NOÇÕES DOS ATRIBUTOS DA ONIPOTÊNCIA, DA ONIPRESENÇA E DA ONISCIÊNCIA
A partir de agora, todos os seres humanos poderão seguir livremente os seus caminhos pelo espaço e os seus cursos pelo tempo como bem quiserem e entenderem, em função da faculdade do livre arbítrio de que são detentores. Os caminhos determinados pelo espaço são únicos e individuais, por isso dizem respeito exclusivamente a cada ser humano, enquanto que os cursos determinados pelo tempo são gerais e coletivos, por isso dizem respeito a todos os seres humanos que se encontram envolvidos em cada um desses cursos.
O caminho determinado pelo espaço individualiza o ser humano, torna-o individualmente como sendo realmente único, por isso o conserva sempre sozinho, para que assim ele possa estar consigo mesmo em sua própria individualidade, em sua própria unicidade, como que na mais completa solidão que lhe é devida em sua competência, pois que assim se faz necessário, uma vez que somente em sua individualidade ele pode seguir esse seu próprio caminho pelo espaço, pois que assim o ser humano se torna imprescindível para o próprio espaço, insubstituível em todo o seu contexto, uma vez que ele jamais poderia deixar de seguir o seu próprio caminho pelo espaço, que para si mesmo já se encontrava reservado pela Inteligência Suprema, antes mesmo dele saltar do seio paterno e ingressar no espaço, antes de se individualizar, quando integrava a Inteligência Suprema, em função da sua própria existência, que sempre foi eterna, mas sendo ela agora, além de eterna, agora também espacial. E assim cada um vai seguindo o seu próprio caminho pelo espaço.
O curso determinado pelo tempo coletiviza o ser humano, torna-o coletivamente como sendo realmente vários, por isso o conserva sempre acompanhado, para que assim ele possa estar com os demais seres humanos em suas próprias coletividades, em seus próprios agrupamentos, que a Sociologia denomina de sociedade, como que na mais completa companhia que lhe é devida em sua competência, pois que assim se faz necessário, uma vez que somente em sua coletividade ele pode seguir esse seu próprio curso pelo tempo, pois que assim o ser humano se torna imprescindível para o próprio tempo, insubstituível em todo o seu contexto, uma vez que ele jamais poderia deixar de seguir o curso coletivo pelo tempo, que para toda a sua coletividade que já se encontrava reservado pela Inteligência Suprema, antes mesmo dela saltar do seio paterno e ingressar no tempo, antes de se coletivizar, quando integrava a Inteligência Suprema, em função da sua própria existência que sempre foi eterna, mas sendo ela, além de eterna, agora também temporal. E assim a nossa humanidade vai seguindo o seu próprio curso pelo tempo.
O espaço e o tempo formam o Universo.
Em seu caminho pelo espaço, o ser humano vai adquirindo cada vez mais poder, pois que ele busca através da solidão alcançar a onipotência. Em seu curso pelo tempo, o ser humano vai adquirindo cada vez mais presença, pois que ele busca através das companhias alcançar a onipresença. E em sua trajetória pelo Universo, o ser humano, quando em sua busca incessante por alcançar a onipotência, através do espaço, e por alcançar a onipresença, através do tempo, vai se tornando cada vez mais onisciente. Então a finalidade da evolução pelo Universo é o ser humano se tornar onipotente, onipresente e onisciente, pois que somente ao alcançar esses atributos ele pode retornar para o seio paterno.
