Para que se possa compreender a contento acerca das parcelas do Saber positivas, faz-se mister que antes se compreenda os reais significados dos termos positivo e positivista, para que assim não venha a ocorrer qualquer dúvida em relação ao seu real significado.
O termo positivo, proveniente do latim positivu, deve ser compreendido como sendo tudo aquilo que é evidente, que não pode admitir dúvida, sendo, portanto, indiscutível, daí a razão pela qual as pessoas o utilizam para denotar uma afirmação que caracteriza ou expressa uma confirmação, como, por exemplo, ela deu uma resposta positiva para que ele iniciasse o noivado, ou que tende a reforçar o sentido de algo melhorar, como, por exemplo, ele colocou a sua opinião de forma positiva, ou que denota ou exprime otimismo, quando há ou quando se demonstra confiança, como, por exemplo, diz-se que a pessoa é positiva, ou quando há confirmação daquilo que se procurava, como, por exemplo, o resultado do teste de gravidez deu positivo, etc.
No entanto, os estudiosos passam a utilizar o termo positivo como sendo o resultado de observações que são baseadas nas coisas, nos fatos e nos fenômenos, tendo por base a experiência, sem que saibam os verdadeiros significados daquilo que sejam realmente uma coisa, um fato e um fenômeno, vide o tópico 11.01 na categoria Prolegômenos, contida no site A Filosofia da Administração – Abrindo Mentes, assim como o que seja realmente uma experiência, por isso eles colocam o foco das suas observações apenas nos fatos, os quais julgam sejam verdadeiros.
Encontrando-se todos os seres humanos ainda na fase da imaginação, raciocinando através das representações de imagens, todas as suas observações passam a ser imaginativas, cujas observações são realizadas geralmente com os olhos da cara, e neste rol se encontram também os estudiosos, que assim passam a imaginar que as suas observações a respeito das coisas, dos fatos e dos fenômenos são certas, claras, reais, quando então passam a utilizá-las para as suas utilidades, pois que a imaginação tem também a sua gama de conhecimentos e de experiências, apesar de serem todos ilusórios, pois que atrelados à matéria, que não existe, relevando aqui tudo aquilo que diz respeito ao sobrenatural, que não passa de um devaneio. Então os estudiosos passam a considerar que esses seus conhecimentos imaginativos são todos positivos, dando origem à expressão conhecimentos positivos.
E assim, tomando por base a esses seus “conhecimentos positivos”, os estudiosos passaram a considerar que o único conhecimento válido deveria ser aquele que se baseia em fatos. Em razão disso, a imaginação deveria estar completamente subordinada às observações da “realidade” sensível e manipulável através da técnica. Em decorrência, eles abandonaram a tentativa de desprender qualquer esforço no sentido de obter o conhecimento absoluto, quer dizer, de identificar as causas dos fatos que estavam observando, limitando as suas observações apenas aos efeitos, olvidando assim da legítima relação que existe entre causa e efeito.
Pode-se, desta maneira, constatar claramente que o objetivo maior dos estudiosos era estabelecer leis, que para eles representavam as relações constantes que julgavam existir entre os fatos, ignorando completamente que as leis são espaciais, portanto, provenientes do conhecimento absoluto, que são as causas, e que os princípios são temporais, provenientes da experiência relativa, que são os efeitos. Em decorrência dessa imaginação um tanto exacerbada, surgem as leis positivas, que não apresentam um valor absoluto, isto é, metafísico, mas mesmo assim sendo elas consideradas invariáveis, no sentido de que são verificáveis em todo o Universo, onde aqui se pode constatar todo o ilogismo dos estudiosos, querendo partir deste mundo para a generalização universal, quando é justamente o contrário, devendo-se partir do Universo para este mundo, que dele faz parte integrante.
Já o positivismo pode ser considerado como sendo uma saperologia, não confundir com a própria Saperologia, que surgiu na França, no começo do século XIX, tendo como os seus principais mentores o seu fundador Auguste Comte e o seu discípulo John Stuart Mill, em que ambos eram veritólogos, cuja escola veritológica ganhou força na Europa na segunda metade do século XIX e no começo do século XX.
