Eu considero deveras espetacular a trajetória evolutiva dos seres, magistralmente determinada pela Inteligência Universal. Por um lado, por intermédio da propriedade da Força, todos são iguais perante os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, uma vez que eles são absolutos, ontológicos, portanto, sendo comuns a todos, sem que haja qualquer exceção. Por outro lado, por intermédio da propriedade da Energia, todos são diferentes perante as experiências físicas acerca da sabedoria, uma vez que elas são específicas e inerentes a cada um.
No entanto, em cada uma das coordenadas do Universo, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade devem ter as suas correspondentes experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim a concepção possibilite que as ideias sejam convergentes umas com as outras. Eis, portanto, o belo! O ponto de convergência se situa exatamente na Razão.
Meu Deus! Estando situado no Universo, eu consigo contemplar o belo. Estando Sócrates situado apenas no Tempo Futuro, sem ainda a noção do Espaço Superior, mesmo assim ele também conseguiu contemplar o belo, assumindo sabiamente a sua ignorância em relação aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade. E estando os seres humanos situados neste mundo, presos ao seu ambiente, cativos da atmosfera terrena, nada conseguem contemplar, olhando diretamente apenas para o próprio umbigo. E ainda dizem que são normais, e que eu é que sou o doido. Quanto eu tenho ainda que lutar por eles!