Não existem duas coisas iguais no Universo. E isto obviamente também se aplica às palavras. Ora, as palavras são formadas por letras. Neste caso, eu indago: O a é igual ao b? Não. O b é igual ao c? Não. O a é igual ao b e ao c? Não. E assim por diante. Então por que é que quando as letras se juntam elas podem formar palavras iguais umas às outras, ou sinônimos, sabendo-se que o sinônimo é a palavra ou locução que tem a mesma significação que outra ou outras? No caso de ter quase a mesma significação deve ser admitido, pois o termo quase tem o significado de perto, de aproximado, o que logicamente vem ressaltar a desigualdade. Neste caso, todos os filólogos elaboram os seus dicionários de sinônimos de modo equivocado.
Em analogia, eu posso também indagar: O 1 é igual ao 2? Não. O 2 é igual ao 3? Não. O 1 é igual ao 2 e ao 3? Não. E assim por diante. Então não se pode dizer que 123 seja igual a 231 ou a 321. Igualmente, não se pode dizer que bonito seja igual a belo e nem a formoso. Em sendo assim, os filólogos devem elaborar os seus dicionários expondo o significado de cada uma das palavras, procurando inserir nesses significados os textos dos autores que possuem o mesmo significado e que contenham a palavra em questão, descartando os significados diferentes, para que depois possam expor os seus significados aproximados.