Eu procuro sempre cuidar dos meus familiares o máximo que eu posso, dando-lhes tudo de mim, mas jamais privilegiaria um deles em detrimento de outro ser humano, em qualquer situação, seja ela qual for, caso a razão não estivesse do seu lado, pois que abomino a injustiça com toda a força do meu ser, com a justiça tendo que se fazer valer em todos os setores da vida, pois que assim, fazendo justiça, eu não estou a prejudicar aos meus familiares, pelo contrário, estou fazendo ver a eles que não são os laços familiares que irão impedir que a justiça se possa fazer valer neste mundo.
Além do mais, há que se levar em consideração o fundamento da realidade da nossa existência. É certo que os laços familiares nos prendem fortemente uns aos outros neste mundo, em forma de amor, mas este amor é apenas um arremedo do verdadeiro amor, cuja origem é espiritual, portanto, o amor tem que ser espiritual, e não carnal.
Em sendo assim, caso cometamos alguma injustiça neste mundo, em virtude dos fortes laços familiares que nos prendem uns aos outros, iremos fatalmente amargar um grande dissabor quando nos depararmos com o injustiçado em nossos Mundos de Luz, ao constatarmos que lá o amor que produzimos para cada um é exatamente igual ao amor que produzimos para o outro, em conformidade com o estágio evolutivo em que o espírito se encontra. E isto nos fará sofrer bastante.
No entanto, isto não nos impede que privilegiemos os nossos familiares em situações que não ocorram injustiças, pois cá neste mundo as nossas obrigações diretas são para com eles, e não para os demais, cujas obrigações são secundárias.