Eu sei perfeitamente que sou tachado por vários dos meus conhecidos de muitos adjetivos impróprios e inadequados, principalmente pelos meus próprios familiares, mas isso nada me importa, já que para mim a opinião pública não vale sequer um vintém, ou sequer um tostão furado, como se diz popularmente, pois que toda ela é carente de fundamentos com base na realidade universal, sendo todos imaginativos, e tanto isto é verdade que até hoje eles não sabem que eu sou completamente diferente deles, em virtude das minhas experiências científicas acerca da espiritualidade, sendo eu um verdadeiro cientista, aquele a que tudo investiga e pesquisa, desprovido de qualquer preconceito, mas sendo alvo constante de todos os tipos de preconceitos, cujas experiências científicas foram absolutamente necessárias para o que eu vim fazer neste mundo Terra, missionariamente, em prol da nossa humanidade, ainda por demais carente de obras verdadeiramente espiritualistas que sejam realmente elevadas, e que possibilitem uma verdadeira revolução em seu meio, em termos de evolução espiritual, inclusive cultural.
Dentre todos os adjetivos inadequados pelos quais eu sou tachado, o mais comum e o mais utilizado é o de doido, embora existam muitos outros. Em função disso, eu vou extrapolar ao meio termo tão propagado pelo nosso valoroso Aristóteles, quer dizer, eu não vou me contentar em ser apenas um simples doido situado na faixa intermediária da doidice, mas sim bem mais do que isso, um verdadeiro doido varrido, como se diz por aí, e ainda mais que um doido varrido, um doido e meio, já que ninguém sabe, na realidade, o que seja a verdadeira doidice, portanto, a sua origem, o seu desenvolvimento e o seu final, sem conseguir mensurar assim toda a sua extensão. E como ninguém consegue mensurar toda a extensão da sua própria doidice, que é trivial e inócua, sendo toda ela proveniente da imensidão da ignorância humana, agravada pela imaginação, eu, do meu lado, consigo mensurar a extensão da minha própria doidice, e estendê-la bem mais além daquilo ao qual julgam da minha capacidade de doido, tornando-me assim, realmente, doido e meio.
E assim, como toda a extensão da doidice conhecida aqui neste mundo para mim é apenas bobagem, tendo o ser humano verdadeiramente esclarecido que se tornar doido e meio, da mesma forma toda a extensão da coragem conhecida aqui neste mundo é para mim também uma outra bobagem, tendo o ser humano verdadeiramente esclarecido que se tornar corajoso e meio, para que assim consiga de todas as maneiras extrapolar aos conhecimentos e às experiências postos neste ambiente mundano, transcendendo a este mundo, com a finalidade de conceber, formulando uma ideia precisa acerca de Deus, do Universo, da inteligência, dos atributos espirituais e de tudo o mais que tenha como fonte a verdade, estando revestido da boa vontade.
Ah! Os meus familiares e conhecidos também não se esqueceram de acrescentar também à minha doidice uma imensa quantidade de vaidade, e até de soberbia, pois que assim consideraram apropriado para as minhas ideias que lhes expus com sinceridade. E aparentemente assim pode até parecer tudo o que abaixo eu vou afirmar, caso assim julguem conveniente imaginar, pois sem sair um milímetro sequer da trilha da realidade, julgo-me capaz de ser tachado de todos os tipos de adjetivos, pois, afinal, eu os conheço a todos, e como conheço, não através de mim mesmo, mas sim através dos próprios seres humanos, que ignorantes vivem na irrealidade da vida universal.
No entanto, antes de mais nada, eu devo a todos prevenir que enquanto Luiz de Mattos se eleva ao Espaço Superior para captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, eu, pelo meu lado, transporto-me ao Tempo Futuro para criar as experiências físicas acerca da sabedoria. Assim, enquanto a minha querida humanidade vai me julgando e me adjetivando no tempo presente, eu estarei sorrindo para ela no Tempo Futuro, que para mim é agora, estando lá também à espera da sua compreensão. E quando ela conseguir me julgar no âmbito desta realidade, eu já estarei muito, mas muito mais além, sempre fora do alcance da sua compreensão. Então vão aqui as minhas afirmativas para comprovar que realmente eu não sou apenas doido, mas sim doido e meio, o que o faço da seguinte maneira:
Como já foi para todos revelado, eu sou o homem mais poderoso do mundo!
Segundo propaga toda a imprensa mundial, com o que toda a humanidade plenamente concorda, o presidente dos Estados Unidos da América é considerado como sendo o homem mais poderoso do mundo, mas estando todos completamente equivocados. Deixando de lado a instituição da presidência e considerando apenas o ser humano que a ocupa, seja um ou seja outro, o fato é que todo o poder que julgam seja dele, na realidade, não o é, uma vez que a base desse poder tem como alicerce o poderio bélico das suas forças armadas e o poderio econômico da sua economia, tudo isso amparado em uma tecnologia financiada e voltada exclusivamente para o comércio, sem qualquer preocupação com o bem-estar das demais nações, mas sim com o pleno domínio em relação a estas, em todos os sentidos, como se fossem os líderes mundiais, com o detentor desse poder puramente materialista sempre procurando exercê-lo através das ameaças de retaliações agressivas, por ser ciente da base desse poder que ora está a exercer.
Assim, ele não pode jamais ser considerado como sendo poderoso, pois que somente pode ser considerado realmente poderoso o ser humano que faz emanar de si mesmo o próprio poder, e não através de cargos, posições sociais, riquezas, ou seja lá o que for que emane de outra fonte qualquer. Na realidade, o poder é proveniente dos sentimentos superiores, que se traduzem através das ações, que por sua vez são provenientes dos pensamentos positivos. É a potência e o ato, como dizem os estudiosos.
Além do mais, o poder bélico foi muito utilizado quando das formações das nações, na fixação dos territórios inerentes a cada uma delas, para que assim houvesse uma interação cultural entre todos os povos, quando surgiram os maiores generais da nossa história, mas que hoje em dia esse poderio bélico se encontra completamente ultrapassado. E o mais importante de tudo: nos tempos atuais, jamais o Astral Superior irá permitir que o homem considerado como sendo o mais poderoso do mundo, em termos bélico, econômico e tecnológico, venha a utilizar a esse seu poder materialístico para a destruição dos seus semelhantes, ou seja, para a guerra em grande escala, assim como já houveram duas grandes guerras.
Por outro lado, caminhando sempre solitário, anônimo, sem um centavo no bolso, ausente de seguidores, pelo menos por enquanto, entregue completamente apenas à elaboração das minhas obras espiritualizadoras e esclarecedoras da nossa humanidade, torno-me nesta minha máxima simplicidade o ser humano mais poderoso do mundo, e o provo e comprovo através das seguintes indagações:
- O que é mais importante para a nossa humanidade: a pena com que se escreve para o seu esclarecimento e para o seu bem, ou a arma mais mortífera de todos os tempos que se utiliza para o seu mal?
- O que é mais importante para a nossa humanidade: as ações solitárias da pena voltadas para o bem, ou as ações coletivas das armas bélicas, do poderio econômico e da tecnologia voltadas para os próprios interesses, portanto, para o mal?
- O que é mais importante para a nossa humanidade: os esclarecimentos espirituais de todos os seres humanos destinados ao bem comum de todas as nações, através da produção da amizade espiritual, ou o negrume da ignorância tecnológica financiada e reservada para o enriquecimento apenas de alguns poucos?
- O que é mais importante para a nossa humanidade: o esforço empregado para se estabelecer um único Estado Mundial no planeta, ou o esforço empregado para que somente uma única nação, acompanhada de outras com a mesma finalidade, lidere as demais nações através do poderio bélico, econômico e tecnológico?