Mas a partir do positivismo de Comte, o conceito de positivismo passou a ter vários significados distintos, passando a desconsiderar os assuntos de âmbito transcendental e os enquadrando no âmbito científico, incorporando aos assuntos científicos diferentes sentidos, muitos deles opostos ou contraditórios entre si, daí a razão pela qual existem correntes de outras áreas que se consideram positivistas, mesmo sem conter nenhuma relação com a obra de Comte, tais como o positivismo jurídico, de Hans Kelsen, que procura reduzir o Direito apenas àquilo que está posto, quer dizer, ao seu sistema, olvidando da doutrina, cujo termo empregado para isso é positivado, para que assim possam ser utilizados os métodos científicos para estudá-lo; e o positivismo lógico, ou o Círculo de Viena, de Rudolf Carnap, Otto Neurath e os seus associados, que foi arquitetado com base no pensamento empírico tradicional e no desenvolvimento da lógica moderna, através do qual restringiu o conhecimento apenas às ciências e utilizou as verificações dos fatos para rejeitar a metafísica, não como se esta fosse falsa, mas sim como se fosse destituída de qualquer significado, comprovando assim as suas ignorâncias, o que levou esses positivistas lógicos mais proeminentes ao estudo do método científico e a exploração lógica da teoria da confirmação.
Mas para Comte, o positivismo é uma doutrina saperológica, em que nela se pode constatar claramente a filiação que existe entre a Veritologia e as religiões, pois que sendo um veritólogo, foi ele quem deu os primeiros fundamentos da parcela do Saber denominada de Sociologia, estabelecendo os seus primeiros conhecimentos, através de teorias “a priori”, formando assim um corpo de doutrina, que nesse seu contexto também assumiu alguns aspectos políticos.
Em seus principais fundamentos, o positivismo de Comte propõe os valores intrinsicamente humanos aos próprios seres humanos, contrapondo-se radicalmente aos valores teológicos e metafísicos, mas os colocando à parte em uma saperologia da história. O resultado disso é que o positivismo passa a se associar às ciências, não como se fôra uma verdadeira religião, mas cambiando para uma interpretação científica em relação aos conhecimentos, propondo uma ética humana radical, ao invés de tratar mais especificamente da moral, que foi desenvolvida na segunda fase da vida de Comte.
Assim, o positivismo passa a defender a posição de que o conhecimento científico é a única forma do conhecimento verdadeiro, pois de acordo com os positivistas, somente se pode afirmar que uma teoria se encontra correta caso ela esteja comprovada através dos métodos científicos que sejam válidos, desconsiderando a todos os conhecimentos que se encontrem ligados a crenças, superstições ou a quaisquer outros tipos de conhecimentos que não possam ser comprovados cientificamente. Deste modo, o progresso da nossa humanidade passou a ficar indissoluvelmente ligado aos avanços científicos.
O planeta Terra, que é o nosso mundo-escola, é o mundo próprio dos seres hidrogênios. Em obediência ao preceito da integração, para ele vem os demais seres atômicos e os seres moleculares, que em obediência às leis espaciais, aos princípios temporais e aos demais preceitos universais, passam a formar os mais diversos tipos de compostos, tanto os inorgânicos como os orgânicos, que os estudiosos consideram seja a matéria, em sua ilusão.
Estando desvendados os segredos da vida e os enigmas do Universo, por intermédio do Racionalismo Cristão, todos sabem agora o que realmente sejam uma coisa, um fato e um fenômeno, assim como também as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais. Estando de posse desse saber, aí sim, o termo positivo deve ser compreendido realmente como sendo tudo aquilo que é evidente, que não pode admitir dúvida, sendo, portanto, indiscutível, em função da sua clareza.
É somente por intermédio desse saber, que os estudiosos podem realmente investigar e pesquisar as coisas, os fatos e os fenômenos universais, em relação a tudo aquilo que diz respeito aos seres atômicos e aos seres moleculares, sendo convictos de que os seus estudos agora se encontram estendidos por todo o Universo, em razão dessa integração universal que se encontra posta neste nosso mundo-escola.
