Os deveres são encargos particulares assumidos pelos espíritos decorrentes de lições recebidas em plano astral, cujos compromissos em fazer ou não fazer têm origem na consciência e dependem do livre arbítrio, sendo destinados diretamente ao bem próprio e indiretamente ao bem comum, por isso determinantes para a ascensão na escala evolutiva espiritual.
Mas o certo é que aqui, neste mundo, ao contrário do que ocorre em plano astral, as mentes vulgares não suportam por muito tempo as lições recebidas de um mestre acerca dos assuntos veritológicos ou saperológicos sobre a vida transcendental, uma vez que fogem deles como o diabo foge da cruz, como se diz popularmente.
Quando as mentes vulgares são forçadas normalmente a ouvir assuntos de tal natureza, acontece sempre, mais ou menos o seguinte:
- A maioria passa a ser um tanto quanto ridícula, uma vez que demonstram traços de impaciência em suas fisionomias e gestos de inquietação em seus corpos, onde os olhos intranquilos são os mais afetados, porém, com muito sacrifício, conseguem permanecer por um determinado tempo ouvindo, tempo este normalmente brevíssimo, mesmo achando que o mestre seja maçante, embora não o ouse confessar, não por respeito ou admiração sobre a natureza do assunto ou do mestre, mas sim por querer demonstrar estar no mesmo nível, ou, simplesmente, por querer agradar;
- Outros, querendo sempre ser os tais, apelando de qualquer maneira, não se dão conta do quão estúpidos são e do quão ridículos também se tornam quando se dispõem a gracejar imbecilmente sobre aquilo que ignoram, ou a quererem debater o assunto de um modo ou de outro, menos do modo racionalmente lógico;
- Alguns, não aceitando por hipótese alguma, alguém que saiba mais do que eles em assuntos dessa natureza, danam-se a dar lições sobre os mesmos aos seus modos, cujos arrazoados jamais ultrapassam os universos subjetivos dos seus “eu acho”;
- E o restante sempre porfia, ou mesmo desconversa.
Conclusão: no mundo Terra tem uma quantidade bastante reduzida de mestres para uma imensa quantidade de alunos em potencial, mas, infelizmente, como aqui tudo é ao contrário do que deveria ser, nem contrariando a lei da oferta e da procura se consegue ensinar, já que, praticamente, não se tem a demanda devida para a pouquíssima oferta.
Em plano astral, na escala ascendente da evolução, por classes espirituais, existem os guias, os conselheiros, os orientadores, que podemos denominar de mentores espirituais. Esses mentores espirituais são os espíritos mais adiantados encarregados de fornecer lições aos mais atrasados sobre os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e sobre as experiências físicas acerca da sabedoria, para, por conseguinte, investirem-nos dos respectivos deveres acerca dessas lições, quando estão prestes a encarnar.
Eu, pelo meu lado, geralmente era orientado por Jesus, o Cristo, pois que ele me escolheu para ser o Antecristo da minha humanidade, e, posteriormente, o seu próprio Cristo. A procedência deste fato ficará ainda mais comprovada quando das postagens dos assuntos que se referem à obra que diz respeito à finalidade, quando todos poderão devidamente comprovar que assim como ele foi o explanador da verdade em sua humanidade, eu também o estou sendo nesta nossa, o que somente poderia ser possível através dos seus ensinamentos iluminados para a minha devida preparação neste sentido. Aliás, é de bom alvitre que se adiante de logo o assunto, todos irão também comprovar nesta mesma obra como se dará a “separação entre o joio e o trigo”, como ele assim determinou que eu procedesse.
Luiz de Souza diz que todos os espíritos encarnados no planeta Terra se encontram investidos dos seus próprios deveres, os quais são intransferíveis. Que cada qual tem o seu dever, cuja finalidade é servir de depuração para a alma. Que na maioria das vezes os deveres não são agradáveis de se cumprir, podendo ser sumamente pesados, difíceis, estafantes, exigindo uma dose de sacrifício, de renúncia e de resignação, assim como também de esforço.