- Quem, então, é o mais poderoso: o simples e solitário que com a sua pena revoluciona o meio, estabelecendo a paz, a harmonia, a ordem e o progresso, promovendo assim a felicidade geral de toda a nossa humanidade, através do esclarecimento espiritual no âmbito universal, ou o garboso e pomposo que acompanhado das suas forças armadas, dos seus recursos econômicos e da sua tecnologia materialísticos agrava ainda mais o meio, estabelecendo a guerra, a desarmonia, os conflitos e as desordens materiais, promovendo assim a infelicidade geral de toda a nossa humanidade?
- E afinal, quem é realmente o mais poderoso: o senhor da paz e unificador de todas as nações, ou o senhor da guerra desunificador de todas as nações, que cuida apenas dos seus próprios interesses?
Ninguém, mas ninguém mesmo, pode se tornar poderoso para a guerra e para os interesses próprios, em detrimento dos interesses dos demais, que devem ser coletivos e extensivos a todos, caso não esteja sob o comando dos espíritos obsessores quedados no astral inferior para atender às suas ordens belicosas, impostas através das más intuições, salvo quando a sua própria nação é atacada, quando então a nação agressora faz do seu líder obsedado e agressor o seu homem poderoso, e dos seus liderados os homens ignorantes, além de tremendamente estúpidos.
Ninguém duvida que a maior descoberta de todos os tempos da nossa humanidade foi a escrita, pois foi através dela que se conseguiu todo o progresso obtido até hoje. Por isso, vai ser justamente por intermédio da escrita, que eu, na qualidade do ser humano mais poderoso do mundo, vou obter a paz e a espiritualização de toda a nossa humanidade, ensejando a que haja um progresso como jamais imaginado ou mesmo concebido.
E, ao contrário do presidente dos Estados Unidos da América, todo esse poder emana de mim mesmo, do meu espírito, dos meus sentimentos superiores e dos meus pensamentos positivos, sendo a pena a minha grande arma, invencível, pois que é justamente através dela que se revelam as mentalidades, uma vez que a base desse meu poder, diferentemente do homem considerado como sendo o mais poderoso do mundo, tem como alicerces a verdade, a sabedoria e a razão, as quais não podem ser manejadas e nem manipuladas, assim como são as armas bélicas, através dos treinamentos militares, mas sim utilizadas com inteligência, coragem e boa vontade, como desta maneira Confúcio, uma das encarnações anteriores de Jesus, o Cristo, identifica as qualidades do seu super-homem.
Em decorrência, além do mais poderoso, eu também posso afirmar ser o ser humano mais inteligente, corajoso e de boa vontade deste mundo. E agora podem aqui acrescentar à vontade a adjetivação de vaidoso, soberbo, e outros mais, tantos quantos queiram, pois nada disso me importa, e muito menos me abala, já que apenas a minha inteligência, a minha coragem e a minha boa vontade, estando assim reunidas, poderiam ser capazes de explanar a doutrina da verdade, uni-la, irmaná-la, congregá-la, com a sabedoria, e com ambas adentrar no âmbito da razão.
Eu, eu mesmo, este anônimo, simples e solitário, que ora se encontra rabiscando os seus Rascunhos & Pensamentos, que, além disso, ainda vai fixar os seus ideais fixados no seio da nossa humanidade, que são os mais elevados, como jamais visto por quem quer que seja, para que assim todos os seres humanos possam se tornar antecristãos, pois que atualmente são todos anticristãos, e não cristãos, como assim muitos se consideram, com a exceção dos racionalistas cristãos, que já se depararam com a verdade, mas que ainda não possuem a mínima noção acerca da sabedoria, para que assim todos possam evoluir de maneira acelerada em direção a Deus, o Verdadeiro, o Todo, que é a Inteligência Universal, não o deus bíblico e outros, até conseguirem formar um Estado Mundial, através da produção da amizade espiritual, o prenúncio do amor espiritual, que faz surgir a solidariedade fraternal, prosseguindo assim com consciência nas suas jornadas evolutivas, com toda a nossa humanidade formando uma só nação, pois o que eu mais busco é a igualdade espiritual entre todos os humanos seres que aqui ora habitam.
Será justamente aqui onde me encontro, meus companheiros de humanidade, em tempo futuro, quando da formação da Nação Mundial, ou mesmo antes, ou até bem antes, que surgirá a oportunidade para que todos vocês consigam me julgar com realismo, então poderão saber quem realmente é o doido e meio, portanto, quem realmente é o mais inteligente, o mais corajoso e o de maior boa vontade entre todos os integrantes da nossa humanidade, por conseguinte, se sou ou não sou vaidoso, soberbo, ou seja lá o que for, ou, apenas realista.
E será também justamente aqui, meus companheiros de humanidade, em tempo futuro, que vocês poderão observar o meu sorriso franco e sincero projetado para daqui a 4.000 anos, não de simples satisfação, não de simples alegria, e muito menos por se comprovar as minhas afirmativas, pois não sou assim dado a esse tipo de satisfação, de alegria e de simples comprovação, mas sim de plena felicidade, pelo fato da minha mais que amada humanidade haver alcançado ao seu desiderato, pronta para ser realmente cristã, quando então poderá produzir o amor espiritual.
Então eu retornarei da humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para onde me desloquei, em cumprimento às determinações de Deus, cujas determinações são inerentes ao instituto do Cristo, para a minha própria humanidade, já na condição do nosso Cristo, tendo cumprido o meu dever para com essa humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, dando assim a devida continuidade ao instituto do Cristo, extensiva a todas as humanidades, que então deverá se perpetuar por todo o sempre. É lógico que nessa ocasião vocês não me compreenderão, mas eu saberei me fazer compreender, pois estando todos preparados para a minha volta, estarão também preparados para serem conduzidos de volta para o nosso Criador, para o verdadeiro Deus, para a Inteligência Universal.
Mas como eu sou realmente o mais poderoso, o mais inteligente, o mais corajoso e o de maior boa vontade em toda a nossa humanidade, é lógico que eu sou plenamente consciente de que estas minhas afirmativas devem machucar tremendamente o ego das mentes daqueles que se julgam simples e humildes, que nestas suas condições aparentes reprovam as minhas afirmativas. Então eu devo indagar a esses seres humanos que se consideram simples e humildes, o seguinte: é correto falsear a realidade posta neste mundo para que assim se possa demonstrar a simplicidade e a humildade? É correto pôr de lado a sinceridade para se mostrar simples e humildes?
Ora, eu sou o que sou, não como assim afirma o deus bíblico, que não passa de um espírito ignorante e atrasado quedado no astral inferior, mas porque me esforcei mais do que qualquer um para alcançar o estágio evolutivo em que atualmente me encontro, por isso sou um espírito de luz, um espírito integrante da plêiade do Astral Superior, por justo merecimento, pois que fiz por onde merecer, sendo este merecimento mérito apenas meu, e de mais ninguém, dada a minha tremenda luta para me ajudar a mim mesmo, em primeiro lugar, e depois mais outra tremenda luta para ajudar à minha humanidade, como Jesus, o Cristo, assim me ensinou, do mesmo modo como também ensinou a todos os demais seres humanos.
Caso o objetivo destes rascunhos e pensamentos não fosse outro, eu iria aqui explanar com a devida exatidão o que sejam realmente a simplicidade e a humildade, para que os que se julgam detentores desses atributos pudessem aprender a ser realmente simples e humildes, sem medo de assumir as suas posições conquistadas, receosos de ferir a esses atributos que julgam haver conquistado, falseando assim a realidade posta em relação ao processo evolutivo, sem que assim consigam ser realmente sinceros.
Não se demonstra a simplicidade e a humildade falseando com a realidade, pois assim o que mais se pode demonstrar é a insinceridade, além do medo da opinião pública!
Para ser realmente o homem mais poderoso do mundo, torna-se absolutamente necessário que o ser humano seja dotado de inteligência, coragem e boa vontade, que devem estar desenvolvidas na mais elevada das extensões, para que assim possa se tornar o super-homem de Confúcio, o espírito mais evoluído entre todos que encarnaram neste nosso mundo-escola. É por isso que ser apenas doido, não me convence, tendo eu que ser doido e meio, pois que inteligência, coragem e boa vontade eu não tenho apenas acrescidas de meio, mas sim do suficiente para cumprir com a minha árdua missão neste mundo.