Assim, podemos denominar verdadeiramente de parcelas do Saber positivas, a todas as investigações e pesquisas que dizem respeito aos seres atômicos e aos seres moleculares, tanto em si mesmos como em suas relações, assim como na formação de todos os corpos, pois que tudo se tornará evidente, isento de dúvidas, indiscutível, claro, pois que as relações existentes entre causa e efeito se tornarão invariáveis. Será quando então tudo aquilo que se refere às parcelas do Saber positivas não será mais provisório, como hoje são os conhecimentos ditos científicos.
Há que se considerar que o Saber, por excelência, é apenas um só, o que implica em dizer que todas as parcelas do Saber se interligam entre si, formando um todo. E como o período de uma encarnação é ainda muito curto, esse todo que forma o Saber, por excelência, deve ser racionalmente dividido em parcelas, mais propriamente em parcelas do Saber, para que assim possa haver os seus estudos especializados, com o objetivo de aprofundar cada vez mais os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que se encontram no Espaço Superior, e as experiências físicas acerca da sabedoria, que se encontram no Tempo Futuro, pelo que se pode concluir que o espaço é metafísico, enquanto que o tempo é físico, e como o Universo é formado pelo espaço e pelo tempo, torna-se óbvio que ele tanto é metafísico como físico, onde tudo se propaga através dos fluidos.
Estando compreendido o que seja o Saber, por excelência, assim como também as parcelas do Saber, que se encontram todas interligadas umas com as outras, formando um todo, por uma simples questão de didática, de um modo simplificado, podemos considerar que as principais parcelas do Saber positivas podem ser classificadas da seguinte maneira:
- Matemática: é a parcela do Saber que estuda as quantidades, as medidas, as estruturas, as variações e as estatísticas, em que os matemáticos procuram formular conjecturas, utilizando-se dos métodos da dedução e da indução, a partir de axiomas e definições, para estabelecer novos resultados, assim como servindo como suporte para as demais parcelas do Saber. No site A Filosofia da Administração – Abrindo Mentes, ao tratar da matemática de Pitágoras, no que diz respeito à evolução dos seres, todos poderão comprovar que a Matemática surgiu por intermédio dos seres atômicos;
- Física: é a parcela do Saber que estuda os fatos e os fenômenos que dizem respeito aos seres atômicos e aos seres moleculares em si e em suas relações, em seus aspectos mais gerais, no que se refere à natureza, identificando as suas propriedades, para que assim possa descrever e explicar as relações que existem entre causa e efeito, na busca por perceber e compreender tanto os seus comportamentos naturais como os provocados em relação ao mundo ao nosso redor, notadamente o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo, que se encontram contidos tanto nos seres como também no planeta, este último contido nos fluidos, que são provenientes do Sol, para que somente depois possa estender esses estudos para os demais mundos que rolam pelo Universo, uma vez que também existe uma integração universal em outros mundos;
- Química: é a parcela do Saber que estuda a composição, a estrutura e as propriedades dos seres atômicos e dos seres moleculares, em cujos estudos devem estar inseridas as identificações dos acervos constantes dos seus corpos fluídicos, que foram adquiridos por esses seres no decorrer das suas evoluções, os quais deram origem a todos os elementos que se encontram em suas auras, que os estudiosos consideram ser os seus núcleos, tais como os prótons, que foram formados a partir dos seus corpos fluídicos, dando origem aos elétrons destinados aos fornecimentos de acervos, os nêutrons, que foram formados a partir dos elétrons recebidos de acervos, os quais se destinam aos seus corpos fluídicos, em cujo estudo deve abranger o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo que se encontram em seus corpos fluídicos e em suas auras, para que possam identificar as essas relações que possibilitam as reações químicas;
- Geologia: é a parcela do Saber que estuda a formação do planeta Terra como um todo, identificando os seres atômicos e os seres moleculares que o compõem, assim como também os seus mecanismos de formação, as alterações sofridas desde a sua origem e a estrutura que atualmente se encontra em toda a sua crosta, sendo, pois, uma parcela do Saber que se ocupa do planeta em si;
- Geografia: é a parcela do Saber que estuda os aspectos que dizem respeito à superfície da Terra, considerada na sua distribuição e em suas relações recíprocas, em função da sua habitalidade, tais como o relevo, o clima, a água, o solo, a vegetação, a agricultura, a urbanização, etc.;
- Meteorologia: é a parcela do Saber que estuda as variações dos processos atmosféricos, a fim de que possa fornecer a previsão do tempo, através dos fenômenos que ocorrem na atmosfera e as interações entre os seus estados dinâmicos, tanto físicos como químicos, em relação à superfície subjacente, tendo como foco desse estudo tudo aquilo que se relaciona com a atmosfera da Terra, que é a sua aura, estando agora os seus estudiosos cientes de que muitos dos fenômenos que ocorrem na atmosfera são causados pelos espíritos obsessores;
- Etc.