Os seres humanos, porém, devem se compenetrar de que os deveres naturais não foram traçados para agradar a quem quer que seja, mas para o seguinte:
- Amoldar o ser a determinadas injunções da vida;
- Lapidar o caráter;
- Desenvolver o senso de responsabilidade;
- Ensinar a dirigir outros espíritos;
- Aprender a lidar com o próximo de temperamento desigual;
- Fazer trabalhar o criptoscópio, o intelecto e a consciência, tendo por base o raciocínio;
- Utilizar o livre arbítrio para a prática do bem;
- Aceitar a vida como ela é, modificando-a quando possível, de modo proveitoso;
- Saber tirar do dever natural imposto a lição que ele encerra;
- Evoluir o próprio ser humano detentor do dever natural, colaborando assim com a evolução humana, com a evolução dos outros seres e do próprio planeta;
- Etc., etc.
Luiz de Souza diz também que não há quem nasça sem deveres a cumprir, todos os têm nesta vida, e ai de quem se descurar deles, por isso prestem muita atenção ao chamamento geral dos espíritos posto mais abaixo. Que os seres humanos, no cumprimento normal dos seus deveres, devem dar o exemplo de operosidade, de retidão, de esmero, de esforço, de dedicação, de honestidade e de disciplina, em um sistema de colaboração e entendimento, para que os resultados sejam sempre os melhores possíveis. Que os deveres não devem ser tomados como sendo uma imposição forçada, antes precisando ser compreendidos como sendo um prêmio conferido ao direito de viver com dignidade. E que os que se eximem, por conta própria, de tomar conhecimento dos seus deveres naturais, deixando-os por fazer, cometem falta grave, pela qual responderão mais cedo ou mais tarde.
Luiz de Souza diz ainda que na classificação dos deveres que competem a cada um, já estão incluídas as escalas de ascensão aos postos administrativos em nossa humanidade, que devem ser ocupados com a razão clarividente de quem faz um trabalho conscientemente, não para se exaltar com ele, mas para dignificá-lo e enaltecê-lo. Que em qualquer posto, o ser humano precisa conservar a simplicidade, a singeleza, a expressão solidária e fraternal, visto que a confiança dos espíritos de luz que formam o Astral Superior só recai naqueles que souberem manifestar a percepção e a compreensão espiritualistas nos seus sentimentos superiores e pensamentos positivos, respectivamente. Que a ascensão aos postos chaves de direção de determinados seres humanos, astralmente preparados para isso, nem sempre se confirma, em face de interposições, diante da interferência do livre arbítrio e pela quebra na uniformidade do cumprimento dos deveres. E que esses perdem a confiança e o apoio do Astral Superior, por efeito de compromissos traídos, por simples indolência, por fraqueza moral e ética, ou por se deixarem arrastar pelas forças inferiores.
Luiz de Souza, finalmente, diz que se não fosse essa queda dos homens, acontecimento tão comum neste mundo, com evidente mutilação dos deveres naturais a serem cumpridos, o mundo seria outro e a geração presente poderia se prevalecer dos recursos espirituais para lograr uma vida de bem-aventurança, de equilíbrio, de confraternização e de felicidade.
Podemos afirmar então, que em Plano Astral existe uma imensa organização espiritual, em escala hierárquica ascendente, por isso inimaginável para os que se encontram encarnados, mas concebível para os que ingressaram no âmbito da razão, de caráter administrativo, em que não podem deixar de existir os postos hierárquicos. E que os deveres particulares assumidos pelos espíritos neste mundo, decorrentes de lições recebidas em plano astral pelos mentores espirituais, são preparatórios para a ascensão a postos mais elevados nessa organização.
Maria Cottas diz que foi o dever quem impôs disciplina aos seus atos, e assegura que somente com ele se pode ser feliz, verdadeiramente feliz. Que o dever é o que há de mais honroso na vida, pois nos devolve, com juros, tudo quanto lhe sacrificamos. E que é o único que, uma vez cumprido, dá lugar ao direito.