A árdua missão a que me propus cumprir na Terra em prol da minha humanidade, caso fosse um milímetro mais complexa, estaria fora do alcance da minha capacidade realizadora, então eu não iria me dispor a realizá-la. Mas assim não foi, com ela sendo definida dentro dos parâmetros da complexidade por mim idealizados, estando dentro do alcance da minha capacidade realizadora, exatamente nos seus limites, nem um milímetro para cá e nem um milímetro para lá. Como se pode constatar, eu evoluo exatamente dentro dos meus limites máximos de realização, pois que não posso perder um segundo sequer, não em função de mim mesmo, mas porque o ritmo da evolução universal imposto por Deus para todas as humanidades assim o exige de mim, pois que agora sou um ser universal.
Então eu vim para este mundo Terra. Mas vim para cumprir com a minha missão, e não para falhar, pois não admito que a minha humanidade corra o risco de ser mais uma vez extinta e obliterada da face terrena, tendo que recomeçar outro processo civilizatório. Além do mais, eu não sou parecido nem um pouco com Martin Luther King, que se limita a proclamar perante todos “I have a dream”, quer dizer, eu tenho um sonho, e muito menos com John Lennon, que se limita a imaginar se o mundo fosse assim, ou assim outro, em sua canção, que por sinal é muito bela, pois eu não sou dado a sonhos e nem a simplesmente imaginar. Meus companheiros de humanidade: eu faço! Nem que despedace o meu corpo carnal e saia com a alma sangrando de tanto padecer por ferimentos morais. Mas eu faço!
Para tanto, eu não preciso de companheiros revestidos de aflições e indecisões, que somente iriam me atrapalhar, em face dessas suas aflições e indecisões, por conta dos obstáculos que teríamos pela frente, que os fariam vacilar em quase todos os instantes. E eu não sou dado a aflições, nem a indecisões e muito menos a vacilos, pois a minha inteligência trabalha principalmente sob os comandos da minha coragem e da minha boa vontade, por conseguinte, indo para onde estas apontam, que é sempre o meu caminho a ser seguido. Além do mais, a falta de visão do tempo futuro, a descrença na nossa própria humanidade e o ceticismo na possibilidade da construção do mais valioso edifício social a ser erguido neste mundo, alicerçado na verdade, na sabedoria e na razão, sendo ele arquitetado pelos meus ideais, fariam com que companheiros de aflição se tornassem um fardo a mais para eu carregar sobre os meus ombros, ensejando a que eu, fatalmente, deles me afastasse, pois que necessariamente eu teria que optar pelo todo humano, uma vez que todos os seres humanos são também meus companheiros na minha jornada evolutiva.
Se muitos dos grandes espíritos não se dispõem a encarnar neste mundo para cumprir as missões mais simples, rigorosamente dentro das suas capacidades de realizações, até com certa folga, o que mais eu posso dizer em relação a esta minha missão, posta no meu limite máximo de realização? É ou não é uma demonstração de extrema coragem? Ou de uma coragem praticamente sem limites, como assim afirmaram os nossos valorosos Antônio Cottas e Luiz de Souza?
Esta minha coragem, é a coragem verdadeira, pelo fato de ser demonstrada no âmbito da espiritualidade, através da maior de todas as lutas, que é a luta do pensamento, mas que ainda se encontra fora do âmbito da compreensão humana.
Então eu vou demonstrar a minha coragem através da tremenda luta que venho travando neste mundo, para que assim possa se fazer eco na compreensão humana, por intermédio de uma verdadeira guerra, não dessas guerras banais e estúpidas travadas entre as nações, ou mesmo nessas guerras ainda mais banais e estúpidas travadas no seio das próprias nações, que são as guerras intestinas, entre dois exércitos que se declaram inimigos um do outro, por conta dos seus falsos líderes. Mas sim, na tremenda guerra do pensamento, quando o Astral Superior me colocou sozinho, sem qualquer exército e sem qualquer ajuda, no antro do inferno, para que lá eu travasse um luta mortal contra Satanás e todo o seu exército de demônios, através de uma tremenda gnosiologia ─ proporcionadora da reflexão em torno da origem, natureza e limites do ato cognitivo, em função do sujeito cognoscente em relação ao ato cognitivo ─, quando eu, nesse momento, sem qualquer temor, o mínimo que fosse, considerando-me como sendo o último dos anjos de luz enviados do céu, o que o era na realidade, já que o último veritólogo já tinha vindo, que havia sido Luiz de Mattos, sendo eu o último dos saperólogos que aqui se encontrava, em que esta era a última oportunidade para que a nossa humanidade não viesse a ser novamente extinta e obliterada da face da Terra, provoquei ao próprio Satanás, em pessoa, para o início do combate mortal, no ímpeto de me assenhorar do inferno e, por conseguinte, salvar a todos os seres humanos da extinção. O que ocorreu da seguinte maneira:
Eu estava me dirigindo para a casa racionalista cristã, filial de Fortaleza – CE, juntamente com a minha querida mãezinha, dirigindo o seu veículo, quando de repente tudo começou a girar ao meu redor, alterando toda a realidade em que me encontrava, como se eu estivesse sido posto realmente no inferno, sozinho, com a missão de derrotar a Satanás e a todos os seus demônios, sem qualquer ajuda de quem quer que fosse.
Nessa gnosiologia por que estava passando, a minha mãe para mim era o próprio Satanás em pessoa, e todos os demais seres humanos eram os seus demônios, como assim serão todos tratados no início desta minha narrativa, por questão de simples didática.
Deixando de lado os demônios, eu me dirigi primeiramente para o próprio Satanás, desafiando-o para um combate mortal. Ele então sorriu para mim e com as mãos começou a me acariciar. Mas como o Satanás tinha a fama de ser mentiroso, falso, cínico, ardiloso, matreiro, e tudo o mais do gênero, além de ser traiçoeiro e cheio de armadilhas, eu passei a insistir um pouco mais nas provocações para o combate mortal, estando devidamente preparado para qualquer ataque de surpresa, dando-lhe umas duas ou três bofetadas no rosto, sem qualquer violência, mas com firmeza, para que assim ele viesse a reagir e a aceitar o combate mortal. Mas tal não ocorreu, continuando ele a sorrir para mim e com as mãos continuando a me acariciar. Supondo que Satanás não iria de modo algum aceitar ao meu desafio para o combate mortal, deixei-o de lado e me dirigi diretamente aos demônios, com o intuito de que todos viessem a me obedecer, reconhecendo-me como sendo o senhor do inferno, em lugar de Satanás.
A minha máxima pretensão era modificar por completo o antro do inferno e resgatar a todos os anjos que lá se encontravam decaídos.
O primeiro demônio a quem me dirigi era na aparência o mais forte de todos, que se recusou a obedecer ao meu comando, quando então eu lhe desferi um forte soco na face, indo ele ao chão. Ao se levantar, ele me observou um tanto temeroso, indeciso, principalmente porque eu não havia continuado com a agressão, nem quando ele caiu e nem quando ele se levantou. A seguir, eu o desafiei para que me agredisse, no intuito de lhe provar que nada poderia me afetar, pois que eu havia relevado a existência do meu corpo humano, como se não me encontrasse encarnado. Ele então tomou impulso e me desferiu um forte soco na face, cujo impacto em nada me abalou, nem sequer eu retrocedi, ou mesmo movimentei a cabeça para trás, era como se ele tivesse atingido a uma rocha, tanta era a energia que estava contida em mim. Desafiei-o a me agredir novamente, mas desta vez, após a agressão, ele iria sofrer as terríveis consequências desse seu ato. Nessa ocasião, um outro demônio solicitou que ele não mais fizesse isso.