Como o planeta Terra é formado substancialmente por seres atômicos e por seres moleculares, as parcelas do Saber positivas então dizem respeito aos fatos e fenômenos que lhes dizem respeito diretamente, tanto em si como em suas relações entre si, aprofundando substancialmente os nossos conhecimentos e as nossas experiências em relação a eles, para que assim nós passamos alterar as suas formações em total conformidade com as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, posto que temos a obrigação de fazer evoluir os nossos espíritos, assim como também o próprio planeta, de modo lógico e racional, para que então possamos acompanhar o ritmo da evolução universal.
São os seres atômicos e os seres moleculares que compõem quase toda a natureza deste mundo, como podemos observar nos oceanos, nos mares, nos rios, nos córregos, nos lagos, nas chuvas, nas montanhas, nos vales, nos desertos, nos climas, e em tudo o mais que vem compondo a maior parte da natureza. E a natureza, por ser a formadora do meio ambiente deste mundo em que temporariamente os seres humanos habitam, não somente quer como exige respeito em seus relacionamentos conosco. E isto é pura ética.
Note-se que todos os seres infra-humanos vivem pacificamente com a natureza, estando a ela totalmente integrados, para nós, seres humanos, em face da nossa tremenda ignorância, ignorância esta proveniente da fase da imaginação, vivemos maculando constantemente a pureza de todos os seus locais, sem a devida consciência que esses locais foram reservados para ser os nossos habitats e os dos demais viventes.
É patente que ela, a natureza, não se importa em ser modificada em sua condição própria. Pelo contrário, ela não somente o quer como exige a modificação, mas somente naquilo que ela não tenha preparado naturalmente para oferecer aos humanos seres, por considerar que estes têm a capacidade de modificá-la e torná-la ainda mais bela e ainda mais útil, acrescentando-lhe valores que possam ser compartilhados com os próprios mentores das suas modificações e também com os demais seres, estando tudo isso em inteira conformidade com o bem comum.
Mas o que não se deve é modificar o meio ambiente naquilo que comprometa a sua preservação. É isso o que as parcelas do Saber positivas têm que levar em consideração ao tentar modificar a natureza, pois, se por pura ignorância os seus religiosos e cientistas tentarem modificá-la naquilo que ela resguarda apenas para si, irão, com certeza, alterar aquilo que ela deseja em seu íntimo preservar, e alterando aquilo que ela deseja em seu íntimo preservar, além de macularem a sua constituição, obrigando-a a se defender em causa própria, não irão obter aquilo que ela tem para com todos compartilhar, ocorrendo, então, um prejuízo mútuo, com ambos se prejudicando. E se assim permanecerem os espíritos, em guerra com a natureza deste mundo, não poderão sobreviver no futuro e organizar as suas vidas em seus domínios.
Que este fato sirva de lição a todas as nações que, no momento atual, estão poluindo a atmosfera e outros locais terrenos com os seus gases e outros elementos, provenientes das suas indústrias, que se opõem relutantemente em investir na capacitação industrial em poluir menos a atmosfera e outros locais, pela ânsia tresloucada por produzir cada vez mais riquezas e, por conseguinte, auferir os lucros decorrentes. Já bastam os sentimentos inferiores e os pensamentos negativos produzidos e jogados na atmosfera terrena, contaminando toda a sua aura.
Tanto a crosta terrestre como a sua atmosfera têm que ser descontaminada em toda a sua extensão, para que assim possa haver uma comunicação mais efetiva com os outros mundos, quando no futuro os seres humanos forem visitá-los, por intermédio do desdobramento, quando estiverem efetivamente educados. Portanto, desde logo devemos começar a envidar os maiores esforços possíveis, no sentido da espiritualização de toda a nossa humanidade.