento passivo e plasmável, formada por seres que se encontram no estágio evolutivo atômico e molecular, juntamente com os seus corpos fluídicos, em que outros seres mais evoluídos atuam, mas que somente os espíritos modelam e dão forma ao seu modo. Somente depois deste conhecimento, é que nós poderemos ter a noção exata da composição do Universo, do qual somos uma simples miniatura, já que as coordenadas universais por que passamos ficam gravadas em nosso corpo fluídico.
Como quarto elemento influenciador, temos a necessidade de estar com o pensamento sempre voltado para ajudar a nossa humanidade, ou, no mínimo, dispostos a cooperar intensamente na organização humana. Existem bilhões de caminhos que nos levam a esses objetivos. Um desses caminhos é o nosso. É o caminho que se abre quando em plano astral assumimos o compromisso de cumprir com as nossas obrigações e os nossos deveres neste mundo.
E quando também em plano astral, face às circunstâncias do processo evolutivo da nossa humanidade, assumimos o compromisso de realizar algo nos utilizando das nossas vocações e dos nossos talentos: É A NOSSA MISSÃO!
Porém, quando uma partícula do Ser Total, que até o momento de se conhecer como espírito, Força, Energia, Luz e matéria, levava uma vida atribulada e desordenada, encontra o seu caminho para ajudar aos seus semelhantes, e esse caminho, pela sua própria natureza, acelera intensamente o progresso e evita grandes males e sofrimentos para toda a nossa humanidade, é natural que essa partícula, ou seja, que esse ser, em princípio, estranhe e se recuse a acreditar naquilo que principia a ver.
É quando ele, já em guerra com os sentimentos inferiores e com os pensamentos negativos, estando se ajudando a si próprio em primeiro lugar, é atacado pelo flanco direito pelo exército da vaidade, e, ao contra-atacar, é também atacado pelo flanco esquerdo pelo exército da simploriedade. Recua, tenta se manter em equilíbrio, mas o exército formado pelos erros de sua vida pregressa o ameaça pelo flanco traseiro. Sabendo-se indestrutível, essa partícula do Ser Total considera que tem forças para avançar sozinha para frente. Tenta. E verifica que aí é o forte das forças inimigas. É aí onde estão localizados os poderosíssimos exércitos formados pela ignorância da humanidade, pela sua própria falta de conhecimentos, pelo pouco tempo em aprender tudo aquilo que considera necessário, pelas limitações do seu próprio raciocínio e da sua inteligência, pelas falsas religiões e seitas existentes inventadas pela classe sacerdotal, e tudo o mais que atravanca o progresso humano.
Ora, se de início foi afirmado que para honrarmos com os nossos compromissos assumidos em plano astral, era necessário que deveríamos nos armar com alguns elementos que iriam influir de maneira decisiva em nosso favor, então por que essa partícula do ser Total se encontra totalmente cercada e prestes a perder a guerra?
É facílimo responder. Essa partícula do Ser total ainda não se encontra com todos os elementos necessários para a tremenda luta que está travando. Falta-lhe um elemento possante que lhe dê um imenso poder de fogo. Falta-lhe uma arma que ela ache perfeita, mas que não possa manuseá-la, e que de alguma forma a leve a vitória. Falta-lhe, pois, o quinto elemento: A RAZÃO! A razão, pois, é proveniente da propriedade da Luz.
A Luz é a propriedade de Deus por onde nos tornamos seres universais, cuja manifestação que prepondera no ser é a existência eterna e universal, e por intermédio da qual desenvolvemos o órgão espiritual denominado de consciência, cuja função é coordenar, e cuja finalidade é unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto. A atividade básica exercida pelo ser é a religiociência, que tem como teor o Saber, por excelência, cuja forma de transmitir é por intermédio de teorias, e cuja forma de aprender é por intermédio do raciocínio, sendo o Universo o seu repositório. A finalidade da atividade básica exercida pelo ser é a razão e o principal atributo obtido é a educação, cuja natureza é divina e cuja aplicação é espiritual. O elemento anterior produzido que se converte em elemento final de produção do ser no exercício da sua atividade básica é a amizade, e o elemento final de produção é o amor. A forma pela qual o ser transmite o que produz é o raio. A relação entre o ser e as coisas, os fatos e os fenômenos é de causa e efeito. E a finalidade do ser é atingir a onisciência.
Como se pode constatar, sendo a razão o quinto elemento influenciador, o qual é proveniente da propriedade da Luz, ninguém pode ser capaz de manipular ao seu próprio paladar, inclusive eu, o único a atingi-la em toda a sua plenitude neste mundo, apesar de acharem que eu sou doido.