E assim, eu deixei esse grupo de demônios e passei a acompanhar aos demais demônios que se encontravam transitando ao meu redor, bradando para todos o quão ridículo era o fato deles ficarem acompanhando os seres humanos em seus afazeres no cotidiano da vida. Em seguida, eu me dirigi ao prédio onde morava, mas sem reconhecê-lo como sendo o local da minha residência, e, no estacionamento, eu subi em um dos carros estacionados, desafiando a quem quisesse se dispor a disputar comigo um combate mortal, mas nenhum demônio aceitou o desafio. Subi ao apartamento onde lá se encontravam a minha esposa e a minha filhinha, mas estranhamente eu não as considerei como se fossem demônios, mas afirmei para a minha esposa que agora eu era o senhor de tudo, e caso ela duvidasse eu jogaria a nossa filhinha do alto do prédio. Mas ela não duvidou de mim, mesmo porque, estando intensamente apavorada, não iria duvidar, pelo menos em palavras, pois sabia que eu realmente iria cumprir o prometido, em caso de qualquer dúvida a esse respeito. Nesse momento, o meu grande amigo José Maia havia adentrado ao apartamento para me dar o apoio que ele mesmo julgava necessário, mas eu não dei tanta importância à sua presença.
A gnosiologia havia chegado ao seu final.
Mas no meio de toda essa ocorrência, haviam chamado a polícia, que atendeu prontamente ao chamado, quando então me conduziu a um hospital psiquiátrico, pondo-me as algemas, pois que os policiais imaginavam que se tratava de um surto psicótico.
Nessa ocasião, eu me encontrava plenamente ciente de que estava cumprindo com algum procedimento inerente à minha estada neste mundo Terra, por isso não poderia haver qualquer constrangimento de minha parte, apenas submissão às vicissitudes da vida por que teria inevitavelmente que passar. Sim, eu sabia que isso era realmente necessário para o cumprimento da minha missão neste mundo. E foi assim que eu fui conduzido para a viatura policial: de fronte erguida; não me importando com aquilo que todos os presentes estavam pensando ao meu respeito, pois isto era o de menos.
Suponhamos agora que um outro ser humano qualquer, um adepto ao sobrenatural ou não, fosse posto nesta mesma situação em que fui posto, considerando-se realmente sozinho no inferno, à mercê de Satanás e dos seus demônios. Qual seria a sua reação? Nem pensar.
Mas o fato é que todos passaram a imaginar que eu havia dado uma surra em minha querida mãezinha, quando, na realidade, nela eu não bati, nem severamente, pois que para mim estava desafiando ao próprio Satanás para um combate mortal, dando-lhe umas duas ou três bofetadas, sem qualquer violência, mas com a firmeza própria do homem varonil. O que eu deveras lamentei foi o fato de ninguém, nem mesmo um dos meus familiares, haver tomado a iniciativa de me indagar sobre o acontecido, considerando como se houvesse sido realmente um surto psicótico. Assim, eu não pude explicar o real acontecido, tendo que absorver em minha própria alma a todo esse tremendo abalo moral.
Para mim tudo isso era real, e assim deveria ser, pois que era obra do Astral Superior. A pergunta que agora não quer calar é a seguinte: por que eu não agredi a minha própria mãe com violência, considerando que ela era o próprio Satanás? A resposta se encontra em mim mesmo, que foi justamente em função da minha ética, pois que um verdadeiro guerreiro não ataca ao seu inimigo quando este não lhe oferece combate, dando-o simplesmente por vencido, após comprovar a sua inércia e a sua não reação tardia, e não no Astral Superior. Este sim, agiu no sentido de que a minha mãe não ousasse me atacar, não reagindo às minhas provocações para o combate mortal, para que então as consequências não viessem a ser funestas.
Mas alguns ainda podem se encontrar em dúvida, perguntando a si mesmos se isso realmente foi uma gnosiologia, sob os auspícios do Astral Superior, ou se não foi uma tremenda obsessão sofrida por parte do astral inferior. Então vamos ao esclarecimento, para que assim a dúvida não venha a prosperar.
Antes de mais nada, eu devo informar que Platão, que foi a encarnação imediatamente anterior à encarnação de Jesus, o Cristo, afirmou que nenhum mal pode ocorrer àquele que quer o bem da nossa humanidade, o que se aplica diretamente a mim, pois que a sua afirmativa se encontra no singular, e não no plural. A prova disso é que o Astral Superior me livrou de uma armadilha armada pelo astral inferior para me desencarnar, quando, certa vez, eu dei um corretivo na minha ex-cunhada, e, hora depois pós o acontecido, eu parti em grande velocidade em uma potente motocicleta que possuía, atingindo aproximadamente a uma velocidade de 130 km/h, quando, de repente, eu avistei um veículo parado exatamente no meio da rua, a apenas uns quatro ou cinco metros adiante, nesse exato momento, a motocicleta arrodeou o veículo, ultrapassando-o, sobrepondo-se à lei da gravidade, sem que nada eu houvesse feito para tanto, pois que era humana e fisicamente impossível tal ultrapassagem, em termos materiais. Pode-se concluir, então, que foi uma ação do Astral Superior e que ele se encontra sempre me assistindo. Mas esta história eu narrarei em páginas outras.
Note-se que para mim a minha mãe representava a figura do próprio Satanás, e ela era médium de incorporação, como assim militava na casa racionalista cristã filial de Fortaleza – CE, nas sessões públicas. Caso tivesse sido isso obra do astral inferior, vendo na minha aura esse pensamento, os espíritos obsessores se utilizariam dos fluidos da médium para que realmente eu visse uma figura horrenda, tipo Satanás, e assim, mesmo que a minha mãe não reagisse, eu a liquidaria, pois teria a certeza de estar frente a frente com o chefe dos demônios. Em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, as páginas 172 e 173, Luiz de Mattos nos esclarece acerca desse fato espirítico, quando afirma o seguinte:
“… quem se abalou para ir a Belém para falar com o espírito da filha… Poderíamos dizer-lhe que, apesar de Tomé, nada o autoriza a afirmar que falou com a filha. Foi, sim, muito bem ludibriado, porque o espírito que o médium recebeu e que lhe traçou a biografia e os traços característicos da que foi sua filha, nada mais fez do que, orientado pela imagem gravada na aura do consulente, transformar-se no corpo astral da filha e transmitir-lhe palavras que o pensamento dele, pai, revelavam (grifo meu).
Vendo o corpo astral, apalpando-o e falando-lhe, tudo se deu através da materialização do espírito atuante, que para isso se serviu do fluido do médium e do consulente (grifo meu); e este, em grande estado de emoção avassaladora, prestou-se a dizer ter visto o que não viu, apalpado o que não apalpou, e falado o que a sua retina mental em delírio concebeu”.
Portanto, foi a minha elevada ética que salvou a vida da minha querida mãezinha, pois o tanto que Luiz de Mattos possui de moral, eu possuo igualmente de ética, e somente a moral e a ética estando coordenadas, podem fazer do ser humano um espírito verdadeiramente educado, e somente aquele que é verdadeiramente educado pode se universalizar.
E tendo exibido a prova provada de que não se tratava, por hipótese alguma, de alguma peça arquitetada pelo astral inferior, cuja prova provada é dirigida também aos racionalistas cristãos, os quais se julgam, equivocadamente, como sendo seguidores da verdade, mas que não são, pois ignoram que ela é a fonte da sabedoria, a quem devem seguir, e a quem realmente seguem, mas que temem aos espíritos do astral inferior quase da mesma maneira como os credulários temem ao próprio Satanás. Além do mais, tudo de mal que acontece aos seres humanos é para eles fruto de perturbações, sendo todas estas provocadas pelo astral inferior, do qual eles são os únicos conhecedores cá neste mundo, já que os demais seres humanos ignoram totalmente a sua existência. Mas acontece que tanto os racionalistas cristãos como os demais seres humanos ainda não conseguem discernir com exatidão as inúmeras nuances que se encontram contidas tanto no bem e como no mal, sendo por isso que existe um velho ditado: “Não existe um mal que não traga um bem”.