Maria Cottas diz também, referindo-se diretamente a alguma jovem, que quando esta era pequena e andava na escola, aprendeu muitas coisas e teve muitas lições e muitos deveres para fazer. Que com eles ganhou o direito de se encontrar, hoje, entre pessoas cultas e instruídas. Que saiu de uma escola, mas segue outra: a da vida. Que a vida é a escola sem aulas e sem bancos, mas onde há mestres desautorizados que nem sempre têm a bondade daqueles outros, onde existem deveres que, se não cumprirmos, não teremos nem sequer o direito de viver. E que todas as obrigações, todas as leis, todos os princípios, toda a moral, toda a ética, toda a consciência, e até os sentimentos e pensamentos, subordinam-se ao dever.
A notável educadora Olga B. C. de Almeida, alerta que é preciso compreender que o êxito muito rápido embota a satisfação do dever cumprido, e que os revezes é que dão forças para dominar as horas difíceis por que passamos na vida.
Umbelina Maria dos Santos Guimarães, referindo-se sobre o adágio “gozemos a vida e deixemos a alma para depois”, diz que este vem sendo o lema dos apegados à matéria, sem compreenderem que as alegrias mais inefáveis dimanam do espírito portador de uma consciência esclarecida a lhe indicar o caminho retilíneo do cumprimento do dever.
Farias Brito diz que ninguém poderá se elevar à compreensão da verdadeira noção do dever sem compreender claramente qual a significação racional da natureza. Quer ele com isso dizer que a verdadeira noção do dever só pode ser deduzida por uma concepção do todo universal, por intermédio da Saperologia, em outras palavras, tendo por base a esta explanação do Racionalismo Cristão.
Ora, se o ser humano não sabe de onde veio, o que faz aqui neste mundo e muito menos para onde irá, após a desencarnação, é lógico que também não poderá saber como proceder com consciência. Se no contexto dessa ignorância imaginar que tudo isto que lhe cerca por aqui foi feito apenas para o seu gozo, para o seu prazer, estará praticando a moral utilitária, do apetite, do instinto, como diz Umbelina Maria dos Santos Guimarães, uma vez que é a moral propriamente dita, estando coordenada com a ética, dando como resultado a educação, que fornecem todos os subsídios para que os seres humanos possam levar a vida em conformidade com a razão.
Farias Brito diz também que é da interpretação do Universo que deriva a intuição do dever, fundamento e base da ordem moral e ética das sociedades. E com esta minha explanação do Racionalismo Cristão se encontram desvendados os segredos da vida e os enigmas do Universo, com tudo que lhe dizem respeito se encontrando posto por intermédio das palavras mais simples, ao alcance de qualquer médio intelecto.
No entanto, infelizmente, em virtude de pouquíssimos seres humanos estarem cumprindo realmente com os seus deveres naturais, encontramo-nos atualmente em um monturo de sensualismo, imoralidade, corrupção, desonestidade, crimes de toda a natureza, prevaricação, degeneração, promiscuidade, ódio, intolerância, desentendimentos internos nas nações e externos entre elas, de onde derivam os conflitos bélicos, e tudo o mais que a extrema ignorância acerca da vida espiritual pode acarretar, por ser de implacável individualismo, não refreado pela consciência. Por isso, Jesus, o Cristo, afirmou que “Só a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância e levá-la ao cumprimento do dever”. Então, que breve chegue o dia em que esta civilização a se remodelar possa acolher de novo, satisfeita, o apelo kantiano ao cumprimento do dever.
