SR. PRESIDENTE MATERIAL DA FILIAL DE FORTALEZA!
SRS. DIRETORES E MILITANTES DO RACIONALISMO CRISTÃO!
MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES!
Quero, em primeiro lugar, parabenizar a todos os cearenses pelo transcorrer do 12.º aniversário de inauguração da sede do Centro Redentor – Filial de Fortaleza, desejar a todos os seus militantes os mais profundos votos de felicidade e que todos permaneçam sempre dotados dessa robustez de espírito, ânimo resoluto e elevada força de vontade em prol desta Grande Causa que, queiram ou não, deverá esclarecer a humanidade.
E foi se referindo a esse esclarecimento que Cristo, em sua altíssima clarividência, afirmou que a 2.000 chegaria, mas que daí não passaria. Ele queria com isso dizer que esta seria a data máxima, a data limite, para que a verdade imperasse de vez na mente dos seres humanos, em substituição a ignorância, que há tanto tempo vem retardando de forma brutal e violenta o desenvolvimento do nosso planeta.
E mais, mesmo que alguém ainda duvide dessa interpretação, assim exposta por mim, o nosso grande mestre e veritólogo, Luiz de Mattos, em sua obra Cartas ao Cardeal Arcoverde, a página 113, com igual teor interpretativo também a expõe. E arremata, quando na mesma obra, as páginas 237 e 238, transmite um recado do próprio Cristo, ao dizer:
“… que de fato, os tempos são chegados, não só para que toda a humanidade se esclareça… tomem novos rumos e se cristianizem… até ao fim do presente século”.
É também o nosso querido fundador quem afirma, em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, as páginas 155 e 156, o seguinte:
“… antes do fim do século, é de crer que o homem começará a ter nojo de tudo o que hoje são gozos, divertimentos carnavalescos, comezainas desordenadas, politicalha, beberagens alcoólicas, que fazem as delícias da gente da nossa época…”.
O nosso grande Luiz de Souza, devidamente assistido e intuído pelas Forças Superiores, em sua obra A Morte não Interrompe a Vida, a página 286, afirma que:
“Deste país hão de passar para os demais, ainda no decorrer do século 20, e posteriormente, as correntes vibratórias saturadas dos mais elevados ideais, que produzirão as transformações por que o mundo há de passar, com fundamento na espiritualização”.
E na mesma obra, a página 290, ainda afirma que:
“Isto não é uma profecia, mas uma demonstração racional do curso dos acontecimentos, face ao panorama que o mundo expõe, no estado dinâmico em que a humanidade se encontra”.
E ainda, como se fosse uma coincidência, uma obra do acaso, também na mesma obra, a página 295, vem nos confirmar o dito do Nazareno, quando diz:
“Jesus Cristo fez referências ao fim deste século, anunciando, velada e hiperbolicamente, que ele não terminaria sem que as trevas principiassem a ser varridas pela luz, sem que se cumprissem as Leis Naturais com a derrocada das ilusões, das mistificações, sem que fossem estremecidas as consciências pela revelação de verdades eternas, e transformações de assinalada importância se verificassem no cenário do mundo”.
Minhas senhoras e meus senhores! Já adentramos à década final. Já nos encontramos no limiar, na fronteira que separa a treva da luz, ou seja, a ignorância da verdade. E pergunto a todos: quem de nós tem a consciência plena do atual momento por que passamos? Quem de nós, que nos dizemos admiradores e seguidores incondicionais de Cristo, de Luiz de Mattos, e até de Luiz de Souza, tem a convicção plena e verdadeira na concretização dos fatos que eles previram em suas afirmativas? Quem de nós possui as reais condições de, através do raciocínio, ao menos imaginar de que forma se concretizarão esses acontecimentos do final do século?
Já nos encontramos, e isso é do conhecimento de todos, pois todos são testemunhas, na mais alta crise de desentendimento, de corrupção, de desonestidade, de exploração, de incompreensão, de vício e de tudo o que de ruim e prejudicial pode a matéria oferecer; podendo tudo isso se resumir em apenas uma palavra: LOUCURA!
E foi justamente prevendo esse fato, que ainda o nosso Luiz de Mattos, em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, as páginas 10 e 11, afirma:
“A humanidade, que está carecendo de preparo espiritual para resistir ao tremendo vendaval de loucura que se tornará a peste mais danosa do século e de todos os tempos, e para a qual o materialismo da ciência médica não terá remédio”.
E continua dizendo:
“É sabido que as guerras prosseguirão até o fim deste século e princípios do vindouro, e que a mortandade, a fome e a peste serão terríveis, passando o mundo por grandes transformações”.
E ainda diz:
“… à marcha da ciência ninguém ousará pôr entraves, mas os efeitos morais da guerra e da peste serão de tal ordem, que os espíritos fracos terminarão por enlouquecer, havendo, no final deste século, uma espécie de peste da loucura, como já houve a Peste Negra…”.
Mas observem minhas senhoras e meus senhores, que o nosso mestre nos aponta o caminho do esclarecimento, ao afirmar que à margem da ciência ninguém ousará pôr entraves. Porém, deveremos estar atentos e precavidos, pois em sua obra Pela Verdade, a página 152, ele também afirma que para que isso aconteça:
“… a própria ciência tem de modificar determinadas ideias e a sua base, porque estão esteadas na matéria organizada, faltando-lhe o conhecimento da causa — que é a Força que a incita e movimenta”.
Por fim, e como é a minha máxima obrigação, devo buscar confirmação do que ora afirmo, em outras searas, no além-mar, em alguém de outro continente e que não haja sido militante da Doutrina da Verdade, mas que tenha a sua moral e o seu saber acima de quaisquer dúvidas, e afiançadas por alguém de igual quilate, de igual envergadura. Para tanto, cito o nome do grande veritólogo, escritor e pensador Anatole France, que no Brasil teve como um dos seus principais admiradores, o nosso inesquecível e por todos nós admirado, Oswaldo Cruz, como a sua própria filha assim o atestou. Pois bem, esse sábio também afirmou o seguinte:
“A paz universal se realizará um dia, não porque os homens se tornarão melhores, não é permitido esperá-lo, mas porque uma nova ordem de coisas, uma ciência nova (grifo meu), novas necessidades econômicas hão de lhes impor o estado pacífico, assim como outrora as próprias condições da sua existência os punham e os mantinham no estado de guerra”.
Agora, cabe-me perguntar aos racionalistas cristãos de todo o mundo: o que estamos fazendo atualmente em prol destes certos acontecimentos? O que pensa a nossa Casa Chefe sobre tais fatos? Será que estamos inertes? Poderá o Astral Superior concretizar essas afirmativas desses grandes homens, sem os instrumentos encarnados? Como e de que forma a ciência, ou uma nova ciência, esclarecerá a humanidade?
Minhas senhoras e meus senhores! Não nos cabem respostas neste momento, mas apenas a afirmativa, para o conhecimento de todos, de que a nossa Filial, hoje em júbilo pelo aniversário de sua nova sede, não ficará, em nenhuma hipótese, alheia a estes certos acontecimentos, visto que este brado de alerta, não só se reveste de uma própria participação efetiva, como também é fruto de estudos e pesquisas sobre os mesmos, e que não morrerão ao final destas páginas.
Era o que eu tinha a dizer!