Então, que vocês, racionalistas cristãos, e que logo se tornarão antecristãos, prestem bem atenção ao que vou lhes dizer: caso não fosse a minha mais extremada ética, assim como era extremada a moral de Luiz de Mattos, com toda a certeza eu teria liquidado a minha querida mãezinha, já que para mim ela era o próprio Satanás em pessoa, que havia assumido a sua forma para me confundir, sendo assim que eu pude demonstrar toda a minha ética para toda a humanidade, pois não se liquida a quem não oferece combate, tendo sido esta demonstração ética se realizado de uma maneira inimaginável pelos seres humanos. Ora, não é um fato que Luiz de Mattos demonstrou toda a sua moral através da própria gnosiologia por que passou? Se ignoram essa gnosiologia, então em outra ocasião oportuna eu a revelarei.
No entanto, vocês que hoje ainda são racionalistas cristãos estão de parabéns por terem dado continuidade à obra de Luiz de Mattos. Mas me desculpem a franqueza, embora vocês estudem com afinco as obras doutrinárias racionalistas cristãs, pouco ou quase nada sabem a respeito da espiritualidade, principalmente porque ainda pensam que o Universo é composto de Força e Matéria, quando não o é, por hipótese alguma, já que a matéria não existe. Além do mais, vocês ainda não possuem a capacidade intelectiva de interpretar a tudo lendo nas entrelinhas, e de tudo formando um contexto próprio, racional, lógico, autêntico, que contenha um método, um sistema e uma grande finalidade.
Sobre esta última me respondam: qual é a finalidade do Racionalismo Cristão? Ora, vocês não sabem, não fazem sequer a menor ideia, e o que é pior, nem sequer tentaram investigar e pesquisar para descobrir a sua verdadeira finalidade, uma vez que não são saperólogos, e até os veritólogos estão ainda muito longe disso, quanto mais os religiosos e cientistas. E agora eu faço a seguinte pergunta: se o Racionalismo Cristão foi fundado em forma de doutrina, onde se encontra o seu sistema? Ora, se vocês não fazem a menor ideia do que seja uma doutrina, é lógico que também não fazem a menor ideia do que seja um sistema, quanto mais do que seja um método, que também deve ser utilizado para que o Racionalismo Cristão se torne completo.
Então observem com bastante atenção o seguinte: caso esse quadro tivesse sido arquitetado pelo astral inferior, eu fatalmente teria desencarnado a minha própria mãe, e aí sim, eu seria realmente um doido, um obsedado, mas tal fato não aconteceu. Sabem por quê? Porque eu sou doido e meio. Fica bem assim, ou querem mais. Se querem mais, eu atendo prontamente a esse querer. Pois bem, além do dito da provação mais acima, de que o astral inferior não tem tal poder sobre o meu espírito, eu vou fornecer mais outra razão desta minha gnosiologia não haver sido arquitetada por espíritos inferiores, tirada das próprias palavras de Luiz de Mattos, o fundador da doutrina do Racionalismo Cristão, para que assim não haja a menor dúvida em relação ao fato, quando em sua grande obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, as páginas 266 a 268, tratando acerca do assunto, ele afirma o seguinte:
“A transfiguração, meu Gustavo, é palavra velha empregada para encobrir a ignorância, não exprimindo, realmente, o que vós todos quereis que exprima, porque é impossível, por ser contrária às leis naturais.
O ser humano não se transforma em seu corpo físico, e erra quem tal afirme. O corpo físico, porque é físico, matéria organizada, só de 7 em 7 anos se altera, e no correr dos anos é que vai se modificando.
O caso é outro. Todos vós ouvis cantar o galo, mas não sabeis onde. Atentais, pois, agora, para a explicação real dessa irreal transfiguração.
É certo que tudo nos vem de fora e vive fora de nós. É certo também que os seres humanos são médiuns intuitivos, e podem se tornar, se quiserem, médiuns desenvolvidos, portanto máquinas ao serviço das forças inferiores invisíveis (espíritos) que neles atuam quando querem, e deles, médiuns, fazem o que lhes apraz, quando são da força do sr. Lameira, completamente obsedados.
Nesse estado de mediunidade animalizada, o médium se presta, facilmente, para qualquer espírito atuar nele, e com o auxílio da vida anímica, (fluido nervoso) do dito médium, forma o seu corpo astral, o corpo do espírito evocado, de maneira que a pessoa ou as pessoas conhecidas o vejam.
Quer isto dizer que qualquer espírito da atmosfera da terra se materializa envolvendo o corpo físico do médium, ao ponto deste deixar de ser observado, e ele, espírito, tornar-se claramente visto. É, pois, o médium envolvido pelo fluido astral seu e do espírito que dele se serve, e não transfigurado, visto que tal transfiguração, na realidade, não se pode operar, por ser contra as leis naturais”.
Como se pode facilmente constatar, caso tivesse sido esse quadro alguma obra arquitetada pelos espíritos quedados no astral inferior, eles teriam tomado alguma forma horripilante, envolvendo com esta o corpo físico da minha querida mãezinha, que era médium de incorporação, tornando-se essa imagem horripilante claramente vista por mim, que, ao invés de me amedrontar, teria o efeito inverso, fazendo com que eu a liquidasse. O próprio Luiz de Mattos afirmou que “duvidar é grave”, então todos os que vinham duvidando de mim estão cometendo um grave erro, provocado pela imaginação e pela falta de esclarecimento, pelo simples fato de considerarem que eu sou um simples obsedado, ou, em outras palavras, um simples doido.
Agora, no que diz respeito ao contexto da obsessão, o certo é que Luiz de Mattos serviu como laboratório do Astral Superior, em virtude dele ser um ser ontológico, portanto, imaculado, puro, sem manchas, sem nódoas, daí o fato dele ser o nosso Espírito Santo, enquanto que eu servi como laboratório do astral inferior, em virtude de eu ser um ser empírico, portanto, podendo ser maculado, impuro, com manchas, com nódoas, daí o fato de eu ser o nosso Antecristo, que todos confundem com o irreal Anticristo. Mas eu não fui instrumento deles para praticar o mal a outrem, pois todo o mal eu absorvi para mim mesmo, sem jamais praticá-lo. Lembrem-se do que Jesus, o Cristo, afirmou: “Ser bom entre os bons é fácil, difícil é ser bom entre os maus”. Além do mais, se eu fui laboratório do astral inferior, o fui em nome da ciência, pois que sou um verdadeiro cientista, que a tudo investiga e pesquisa, sem qualquer preconceito, seja lá de que natureza for.
A razão de eu haver sido laboratório do astral inferior, deu-se em função da imperatividade de se demonstrar cabalmente que existe um espírito superior que possa ser capaz de vencer a todas as intuições para o mal, portanto, de vencer ao astral inferior. E tudo isso de maneira real, autêntica, verdadeira, sem engodo, tal como se fosse um faz de conta. O próprio Luiz de Mattos apontou diretamente a todos os meus atributos individuais inferiores quando eu me encontrava encarnado como Ruy Barbosa. Aproveitando-se desses meus atributos individuais inferiores, os espíritos do astral inferior me intuíram de todas as maneiras possíveis e imaginárias para que eu sucumbisse nesta minha encarnação. Quem tem atributos individuais inferiores é um fraco em relação a eles, então eu expus ao máximo as minhas fraquezas, justamente para que os meus defeitos viessem à tona, até atingir ao limite máximo, quando então eu tive que agir no sentido de combatê-los, até sopitá-los por inteiro, provando assim que a real recuperação do ser humano somente pode se dar através do Racionalismo Cristão. Foi por isso que Luiz de Mattos afirmou que todos iriam ver um fraco se tornar um forte.