Por isso, querido leitor, com base no exposto acima, partindo do princípio de que o estimado amigo já está devidamente esclarecido, uma vez que deve ter lido a obra que diz respeito aos prolegômenos, faz-se mister agora que se esclareça cada vez mais, para tanto se faz necessária a sua valiosa presença nas casas racionalistas cristãs, sem o mínimo interesse pecuniário de nossa parte, já que não somos por hipótese alguma sacerdotes, pois aqui nada pedimos e nem cobramos, para que assim, e somente assim, possam todos em conjunto proceder a uma limpeza geral deste mundo, reformando-o, formando uma corrente poderosíssima através das vibrações magnéticas dos seus sentimentos, das radiações elétricas dos seus pensamentos e das radiovibrações eletromagnéticas de ambos combinados, juntamente com outros também já esclarecidos, tanto a Deus como aos espíritos de luz que integram o Astral Superior, para que assim possam fazer a limpeza dos seus corpos fluídicos e dos seus corpos de luz, possibilitando o arrebatamentos dos espíritos atrasados quedados na atmosfera da Terra, que formam o astral inferior, transladando-os para os seus respectivos Mundos de Luz, ajudando-os e impedindo que mais males eles pratiquem, pois quem mal faz para si o faz, e, consequentemente, possibilitar a limpeza da aura terrena, que já se encontra por demais pesada, cheia de miasmas deletérios, por estar carregada de sentimentos inferiores e de pensamentos negativos emitidos pela ignorância humana.
Assim, e somente assim, como dito, pode-se preparar o ambiente terreno para que todos possam cumprir adequada e satisfatoriamente com os seus deveres naturais.
Aqueles que resolverem frequentar assiduamente as casas racionalistas cristãs e forem se destacando com as suas incumbências, deverão ser os escolhidos para fazerem parte dos trabalhos de espiritualização, esclarecimento e remodelação de toda a nossa humanidade, cuja oportunidade para ascensão na escala espiritual da nossa massa humana ora se lhes apresenta. Para tanto, deverão ser devidamente avaliados pelos moderadores deste site, através dos níveis dos seus comentários e das suas perguntas realizados.
Este é o chamamento geral a todos os espíritos que se disponham a colaborar com a nossa Grande Causa, da qual eu sou o patrono nomeado pelo Astral Superior, para que assim venha a se concretizar a tão sonhada espiritualização da nossa humanidade. Lembrem-se dos dizeres de Jesus, o Cristo: “Muitos serão chamados, poucos serão os escolhidos”.
Este chamamento geral é um dever imposto agora a toda a humanidade. Então, que cada um cumpra com os seus deveres naturais, pois que com os meus eu já me encontro fielmente cumprindo com todos eles.
Vale, por fim, repisar o claro aviso de Jesus, o Cristo: “Somente poderão chegar ao Pai, através de mim”. Como é óbvio, somente através do seu racionalismo, ou seja, da sua razão, por intermédio do Racionalismo Cristão, é que os seres humanos poderão chegar ao Pai, como assim ele chama a Deus, ao Todo, pois de outro modo tenderão a permanecer sempre na ignorância, marcando passo nas suas evoluções. E quem não atender ao chamado geral é porque é renitente, retrógrado, teimoso, atrasado, pouco evoluído, sem se dispor a contribuir com as suas ações para a evolução do meio em que temporariamente vive e habita, já que se dispõe, lastimavelmente, em permanecer na crassa ignorância em que medra, sem se dispor sequer a beneficiar a si mesmo, e muito menos ao próximo, sem qualquer vestígio de solidariedade em sua alma, e quem tende a permanecer na crassa ignorância, sem contribuir para reformar o meio em que temporariamente vive e habita, assim também tende a fazer mal aos próprios semelhantes, por isso a impossibilidade da sua permanência nos agrupamentos humanos mais evoluídos, pelo simples fato de não ser verdadeiramente antecristão, enquanto todos os demais estão se esforçando para o ser.
Que todos levem a sério a este chamamento geral dos espíritos para o cumprimento dos seus deveres naturais, pois ele não advém nem da verdade e nem da sabedoria, mas sim da razão. Como todos podem constatar, já estamos com os preparativos para o ingresso na Era da Razão.