Pródico encarnou no ano 465 a.C., em Lulis, ilha de Ceos, e desencarnou no ano 395 a.C., com a idade de 70 anos. Levou avante a obra gramatical de Protágoras, fixou as partes da linguagem e agradou aos mais velhos com uma fábula na qual representava Heracles preferindo a trabalhosa virtude ao cômodo vício. Ficou conhecido como sendo o precursor de Sócrates.
Veio a Atenas como o embaixador de Ceos, e se tornou conhecido como orador e professor. Do mesmo modo que Protágoras, almejava treinar os seus pupilos para assuntos domésticos e civis, mas enquanto Protágoras focalizava o seu ensino principalmente em disciplinas como retórica e estilo, ele fazia da ética a disciplina proeminente em seu currículo. Mas em ética ele era um pessimista. Embora tenha dispensado os seus deveres civis a despeito de um físico frágil, ele enfatizava as dores da vida e advogava, contudo, não por uma resignação desesperançosa, mas, antes disso, pela cura encontrada no trabalho, tomando Hércules como modelo da uma incorporação da atividade viril.
A sua visão a respeito da origem da crença nos deuses era notavelmente moderna. Ele propunha que primeiramente o homem adorava as grandes forças que beneficiavam a nossa humanidade, comparando com a adoração do Nilo, e após esse estágio inicial, os homens que haviam realizado proezas e serviços para a nossa humanidade eram deificados. Contudo, Pródico não pode ser considerado como um ateísta, pois mesmo o panteísta Zenão resguardava uma boa opinião sobre ele.
Em relação aos deuses, sabe-se que todos eles que eram propiciados eram apenas espíritos. Os deuses dos credos que eram praticados pelos seres vulgares, o que correspondia praticamente a totalidade das populações antigas, tanto na Grécia como em outras nações, eram espíritos obsessores quedados no astral inferior, que assumiam a pretensão descabida de seres deuses, pois que conseguiam influenciar aos encarnados para as suas adorações. Já os deuses a que se referiam as grandes mentalidades, eram os espíritos de luz que integravam o Astral Superior.
Das suas obras se sabe apenas o título dos seus tratados, que foram Da Natureza e Da Natureza do Homem. O seu principal interesse era buscar a precisão no uso das palavras. Diz-se que Theramenes, Eurípedes e Isócrates foram discípulos de Pródico. Por seus sucessores imediatos ele foi estimado de modos variados, já que Platão o satiriza em seus primeiros diálogos.