E o Racionalismo Cristão agora se torna completo no esclarecimento da nossa humanidade, pois que agora ele tem a sua doutrina, o seu método, o seu sistema e a sua finalidade, não deixando qualquer lacuna de dúvida para os seres humanos. Assim, para provar por inteiro a esta minha assertiva posta mais acima, eu vou recorrer ao nosso Luiz de Souza, que em sua obra A Felicidade Existe, as páginas 57 e 58, diz o seguinte:
“As imperfeições humanas estão no espírito embotadas, enclausuradas, latentes, e é preciso que seja provocada a sua exteriorização, a fim de serem reconhecidas e aniquiladas.
A víbora peçonhenta escondida na toca, na moita ou no entulho, precisa ser descoberta, para que a defesa contra ela se possa operar, sendo necessário que se conheça o mal de que está acometido o enfermo, para se promover a sua cura. Assim, a vaidade, a presunção, o orgulho, a índole vingativa e perversa, as inclinações desonestas e toda a sorte de atributos negativos que se acham ocultos no próprio âmago do indivíduo, precisam ser descobertas para que se lhes possa dar combate mortal”.
É óbvio que eu sou um espírito de luz, um espírito superior, portanto, de escol, sendo nesta condição evolutiva um dos dois expoentes da nossa humanidade. Em sendo assim, eu poderia de há muito ter debelado a todos os meus atributos individuais inferiores, ficando completo dos atributos individuais superiores que formam a moral, já que os atributos relacionais positivos que formam a ética já se encontravam completos em meu espírito. Mas como eu fui devidamente orientado por Jesus, o Cristo, utilizei-me do meu livre arbítrio para desenvolver ao máximo o meu intelecto, por conseguinte a minha inteligência, além da coragem e da boa vontade, em detrimento da conservação desses atributos individuais inferiores que me foram apontados por Luiz de Mattos, quando encarnado como Ruy Barbosa, pois tanto ele, o meu intelecto, como também as minhas coragem e boa vontade, deveriam ser os grandes responsáveis por debelar a todos esses atributos individuais inferiores, o que o fiz com a ajuda do astral inferior, que ao invés de me fazer de instrumento, serviu de instrumento em minhas mãos, acelerando a minha evolução espiritual, e, ao mesmo tempo, servindo de lição para a toda a nossa humanidade.
E como a minha missão neste mundo, em paralelo com a missão de Luiz de Mattos, são as duas missões mais destacadas entre todos os espíritos que formam a nossa humanidade, eu tive que me preparar em plano astral para me deixar vencer pelas tentações, quando neste mundo me encontrasse novamente encarnado, como sendo o nosso Antecristo, pois eu tinha que encarnar como cientista, realizando experiências físicas científicas acerca da baixa espiritualidade, para depois me tornar um saperólogo, realizando experiências físicas acerca da alta espiritualidade, para, enfim, tornar-me um ratiólogo, um ser universal, sendo por essa razão que o nosso Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 108, como a querer provar para todos a minha singular realidade, afirmou o seguinte:
“Aqueles que trazem a incumbência de missões mais destacadas, estudaram-nas em seus mundos, antes de encarnar, para contornar os riscos a que se iriam expor na Terra, de modo que os que vêm errando não foram apanhados de surpresa no torvelinho da vida, mas se deixaram vencer pelas tentações, afogando-se, conscientemente, no mar das seduções”.
E agora vem aqui vem o grande mérito da minha amada e extraordinária esposa e companheira, que mesmo quando das minhas experiências científicas com drogas ilícitas e outras mais, ela jamais me abandonou ou ameaçou me abandonar, apenas me prevenindo para que eu tomasse cuidado para não ficar só. E mesmo estando completamente drogado em minhas experiências científicas, com a mente totalmente alterada, mesmo assim, eu ainda conseguia me transportar ao Tempo Futuro e idealizar o bem e o progresso de toda a nossa humanidade, apesar desse transporte se realizar de maneira um tanto distorcida, em virtude da influência perniciosa dos espíritos quedados no astral inferior. Desta maneira, em toda e qualquer circunstância, a minha voz sempre bradava retumbante neste mundo, assim: eu vou salvar a humanidade!
Mas mesmo sendo tremendamente assediado pelos espíritos obsessores que se encontravam quedados no astral inferior, sem que tivesse qualquer trégua, pois que a minha tremenda luta teria que ser constante, do começo ao seu final, no qual saí vencedor, eu jamais fui joguete deles, a não ser para exteriorizar todos os meus defeitos, para que então pudesse combatê-los em todas as linhas, em prol de mim mesmo, tendo primeiro me ajudado a mim mesmo, para somente depois poder ajudar ao próximo, conforme o ensinamento de Jesus, o Cristo, e conforme ele também ensinou para toda a nossa humanidade, como já dito.
E não fui joguete dos espíritos obsessores quedados no astral inferior no sentido de prejudicar ao próximo, em virtude da produção dos meus sentimentos superiores e dos meus pensamentos positivos serem totalmente incompatíveis com os deles, o que fez com que os papéis se invertessem, com eles sendo joguetes em minhas mãos, dizendo melhor, com eles sendo instrumentos em minhas mãos, para que assim pudessem promover o meu bem, apesar deles quererem o mal para mim, por conseguinte, o bem de toda a nossa humanidade. Isto implica em dizer que, enquanto eles pretendiam fazer o mal e agiam constantemente neste sentido, de todas as maneiras que puderam encontrar em suas maquinações malévolas, estavam praticando o bem e agindo neste sentido de uma única maneira, a minha, por ignorarem completamente o resultado benéficos das suas ações em relação a mim, independentemente das suas reais intenções.
É assim que se age com inteligência, com coragem e com boa vontade, pois ninguém neste mundo é capaz de fazer qualquer mal a mim, por mais que se esforce para tanto, pois que vim preparado para tudo, e até para algo mais, caso surja pela minha frente, seja de que maneira for. Deste modo, todas as ações humanas que se liguem diretamente a mim, seja de que maneira for, serão todas revertidas para o lado do bem, justamente porque na minha presença o mal não pode prosperar, pois que sou a personificação do bem. Além do mais, devo aqui repetir, Platão, que foi a encarnação imediatamente anterior do espírito que em sua última encarnação neste nosso mundo-escola foi chamado de Jesus, alcançando assim a condição do Cristo, afirmou o seguinte: “Nenhum mal pode atingir aquele que deseja o bem da humanidade”.
Quando encarnado como Ruy Barbosa, eu era obsedado, mas não tanto quanto fui nesta minha encarnação como Pamam, pois que tal obsessão naquela época foi apenas um ensaio para esta minha obsessão na época atual, por isso naquela época nunca me deixei levar por ela, tendo apenas Luiz de Mattos conseguido perceber a minha obsessão de outrora, então eu não era e nem sou um obsedado vulgar, que se torna instrumento dos espíritos inferiores para a prática do mal. Agora vejamos a explicação racional para a devida demonstração de que eu não era e nem sou um obsedado comum, vulgar, como tantos outros.
As produções dos meus sentimentos e dos meus pensamentos são todos inversos, completamente opostos aos que são produzidos pelos espíritos quedados no astral inferior, os quais são as bases das obsessões cotidianas. Em sendo assim, somente restaram para eles as intuições acerca dos meus defeitos, com estes representando toda a minha fraqueza, justamente o meu objetivo planejado em plano astral, o qual se encontrava completamente exposto em meu perispírito, através da minha aura. E quem comprova isso é o Dr. Pinheiro Guedes, em sua obra Ciência Espírita, as páginas 181 e 182, quando ele afirma o seguinte:
“E o trabalho do espírito encarnado não se limita ao que acabo de indicar, mas abrange todo o ciclo da atividade humana, na labuta da vida, para satisfazer as suas necessidades, no afã do serva et ipsum; e vai além, as suas ideias, os pensamentos que formula, as imagens que cria; os sentimentos, que o agitam e impulsionam, vivem e se movem com o seu perispírito, são agentes que o encarnado maneja.
É prova disso, hoje bem conhecida, a transmissão do pensamento.
