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Em Teologia existe uma figura de linguagem denominada de antropopatia, palavra derivada dos termos gregos ânthropos, que significa homem, e pathos, que significa paixão, pela qual se atribui ao deus bíblico as ações humanas, as suas paixões, os seus desejos, os seus atributos, etc.

Essa figura de linguagem é um exemplo clássico do antropomorfismo, levando-se em consideração que Jeová, o deus bíblico, é um espírito tremendamente obsessor decaído no astral inferior, e que por isso possui sentimentos inferiores e pensamentos negativos análogos aos seres humanos mais perversos e mentirosos, sendo esta a forma que o crente no sobrenatural utiliza para aproximar do seu entendimento os atributos desse deus bíblico, sem que consiga levar em consideração toda a sua baixeza.

Ao que tudo indica, isso tudo começou quando Moisés, ao escrever um dos primeiros livros do Pentateuco, em Gênesis 6:6, atribui ao deus bíblico um predicado humano, quando esse médium vidente e ouvinte diz o seguinte:

“E Jeová deplorou ter feito os homens na terra e sentiu-se magoado no coração”

Assim, como o deus bíblico é um espírito que se encontra desencarnado no astral inferior, os seus atributos individuais inferiores e relacionais negativos são citados em várias passagens bíblicas, por isso se diz da “ira de deus”, da “vingança de deus”, do “arrependimento de deus”, da “misericórdia de deus”, e outros mais.