13.01.20- Capítulo XX – A Síntese dos Princípios Racionais

Todos os seres são regidos por leis espaciais, princípios temporais e preceitos universais. De tal legislação deriva para o espírito o conhecido axioma pronunciado por Jesus, o Cristo, que diz: “Serás o que pensares”; por isso se faz especial menção à que regula a ação do pensamento.

Uma vez reconhecida essa verdade, isto é, a importância do pensamento como poderosa energia de atração tanto do bem como do mal, deve o ser humano, em seu benefício e no daqueles com quem convive, nortear a sua vida de modo a pôr em prática os conhecimentos e as experiências adquiridos.

Para isso precisa adotar, como regras normativas de conduta, os princípios racionalistas cristãos que melhor se ajustem às ocasiões, para obter êxito em seus empreendimentos e ter boa assistência espiritual.

Alguns dos mais importantes princípios racionais, podem ser assim resumidos:

  1. Fortalecer a vontade para a prática do bem;
  2. Cultivar pensamentos positivos em favor do semelhante;
  3. Estender o seu auxílio a quem dele necessitar, quando os meios e a oportunidade o permitirem, mas não contribuir para sustentar a ociosidade e os vícios de quem quer que seja;
  4. Manter o equilíbrio das emoções na análise dos fatos para não afetar a serenidade necessária;
  5. Conduzir-se respeitosamente na linguagem e nas atitudes;
  6. Ter consideração pelo ponto de vista alheio, principalmente quando manifestado com sinceridade;
  7. Eliminar do hábito comum a discussão acalorada;
  8. Não desejar para os outros aquilo que não quer para si;
  9. Combater a maledicência;
  10. Não se ligar pelo pensamento a pessoas maldosas, perturbadas e inconvenientes;
  11. Exercer o poder da vontade contra a irritação;
  12. Adotar, como norma disciplinar, o hábito sadio de somente tomar decisões que se inspirem no firme propósito de fazer justiça, agindo, para isso, com ponderação, serenidade e valor;
  13. Repelir os maus pensamentos;
  14. Usar de comedimento no falar, vestir, trabalhar, dormir, alimentar e no recrear;
  15. Não se descuidar com a polidez e a pontualidade, por serem estas reflexo da boa educação;
  16. Impor às exigências da vida disciplina mental e física;
  17. Esquecer-se de quem tenha praticado ofensas, traições e ingratidões;
  18. Desviar do seu convívio social aqueles que não possuam envergadura moral;
  19. Reduzir ao mínimo tempo possível o contato que interesses materiais o obriguem a manter com pessoas inidôneas, esquecendo-se em seguida;
  20. Cultivar permanentemente o bom humor, por meio do qual as células orgânicas recebem influências salutares;
  21. Promover, por todos os meios, inclusive os espirituais, a longevidade, atento o ser humano ao princípio de que a saúde do corpo depende do bom estado da alma;
  22. Dedicar-se integralmente à segurança e a estabilidade do lar;
  23. Conservar em plena forma a higiene mental e física;
  24. Apurar ao máximo o sentimento fraternal da amizade espiritual para com as pessoas de bem, com a finalidade de intensificar a corrente harmônica afim do planeta, em benefício comum.

Como duas são as correntes que envolvem o planeta, uma do bem e outra do mal, o ser humano terá que vibrar, radiar e radiovibrar em harmonia com uma ou com outra, não podendo ficar neutro. Então é lógico e sensato que se muna dos preciosos requisitos que o mantenham ligados à corrente do bem.