E como o pensamento, o sentimento também se transmite.
A sugestão e a obsessão têm aí a sua base”.
Como se pode facilmente constatar, os espíritos quedados no astral inferior não tinham base alguma para que me obsedando eu pudesse servir de instrumento para eles, assim como servem aqueles que têm as produções dos seus sentimentos e dos seus pensamentos afins aos deles, podendo desta maneira serem manejados.
Caso eu viesse a desdobrar a esta linha de pensamento, muitas e muitas páginas seriam ainda escritas, desviando-me da minha ocupação atual de continuar a escrever as minhas obras relativas à explanação do Racionalismo Cristão. Por isso, por enquanto paro por aqui a estes rascunhos e pensamentos e vou dar continuidade à minha explanação.
Mas não sem antes fornecer um autêntico quinau da verdadeira simplicidade e humildade àqueles que julgam que eu não possua tais atributos individuais superiores.
Quando eu iniciei as minhas primeiras leituras das obras relativas à doutrina do Racionalismo Cristão, de imediato eu pude constatar que a verdade estava sendo por elas transmitida. E não somente a verdade, mas também todo um contexto previamente traçado para a sua devida explanação. Então eu fiquei esperando que algum ser humano de real valor e de grande importância no contexto da nossa humanidade tomasse a iniciativa de explanar tudo aquilo que já se encontrava contido no meu intelecto, portanto, na minha compreensão. Mas como eu não via partir essa iniciativa por parte de qualquer ser humano de real valor e de grande importância no contexto da nossa humanidade, aqui e acolá eu indagava àqueles que procuravam demonstrar mais conhecimentos acerca da doutrina sobre os acontecimentos que estavam brevemente por vir, cujos diálogos eram mais ou menos o seguinte:
─ Fulano, você não está vendo que Jesus, o Cristo, declara-se o explanador da verdade e que a doutrina do Racionalismo Cristão tem que ter um explanador?
─ É sim, tem que ter um explanador ─ respondia o meu interlocutor, sem demonstrar qualquer ideia a respeito do assunto.
─ Sicrano, você não está vendo que os seres humanos estão aguardando por estudos de maior profundidade acerca da doutrina do Racionalismo Cristão para poderem se firmar de vez no âmbito da espiritualidade?
─ É sim, tem que ter um estudo mais aprofundado acerca da doutrina do Racionalismo Cristão ─ respondia o outro interlocutor, também sem qualquer ideia a respeito do assunto.
─ Beltrano, você não está vendo que Luiz de Souza afirmou que nunca se fez tão necessária como agora a infiltração na humanidade do espírito revelador da verdade?
─ É sim, tem que vir necessariamente do seu Mundo de Luz um espírito revelador da verdade ─ respondia mais um interlocutor, ainda sem qualquer ideia a respeito do assunto.
E foram tantas e tantas as indagações que eu fiz às pessoas que aparentemente tinham mais valor e mais importância do que eu, uma vez que me julgava sem qualquer valor ou importância neste mundo, já que elas procuravam demonstrar um grande conhecimento a respeito da doutrina do Racionalismo Cristão, sempre afirmando para todos que isso era assim, que aquilo era assim outro, e tudo o mais, que fui forçado a admitir para mim mesmo que ninguém, mas ninguém mesmo, dentre todos os militantes, não demonstrava, na realidade, qualquer noção a respeito da grandeza do Racionalismo Cristão, a não ser em relação aos conhecimentos triviais e cotidianos, que nem básicos poderiam ser considerados, pelo menos na minha concepção.
Então, devagarinho, muito de leve, mas ao meu modo, eu me dispus a cooperar de vez com a doutrina do Racionalismo Cristão. Primeiramente publicando um questionário no jornal O POVO, em que as principais perguntas e respostas acerca da doutrina estariam previamente formuladas, cujo questionário se encontra inserido na obra relativa ao método, mas sem sair do seu contexto, pois não me julgava com a competência devida para que pudesse extrapolar ao âmbito de tudo quanto ali se encontrava transmitido. O meu objetivo, na época, era simplesmente divulgar a doutrina do Racionalismo Cristão e aumentar o número de militantes, na expectativa de que todos os leitores assimilassem com facilidade a verdade que ali se encontrava contida.
Com esta minha iniciativa, eu obtive apenas dois resultados, que foram os seguintes:
- Um ser humano muito perturbado telefonou para mim fazendo as perguntas mais desencontradas possíveis, as quais eu procurei responder a todas, sempre tentando levá-lo para as sessões, a fim de promover a sua desobsessão, embora sabendo previamente que seria em vão;
- O meu amigo Joaquim, que era sargento especialista da Aeronáutica, assíduo frequentador da doutrina, militante autêntico, ao saber que eu havia publicado esse questionário no jornal, sem qualquer indagação a respeito, aproximou-se de mim, após uma das sessões, e me indagou se eu também não queria pendurar uma melancia no pescoço para aparecer. Eu olhei seriamente para ele e já ia me dispor a lhe dar um brusco empurrão no seu tórax, em face da sua grosseria, já que ali não se encontrava uma melancia para protegê-lo, ou mesmo se tal melancia ali se encontrasse, quando de repente me contive, pois de logo me veio à mente a possibilidade de haver alguma procedência em relação ao seu modo estúpido e afrontoso de me abordar, já que primeiro eu olho para dentro de mim mesmo, e não podia cometer qualquer injustiça, já que abomino a todo tipo de injustiça. Após meditar sobre o assunto, concluí que o seu dizer não tinha qualquer procedência, já que a minha real intenção era apenas divulgar a doutrina do Racionalismo Cristão, tendo ele ficado abalado com a repercussão. Mas o engraçado de tudo isso é que se eu fui ao jornal em apenas uma única iniciativa, ele, por sua vez, chegou ao ponto de manter um programa de rádio para a divulgação da doutrina do Racionalismo Cristão. E o mais engraçado ainda, todo satisfeito e orgulhoso de tudo quanto dizia nos programas, esquecendo-se totalmente da melancia que havia pendurado em seu próprio pescoço.
Assim, como não havia realmente neste mundo ninguém de real valor no contexto da nossa humanidade para explanar o Racionalismo Cristão, resolvi eu mesmo assumir a esse tremendo encargo, apesar de não me julgar como sendo detentor de qualquer valor e importância, mas isto não me importava, nem um pouco, o importante era que eu jamais poderia pecar por omissão. A própria doutrina do Racionalismo Cristão afirma que os espíritos evoluídos não possuem pretensões infundadas em prol de si mesmos, ou seja, não são interesseiros, e, geralmente, não se dão conta do próprio valor que possuem, dada as suas simplicidades, como consta na comunicação de Luiz de Mattos, inserida na obra Clássicos do Racionalismo Cristão, as páginas 261 e 262, idealizada por Nilton Figueiredo de Almeida, revisada por Vera R. Ferreira e Moisés Ribeiro, que diz assim:
“A vaidade leva muitas criaturas a supor que são uns grandes espíritos, umas grandes inteligências, quando é certo que o espírito verdadeiramente evoluído e inteligente não é vaidoso, não tem pretensões tolas e até dá pouco valor àquilo que produz, acha sempre que deveria produzir mais e melhor.
A evolução do espírito se traduz na simplicidade, na maneira como o ser vive neste mundo, agindo sempre com inteligência, com sagacidade, mas sem estar dando importância à sua pessoa, que chega a não se aperceber do seu real valor”.
