Quando os seres humanos se apresentam pela primeira vez em qualquer ocasião, seja ela qual for, eles sempre saem das suas próprias rotinas, esforçando-se em demasia por revisar os mínimos detalhes dessas suas apresentações, cujos detalhes vão do vestuário ao modo de se comportar, passando pelas expressões que consideram devam utilizar, e assim eles mudam os seus modos próprios de serem, pois que não ligam muito para as suas próprias originalidades. Para eles, a primeira impressão é a que fica.
Ora, a impressão é própria da imaginação, e como eu pretendo extinguir a fase da imaginação, então eu vou mudar essa máxima de que a primeira impressão é a que fica. A primeira impressão que aqueles que me rodeiam tiveram acerca de mim, através das minhas ideias, era a de que eu era doido e tudo mais que depreciava o meu modo de ser. Pois bem, quando eu for embora deste mundo, ou mesmo antes deste fato, tudo isso vai mudar, quando então todos poderá ter a verdadeira impressão de quem realmente eu sou. E assim eu vou provar que a última impressão é a que realmente fica.