Em sua trajetória evolutiva pelo Universo, que é formado pelo espaço e pelo tempo, com ambos se combinando em inúmeros e inúmeros estágios, cada ser humano, fazendo uso da faculdade do livre arbítrio que possui, pode seguir pelo seu próprio caminho espacial da maneira que bem quiser entender, tendo as seguintes opções:
1) Ficar parado em seu caminho espacial:
Ao ficar parado em seu caminho determinado pelo espaço, o ser humano poderá observar muitos dos seus semelhantes passando a caminhar céleres pelos seus próprios caminhos, que também foram determinados pelo espaço, com ele ficando para trás de todos esses seus semelhantes, sem contar com aqueles que antes já se encontravam à frente, sem que ninguém consiga intervir nesse seu caminho de natureza individual, pois que esse caminho é unicamente seu, seu e de mais ninguém. E assim, estando parado em seu caminho espacial, mas sempre limitado ao seu próprio poder já adquirido, ele consegue perceber que de alguma maneira pode lançar mão dos poderes dos demais seres humanos, em seu conjunto, pensando que a síncrese de todos esses poderes reunidos são apenas seus, e que por isso o seu poder é imenso. Assim, ele passa a querer modificar o curso do tempo, tentando fazer a coletividade pautar as suas ações em conformidade com aquilo que lhe satisfaz, ou dela tirando o máximo proveito para si mesmo. Mas acontece que o curso do tempo é determinado pela Inteligência Suprema, e somente o ser humano que Dela se encontra mais próximo pode ser capaz de indicar para a coletividade o curso do tempo a ser seguido, pois que é ele quem detém o verdadeiro poder, por estar em conformidade com a Inteligência Suprema. Na realidade, ao lidar com os poderes alheios, manipulando-os como se fossem todos seus, o ser humano se encontra como se estivesse em campo aberto criando um animal irracional de proporções gigantescas, que é alimentado pelas sobras do poder reunido, ou pelo temor a esse poder reunido. Ao menor sinal da escassez desse alimento o temor passa também a diminuir, e assim o animal irracional de proporções gigantescas toma para si todo o poder de que é detentor, deixando o ser humano com o seu próprio poder, que é ínfimo, irrisório, irrelevante, sendo insuficiente para conter a fúria do poder que se encontra na fera, que passa a pautar as suas ações contra aquele que ousou manipular as suas ações em proveito de si próprio. É por isso que se diz por aí: “Se ficar o bicho pega”. E o bicho realmente pega a todos aqueles que buscam o poder a todo o custo, apossando-se dos poderes alheios como se fossem apenas seu, utilizando-os em benefício próprio, para a sua própria satisfação.
2)Correr em seu caminho espacial:
Ao correr em seu caminho determinado pelo espaço, o ser humano não poderá observar a contento muitos dos seus semelhantes caminhando céleres pelos seus próprios caminhos, que também foram determinados pelo espaço, com ele tentando ficar à frente de todos os seus semelhantes, na ânsia por deixá-los para trás, sem conseguir enxergar aos que já se encontram muito à sua frente, sem que ninguém consiga intervir nesse seu caminho de natureza individual, pois que esse caminho é apenas seu, seu e de mais ninguém. E assim, estando a correr em seu caminho espacial, mas sempre limitado ao seu próprio poder já adquirido, ele consegue perceber que de alguma maneira não precisa lançar mão dos poderes dos demais seres humanos, pensando apenas que o seu poder é o suficiente para pautar as suas ações em conformidade com a natureza, e pensando desta maneira ele vira um ermitão. Assim, ele pouca importância dá ao curso do tempo, tentando restringir a sua convivência apenas com as coisas que formam a natureza, desde que em inteira conformidade com aquilo que lhe satisfaz, procurando dela tirar o máximo proveito para si mesmo. Mas acontece que o curso do tempo é determinado pela Inteligência Suprema, e somente o ser humano que Dela se encontra mais próximo pode ser capaz de indicar para si mesmo o curso do tempo a ser seguido, pois que é ele quem detém o verdadeiro poder, por estar em conformidade com a Inteligência Suprema. Na realidade, ao lidar com o próprio poder, o ser humano se encontra como se estivesse em campo aberto criando um animal irracional de proporções gigantescas, que é alimentado pelos poderes das coisas infra-humanas com quem ele convive e que traz para si mesmo. Ao menor sinal da escassez desse alimento em si mesmo, o animal irracional de proporções gigantescas dele se afasta, deixando o ser humano com o seu próprio poder, que é o suficiente para que ele possa pautar as suas ações com as coisas infra-humanas, mas insuficiente para que ele possa pautar as suas ações com os seus próprios semelhantes, pois que estes possuem as suas intenções em relação a praticamente tudo, enquanto que ele é praticamente desprovido de intenções, deste modo, para cada uma das suas ações, vai corresponder a uma reação por parte dos seus semelhantes, fazendo-o sofrer dolorosamente. E quando ele voltar os seus pensamentos para o animal irracional que havia criado, o bicho vem e o pega, agarrando-se firmemente a ele, e assim continua, até que as coisas que formam esse bicho dele se afastem para que possam seguir os seus próprios caminhos. É por isso que se diz por aí: “Se correr o bicho pega”. E o bicho realmente pega a todo aquele que busca o poder da maneira mais rápida, fazendo sobressair o seu poder sobre o poder das coisas infra-humanas