A realidade é que eu reencarnei como cientista, tendo de cientista passado a saperólogo, e de saperólogo passado a ratiólogo, tornando-me um espírito universal. E quem evolui assim no âmbito da espiritualidade, logicamente que conhece todos os meandros deste mundo, sendo necessariamente um simples, pois que a sua visão é de cima para baixo, ou seja, do Universo para este mundo, que permite uma visão geral acerca da sua natureza, e não de baixo para cima, ou seja, deste mundo para o Universo, que não permite uma visão geral acerca da natureza, como provado está que a nossa humanidade conseguiu atingir o nosso satélite, mas que lá não consegue viver, quero dizer, a nossa humanidade não consegue viver nem no mundo da Lua. Luiz de Souza, em sua obra A Morte Não Interrompe a Vida, as páginas 165, 237 e 257, em relação ao assunto, vem afirmar o que se segue:
“De cada vez que se passa de um estado inferior a outro imediatamente superior, dá-se uma renovação. Acontece que quando a renovação se opera na ordem material, o agente se envaidece, exalta-se, considera-se maior, mais poderoso, diferentemente, quando a renovação se dá na ordem espiritual, o indivíduo se torna mais simples, mais consciente da grandeza universal e de si mesmo, em relação a ela”.
…
A simplicidade não obriga ninguém a se curvar ante os poderosos, nem se humilhar diante de qualquer situação. Todas as almas são da mesma essência, iguais perante o Todo, e diante dessa verdade, não cabem atitudes de humilhação.
Ninguém deve cometer a imprudência de humilhar o seu semelhante na sua dignidade pessoal, para feri-lo de algum modo. A simplicidade não admite atos que contrariem a ética espiritualista, de que faz parte”.
…
Dos planos elevados de espiritualização, descem à Terra, de quando em quando, para encarnar, espíritos iluminados, Mestres em disciplina espiritualista, nos quais não é difícil constatar, além de uma coragem sem limites (grifo meu), o espírito de renúncia, a expressão de simplicidade e a dedicação superior voltada para a evolução da humanidade”.
Note-se que Luiz de Mattos, sendo o veritólogo maior, forneceu para toda a nossa humanidade o exemplo da mais extensa moral, eu, pelo meu lado, sendo o saperólogo maior, forneci para toda a nossa humanidade o exemplo da mais extensa ética. E como a simplicidade não admite atos que contrariem a ética espiritualista, como assim afirma Luiz de Souza, a minha simplicidade não pode contrariar a minha ética, que é espiritual, então eu tenho que ser sincero em todo e qualquer assunto que venha abordar, pois que a sinceridade não pode ser jamais inimiga da simplicidade. Por isso, aqueles que pecam contra a sinceridade para que assim possam demonstrar uma maior simplicidade e uma maior humildade, não são simples e nem humildes, pois que não possuem a ética espiritual, e esta somente pode ser exercida tendo por base a sinceridade.
Foi ou não foi esse meu procedimento uma verdadeira lição de simplicidade e humildade para toda a nossa humanidade?
Eu digo que sou apenas aquilo que realmente o sou, sem me afastar um milímetro da realidade, que é espiritual e de âmbito universal, e não própria e específica deste mundo, já que ele faz parte integrante do Universo. E o digo com o máximo de sinceridade, já que esta tem que ser exercida em todos os setores da vida, fato este que se situa fora do âmbito da imaginação, tendo sempre o cuidado de não ferir as susceptibilidades alheias, desde que assim eu não deixe de me conservar sincero, franco, verdadeiro, autêntico, leal a mim mesmo, para que assim possa ser também leal para com os meus semelhantes.
Por isso, a minha simplicidade é apenas uma só, consoante a minha compreensão, em conformidade com o meu pensar, então ela não é dupla, múltipla, ou desdobrada em partes, de acordo com as situações perante os meus semelhantes, pois que não vendo imagens, por hipótese alguma, pelo fato de que não me permito a mim mesmo falsear a realidade contida no meu eu, pois eu sei que Deus está contido em mim, em conformidade com o meu estágio evolutivo alcançado, por isso a falsa modéstia passa também ao largo da realidade contida no meu eu, pelo fato de ser deveras prejudicial à minha evolução espiritual, pois, como diz o nosso admirável Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 171:
“A falsa modéstia é outra forma errada de agir, pois com ela o que às vezes se procura é a contestação, para provocar o elogio”.
E de elogios, meus amados amigos, eu quero é distância.
E por falar em sinceridade, para realmente concluir o assunto, será também me utilizando dela que eu farei coroar de pleno êxito a minha missão neste mundo, uma vez que ela se encontra contida em minha alma, com toda a sua pureza e autenticidade. E quem confirma esta minha assertiva é o próprio Luiz de Souza, também na mesma obra, a página 198, quando ele assim se expressa:
“Os que alimentam sublimes ideais, que desejam, sinceramente, acertar em todos os lances salutares da vida, que se esforçam por ser elementos úteis à coletividade, granjeiam a simpatia do Racionalismo Cristão, e as forças superiores estarão ao seu lado, para estímulo, encorajamento e final coroamento dos propósitos”.
Não estou querendo fazer dos meus atributos o assunto principal destes meus rascunhos e pensamento, apenas os acrescentando a ele, tal como um anexo, querendo assim salientar em base firme que sou realmente o homem mais poderoso do mundo, pois que sou o único que possui os poderes para promover o esclarecimento espiritual, a paz e o progresso evolutivo de todos os seres humanos. E o que é mais importante: sozinho. Ao contrário daqueles que se julgam como sendo os mais poderosos, que os são apenas na guerra ou na força bruta, no comando dos seus exércitos, quando não, através da força econômica, ou, ainda, através da força tecnológica materialística, mas que não exercem esses seus poderes sozinhos, cara a cara, não na luta corpo a corpo, que a ela não estou me referindo, mas com base na verdade, na sabedoria e na razão, pois não possuem na medida exigida para tanto a inteligência, a coragem e a boa vontade, assim como eu as possuo. Daí a razão de eu ser o super-homem de Confúcio.
Mas não o super-homem covardão e vingativo das estórias em quadrinhos, que apanha de um ser humano normal no recinto de um bar, quando sem os seus poderes, na mesma igualdade de condições, sem que um tenha qualquer vantagem sobre o outro, e que depois retorna ao mesmo bar para se vingar da surra que levou, ao readquirir os seus poderes. Esse super-homem sim, é o retrato fiel do ser humano que o inventou, assim como do mesmo modo o deus bíblico é o retrato fiel dos seres humanos que o adoram desde os tempos idos. Porém, eu não fui inventado por qualquer ser humano, mas sim concebido por Confúcio, como sendo uma das pilastras que dariam sustentação ao seu plano de espiritualização da nossa humanidade.
É certo que aqui neste mundo nós nos misturamos para podermos formar um todo heterogêneo, com todos os espíritos integrantes da nossa humanidade sendo aparentemente iguais, mas apenas aparentemente, uma vez que estamos encarnados, mas cada um tem o seu próprio valor, que é diretamente proporcional ao estágio evolutivo em que se encontra, o qual corresponde ao esforço e à renúncia empregados no decorrer de todo o processo evolutivo. Justamente por isso existe uma hierarquia em nossa organização espiritual. E aqui eu me dirijo a todos aqueles que sejam espiritualizados, no sentido de que procurem seguir com desprendimento aos meus ensinamentos, e de que também procurem fazer valer as minhas explanações e os meus ideais cá neste mundo Terra, para o seu próprio bem e o bem geral de toda a nossa humanidade, tornando-se o quanto antes antecristãos.
No caso de qualquer dúvida acerca da hierarquia que existe em nossa organização espiritual, sabendo-se de antemão que Luiz de Mattos afirmou que duvidar é grave, vejamos o que diz acerca do assunto o notável Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 116, quando ele assim se expressa:
“A hierarquia faz parte da vida do Universo(grifo meu). Alguns sabem usá-la. A maioria, não. Ela continua, no entanto, prestando o seu serviço valioso e indispensável. A vida terrena foi organizada com perfeição, mas é necessário entendê-la e procurar compreender que nela nada há de insondável, ao contrário do que dizem os religiosos (leia-se credulários, digo eu); tudo nela tem a sua explicação racional e coerente. O Astral Superior, que a preside, não faz mistérios da sua obra; apenas elucida a cada um, na proporção do seu desejo e da sua disposição espiritualista”.